Síndrome de Burnout: A crise do sujeito do século XXI.

Por Tatieli da Silva Bitencourt em 21 de maio de 2018

 

Ao longo destes aproximados últimos dois anos, diariamente ao ligarmos a televisão ouvimos noticias referentes a crise financeira que o Brasil está enfrentando. Por conta dela, grande parte da população está aumentando sua jornada de trabalho, e mais frequentemente fazendo as chamadas horas extras ou quando não, atendendo telefonemas, respondendo a e-mails, trocando mensagens e, de uma forma ou de outra, mascarando o trabalho como forma de lazer. As pessoas estão trabalhando mais e vivendo com menos qualidade de vida.

Trabalhar se faz necessário para a sobrevivência humana de uma forma mais digna. Partindo deste pressuposto, é correto afirmar que o trabalho está relacionado a características culturais, variando de cultura para cultura e com características individuais. De uma forma geral, segundo estudos de Maslow, estão elas direcionadas à segurança, estabilidade e relacionamento social que consecutivamente influenciará a autoestima e a realização pessoal.

Porém, o que muitas pessoas desconhecem, é que o trabalho em excesso além de acarretar danos físicos pode gerar consequências psíquicas, como a Síndrome de Burnout. Esta síndrome se caracteriza por uma experiência de cunho negativo das constituições emocionais e cognitivas referentes ao trabalho e as pessoas que estão associadas ao mesmo, o que deriva de uma resposta de estresse crônico. Com isso, o sujeito pode vir a apresentar o que chamamos de exaustão mental, em que ele apresenta dificuldades em depositar energia nas atividades que anteriormente desempenhava na rotina do seu trabalho. Pensar em Burnout é como pensar em um copo com água. A cada gota que cai, o copo fica mais cheio, e a cada dia que passa o colaborador sente-se mais desmotivado e mais insatisfeito, o que respinga em sua percepção de si, dos outros e do mundo, dando origem a sentimentos de desvalor que influenciam negativamente a sua autoestima.

Cabe concluir destacando alguns pontos, como por exemplo, a diferença entre a síndrome de Burnout do estresse é a ausência de empatia constante do profissional frente às demandas emocionais dos demais. Além disso, nem todas as pessoas que têm longa jornada de trabalho irão desenvolver Burnout, pois a sua origem também está associada a uma pré-disposição de origem individual, não se tornando assim uma regra.

* As informações contidas nesta publicação não substituem a avaliação de um profissional da área da saúde mental.


Sobre a autora:
Tatieli da Silva Bitencourt é graduanda do 8º Semestre de Psicologia pela UNICNE – Centro Universitário Cenecista de Osório e aluna na Wainer Psicologia.

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