Por que as escolas deveriam ensinar educação emocional?

Por Danielle Aparecida Zacachuca Alves em 3 de janeiro de 2018

 

Vivemos tempos estranhos, onde as escolas tem uma limitação de conteúdo que podem “reproduzir” aos seus alunos. Esse limite se dá, parte por pressão dos pais, que acreditam serem os únicos responsáveis pela formação de seus filhos, uma vez que são os primeiros “culpados”, quando algo em suas personalidades não sai como o esperado e parte pelo Estado, que considera que alguns conteúdos podem vir a criar um certo desconforto, quando são originados por tabus ou temas controversos, ou que não venham a ser transmitidos de forma correta.

O fato é que, devido as demandas diárias, em especial por parte dos pais (carga de trabalho excessiva, jornadas exaustivas, falta de informação necessária para abordar ou lidar com certos assuntos), estes acabam por não saber o que ocorre com seus rebentos, no ambiente escolar. No geral, cria-se o hábito, ao final do dia, de questioná-los com um: “como foi seu dia na escola”, o que prontamente vem com a resposta: “foi bom”. Fim de papo. Ufa! E cada um retorna à suas atividades em seus smartphones.

Porém, a reprodução de comportamentos pouco assertivos aparecem no dia seguinte, e no próximo e no próximo… na escola, nossas crianças não estão preparadas para lidarem com suas frustrações, seja ela uma nota baixa, um crítica de um colega ou de professores, casos de agressões físicas, bullying. Tudo isso, porque não estão preparados para gerenciarem suas emoções. Na maioria das vezes, não conseguem, minimamente, nomear esses sentimentos, o que seria um fato de extrema proteção a estas crianças.

Desta forma, aprender que sentir raiva é importante, quando o nosso senso de justiça é ferido, é de importância fundamental para aprendermos a lidar com o que estamos sentindo, saber expressá-lo, solicitar auxílio para lidar com isso, que tanto incomoda. Assim, as chances destas crianças causarem prejuízos a si e a seus semelhantes diminuem exponencialmente.

Ora! Sentir raiva faz parte do repertório humano, não é mesmo? Assim como a tristeza, a alegria, o medo e tantas outras emoções que aparecem ao longo de nosso dia, durante o convívio com o outro. Só resta saber o que fazer (ou não fazer), quando estas emoções nos inundam.

E o fato desta criança estar inserida num contexto tão importante e tão rico de possibilidades da expressão social, transforma este local num perfeito constrito de indivíduos saudáveis emocionalmente, consigo e com o meio.

Compartilhe!Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone