Dezembro Laranja: principais cuidados e efeitos da exposição ao sol

Por Elisa Steinhorst em 20 de dezembro de 2017

 

Em 2014 a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) deu início ao movimento de combate ao câncer da pele, batizado “Dezembro Laranja”, com a intenção de estimular a população na prevenção e no diagnóstico ao câncer da pele. Desde então, sempre no último mês do ano, a entidade realiza ações para lembrar como evitar o câncer mais comum no país, e convida a população a compartilhar nas redes sociais uma foto vestindo uma peça de roupa laranja, publicando-a com a hashtag #dezembrolaranja.

É de fundamental importância sabermos que o câncer da pele é o tumor maligno mais frequente da humanidade. De acordo com a SBD, estima-se que em 2016 o Brasil tenha diagnosticado mais de 180 mil tumores, sendo o carcinoma espinocelular e o melanoma os de maior mortalidade.

O que fazer então? Fugir do sol completamente? Não. O objetivo da campanha não é tornar o sol um inimigo, mas sim conscientizar a população que a exposição ao sol deve ser feita com alguns cuidados, evitando horários de maior intensidade de radiação solar (10-15h), conhecendo os índices ultravioletas da sua região, usando roupas e chapéus que protejam da irradiação direta do sol e, nas áreas descobertas da pele, o uso do filtro solar, além da vigilância quanto a alterações da pele.

As radiações ultravioletas oriundas do sol, além de promoverem o câncer da pele, favorecem queimaduras solares, catarata, degeneração da retina, manchas, alterações na espessura e enrugamento da pele. As estratégias de proteção solar previnem de forma eficiente todos esses processos.

Apesar de o culto ao bronzeamento pregar diferente, uma pele bronzeada não necessariamente significa saúde. Querer ficar mais moreninho é um direito de todos, mas é preciso ser realista quanto à viabilidade disso (pois algumas pessoas jamais serão morenas), e ao tempo necessário para que esse processo ocorra (tenha paciência!).

Outro ponto importante é a percepção quanto à cor da própria pele. Se você gosta muito de se ver bronzeado, há uma possibilidade de que você se avalie como estando mais branco do que você de fato está. Então, antes de partir para a praia para se “queimar”, pergunte para as pessoas à sua volta se elas acham o mesmo que você a respeito da sua pele. Compare as partes expostas com as não expostas. Reflita se a vontade de se bronzear não vem do desejo de ter uma mudança física qualquer e, se for esse o caso, pense em tudo que você pode fazer para mudar e que não envolve expor a sua pele a danos cumulativos (ou outras atitudes que podem ser prejudiciais à sua saúde).

Caso você sinta que não consegue controlar o seu desejo e impulso de se bronzear, que frequentemente se sente branco ou pálido demais, mesmo que os outros não achem o mesmo a repeito da sua pele, e mesmo que a sua pele já apresente danos provenientes da exposição solar, talvez seja o momento para refletir a respeito das razões para isso. Buscar uma opinião profissional (de psicólogo e/ou dermatologista) pode ser de fundamental importância.

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