Quero colo, carinho, abraço e beijo, sim!

Por Patrícia Godinho Poloni em 27 de dezembro de 2017

 

Este texto é voltado principalmente para os pais e cuidadores, onde proponho a reflexão sobre a minha seguinte afirmação: é importante criarmos nossas crianças com infinitas demonstrações de carinho.

Quando as crianças crescem sendo embaladas no colo na primeira infância elas tornam-se adultos mais empáticos, saudáveis, produtivos e gentis. Além destas características citadas, estes adultos são consideravelmente menos deprimidos que aqueles que não foram ninados quando bebês.
Em minha experiência profissional já ouvi em demasia que “colo demais deixa as crianças mimadas”, e que “é melhor deixar chorar”. Pois este texto vem dizer o contrário: é impossível “estragar” os pequenos com colo, carinho, AFETO! Segundo pesquisas científicas, o afeto interfere em como os cérebros dos bebês se desenvolvem, e é importante manter estas vivências afetivas por todo o período da infância. Durante a infância os sistemas cognitivos estão se estabelecendo e em constante evolução, sendo assim, se estes pequenos são criados com afeto e segurança, o funcionamento psíquico se desenvolve de uma maneira saudável. Caso estes bebês cresçam chorando muito e não sendo acalmados pelos cuidadores, os sistemas mentais serão desenvolvidos em estresse. Aqueles que não receberam afeto suficiente tendem a ter mais estresse e maior dificuldade em se acalmarem sozinhos, já aqueles que receberam o colo quando crianças, crescem e tornam-se adultos mais adaptados, com menos ansiedade e melhor saúde mental.

O carinho e o contato físico são fundamentais para o desenvolvimento cerebral das crianças, isso desde o nascimento. É importante que os pais tenham tempo de qualidade com seus filhos, para que eles se sintam seguros e amados. Uma criança que sente a presença dos pais, sabe que eles a amam, se fortalece e se sente segura para alcançar todas as suas potencialidades. Um adulto que recebeu o afeto adequado na sua infância tem um comportamento mais saudável, maiores habilidades e é capaz de manter relacionamentos fortes em sua vida adulta.

Mas para quem ainda tem dúvidas ou receios sobre demonstração de afeto, eu lhes apresento a ocitocina – também chamada de hormônio do amor. Este hormônio é influente na formação cerebral, produzido durante a amamentação e também liberado no abraço, no beijo, no carinho. A ocitocina faz com que o cérebro produza a capacidade de vínculo e nos acalma em situações estressantes. O colo, carinho, abraço, beijo: o afeto não “estraga” as crianças, apenas traz benefícios e cria seres humanos mais humanos, seguros e empáticos para a sociedade. Por isso o que eu deixo para finalizar este texto é: não esqueça de demonstrar afeto aos seus filhos, isso fortalecerá os vínculos familiares e, vocês precisam concordar comigo: carinho sempre é muito bom!!

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