Eu não consigo desligar, e agora?

Por Patrícia Godinho Poloni em 23 de maio de 2018

 

Você já sentiu como se não conseguisse desligar a sua mente? Por mais que você queira e tente, você continua com diversos pensamentos, que estão lhe impedindo de descansar? Mesmo na hora de dormir, você continua pensando nas atividades do dia e planejando o dia seguinte?

Acredite, você não está sozinho! É cada vez mais frequente ouvirmos relatos de pessoas com este sentimento de que não consegue controlar os seus pensamentos e que eles estão aparecendo cada vez em maior quantidade. Podemos pensar que uma das causas desta aceleração e descontrole é a contemporaneidade, que exige cada vez mais de nós, que nos cobra mais resultados e sempre em tempo recorde. O excesso de informações e de cobranças faz com que nosso cérebro sempre esteja conectado, sempre produzindo e sempre sendo levado ao esgotamento.

Além de muitas informações, quem passa por estas situações também compartilha da rotina “multitarefas”. Trabalho, estudo, cuidar da casa, cuidar dos filhos, ter um tempo com o cônjuge, ir na academia, ir ao mercado, cuidar dos pets, ir na reunião da escola dos filhos, ir naquela consulta agendada há meses, desenvolver o projeto que o chefe pediu semana passada… é muita coisa, não é mesmo?

Todos esses compromissos ficam em nossa mente, como se não quisessem ser esquecidos, e isso faz com que comecemos a pensar na frase do título: eu não consigo desligar. Nosso dia parece que precisa ter mais que 24 horas para que possamos realizar todas as atividades que deveríamos, e esta impossibilidade de realizarmos todas as tarefas, ou estes excessos de pensamentos podem desencadear quadros ou episódios de mal-estares ou ansiedade.

Podemos dizer que hoje a sociedade em que vivemos não tem mais o equilíbrio de saber quando é o momento de agir e quando é o momento de parar: ela é em um todo mantida em excessos. Esses excessos de informações, de exigências, de necessidades, de prazeres, de buscas incansáveis, acabaram trazendo malefícios para a nossa saúde física e mental. Além de não conseguirmos acalmar os pensamentos, esta nossa aceleração nos traz cansaço físico, sono alterado, dificuldade de concentração em uma atividade apenas, memória prejudicada e dores pelo corpo sem causa aparente.

Não conseguir controlar a quantidade e os momentos em que os pensamentos aparecem (na hora de dormir, por exemplo), é algo muito desagradável. Neste momento a psicologia pode nos ajudar a entender estes pensamentos de forma singular e ajudar a entender toda a ansiedade e estresse envolvidos neste processo. A psicologia pode trabalhar de maneira focal no presente, apoiando cada paciente de maneira específica. Quando percebemos que estes pensamentos estão prejudicando nossa rotina, fazendo com que percamos tempo de descanso ou tempo de lazer, precisamos buscar ajuda especializada. Vivemos em um mundo cada vez mais apressado, onde desacelerar se tornou essencial para mantermos a nossa saúde física e mental!


Sobre a autora:
Psicóloga Patrícia Godinho Poloni – CRP 07/27232.
Especializanda em Avaliação Psicológica pelo Centro Universitário da Serra Gaúcha – FSG.
Trabalha com Avaliação Psicológica e atendimento psicoterapêutico a adultos.
E-mail: polonifernandes@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/psicologapatriciapoloni/

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