Adolescência: relação construtiva entre pais e filhos.

Por Daniela Maria Ladeira Reis em 25 de maio de 2018

 

O desenvolvimento humano ocorre em constante interação entre a socialização, história de vida, vínculos estabelecidos e recursos do contexto.

Do ponto de vista do adolescente, as inúmeras mudanças biopsicossociais por que passa, podem ser acompanhadas por vários conflitos internos, decorrentes da busca incessante por autonomia e protagonismo; da tendência à desconstrução de valores e crenças adquiridos na família e reconstrução de novos ideais a partir da interação com seus pares.
Na infância, é natural que os pais exerçam significativa influência na educação identidade e formação da personalidade dos filhos. Na adolescência, esta influência pode ficar fragilizada diante do leque de possibilidades de novas experiências oferecidas pelo contexto social, principalmente no que se refere aos grupos de iguais. Nesta fase, a subjetividade constrói-se na interação com novos encadeamentos de ideias que podem influenciar na percepção de si, do outro e do mundo.

A sociedade contemporânea sugere muitos desafios ao adolescente, assim como do ponto de vista dos pais, agregam-se outras demandas na educação e formação dos filhos.
Neste âmbito, pergunta-se: como está a comunicação entre pais e filhos adolescentes? Como vocês pais estão lidando com suas emoções e crenças nesta nova etapa da vida de seus filhos? Qual o reflexo disso na convivência familiar? Para uma relação saudável, é fundamental ter consciência de suas emoções e buscar mecanismos de equilíbrio entre o emocional e a resolução de eventuais conflitos. Nossas atitudes estão diretamente relacionadas com a interpretação que fazemos sobre os fatos. Portanto, fazer um treino de questionar os pensamentos é essencial para identificar interpretações erradas sobre as situações cotidianas, que muitas vezes podem gerar fragilidade e até quebra de laços parentais com o filho adolescente. Uma relação construtiva entre pais e filhos está pautada no autoconhecimento e auto regulação emocional, na empatia , no vínculo e na comunicação assertiva.

* As informações contidas nesta publicação não substituem a avaliação de um profissional da área da saúde mental.


Sobre a autora:
Daniela Maria Ladeira Reis é Psicóloga em Salvador/BA, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e Mestre em família na sociedade contemporânea.

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