A interferência da Tecnologia na Qualidade de Vida

Por Francine Medeiros em 16 de maio de 2018

 

Quando falamos em qualidade de vida, precisamos avaliar quanto tempo estamos investindo em nós mesmos e na qualidade das nossas relações. Não há dúvidas de que a tecnologia ajudou muito no acesso à comunicação. Não existem fronteiras para conversar com amigos e acessar informações de forma rápida, tanto pessoais como profissionais. No entanto, algumas pessoas sentem-se esgotadas pelo volume de entrada de demandas, envio de vídeos, grupos em redes sociais, marcações em mensagens… Antes, gastávamos tempo contando algo interessante que vimos, um filme ou uma reportagem. Investíamos nas conversas e nas relações, o que possibilitava conversar e conhecer verdadeiramente o outro. Hoje apenas compartilhamos o link do conteúdo.

Nesta nova era da comunicação, não há barreiras de tempo ou distância. O que antes era exclusividade dos executivos nas empresas, agora tornou-se algo comum. A pessoa se ausenta fisicamente do seu trabalho, mas “não desliga” porque continua sendo questionada ou envolvida em assuntos de trabalho, independente do horário. Pode ser férias, feriado ou final de semana, as demandas continuam. Assim como não conseguimos nos desconectar dos problemas pessoais enquanto trabalhamos, com o acesso à internet, sair do trabalho e esquecer dos problemas é algo quase impossível.

Além disso, as pessoas perderam a etiqueta nas comunicações. De um lado publicam a intimidade nas redes sociais e por outro, sentem-se à vontade para comentar o que quiserem. Independente do impacto que pode causar no outro. Muitas vezes, perdem o limite e privacidade. É como se estivéssemos administrando a nossa vida por trás de um computador ou celular, trabalho, amigos, família, estudo e até lazer. Assim como as nossas obrigações, como ir ao mercado e pagar uma conta, tudo pode ser feito através de um aplicativo.

O que era para ser uma facilidade, tornou-se um modo de vida. O uso indiscriminado da tecnologia é considerado grande fonte de estresse e a melhor receita é utilizar com bom senso. A tendência para os próximos anos é que aprenderemos a conviver com a tecnologia, de forma que não prejudique as nossas relações. Um Psicólogo pode ajudá-lo a tomar o controle da sua vida, reorganizar a sua rotina, descobrir atividades que lhe deem prazer, encontrar os seus verdadeiros valores, incentivá-lo a lutar pelos seus sonhos e dar significado à sua vida.

* As informações contidas nesta publicação não substituem a avaliação de um profissional da área da saúde mental.


Sobre a autora:
Francine é psicóloga, cursando Especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental.
E-mail para contato: francine.psico@gmail.com
Página Facebook: Psicóloga Francine

 

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