Como lidar com a tristeza

Por Emanuelle Pereira Sobrinho em 12 de abril de 2018

 

Quando falar da tristeza que muitas vezes esquecemo-nos de mencionar? E acabamos inconscientemente transformando em uma psicopatologia, assim é o que ocorre com a depressão, quando não conseguimos interpretar suas crenças, dá voz aos seus pensamentos. A depressão é atualmente considerada um mal do século, e está sendo vista como um transtorno que mais acomete a sociedade moderna. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), datada em 30 de março de 2017, 300 milhões de pessoas vive com depressão.

Há muitos anos a depressão era considerada como um mal estar, uma melancolia ou apenas uma tristeza repentina. Após anos de estudos, e com alguns precursores renomados da Psicologia, como Aron Beck e Albert Ellis, com estudos voltados para a até então conhecida “melancolia”, a depressão entra no quadro dos transtornos resultante de hábitos e pensamentos arraigados, humor e comportamentos negativos, em decorrência de pensamentos e crenças distorcidas.

Dentre as suas características sintomatológicas estes estão descritos em quatro principais aspectos: emocionais, cognitivos, motivacionais, físicos e vegetativos, com queixas que assume diversas formas como: estados emocionais persistentes e desagradáveis, mudança de atitude frente à vida, sintomas somáticos nem sempre relacionados ao quadro depressivo, e os sintomas somáticos não típicos da depressão. O DSM-5 (Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais), caracteriza o transtorno depressivo por episódios distintos com duração de pelo menos duas semanas, que envolva alterações no afeto, na cognição e em funções neurovegetativas.
No que concerne ao seu tratamento, é necessário um acompanhamento farmacológico para tratamento medicamentoso, pois o medicamento tem um potencializador que age diretamente na inibição da recaptação de serotonina, estabilizando o humor do paciente. Em casos de depressão, é indicada a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que trabalha na concepção de psicoeducar o paciente, com alívio dos sintomas e estratégias terapêuticas como: agendamento, monitoramento de atividades, reestruturação cognitiva, entre outras.

A depressão é um transtorno do humor que acomete qualquer individuo, seja qual for a faixa etária, e que necessita de ajuda de profissionais para tratamento medicamentoso e também de profissionais de psicologia, para uma compreensão do quadro, das recaídas e alivio da sintomatologia.

* As informações contidas nesta publicação não substituem a avaliação de um profissional da área da saúde mental.

 


 

Sobre a autora:
Emanuelle Pereira Sobrinho é Psicóloga Clínica -Terapia Cognitivo-Comportamental
Psicóloga do Núcleo de Avaliação e Acompanhamento Psicológico-NAAP
Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Avaliação Psicológica e Psicopatologia, da UNINASSAU
(Campus de Campina Grande-Paraíba)
E-mail para contato: emanuelle_pereira@outlook.com

 

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