Esquemas maternos e sua relação com esquemas iniciais desadaptivos e sintomatologia na infância

Por Wainer Psicologia em 28 de novembro de 2017

 

GWIP – Grupo Wainer de Intervenção e Pesquisa.
Lissia Basso, Amanda Borges Fortes, Cintia Maia, Elisa Steinhorst e Ricardo Wainer.

A Wainer Psicologia Cognitiva apresenta seu Departamento de Pesquisa, o GWIP – Grupo Wainer de Intervenção e Pesquisa. O GWIP tem como principal foco de estudo os processos cognitivos e esquemas psicológicos ao longo do desenvolvimento humano. O grupo realiza pesquisas empíricas e revisões sistemáticas com o enfoque na Teoria de Jeffrey Young (1990), sobre a Terapia do Esquema.

Para entender melhor os estudos produzidos pelo GWIP, devemos compreender o principal conceito da teoria de Jeffrey Young: o Esquema. Todos nós possuímos esquemas, que são padrões emocionais rígidos e inflexíveis (consideramos como verdades incondicionais) relacionados a si próprio ou aos relacionamentos com outras pessoas. Os esquemas são desenvolvidos durante a infância e/ou adolescência e possuem influência na vida adulta, fazendo com que as pessoas adotem comportamentos prejudicais ou apresentem algum grau de sintomatologia. Ou seja, é fundamental lembrar que a criança formará representações de si mesma e do mundo através da relação com os cuidadores primários. Sendo assim, há estudos sendo desenvolvidos na área que têm encontrado relação entre os Esquemas Inicias Desadaptativos (EIDs) com o Estilos Parentais.

Assim, o GWIP elaborou a pesquisa com este objetivo. Nela foram incluídas 63 crianças (29 meninos e 34 meninas, entre 8 e 12 anos) e suas respectivas mães e/ou cuidadoras. Foram aplicados questionários que fizessem o levantamento dos esquemas predominantes entre os dois grupos. Levantaremos aqui, alguns resultados preliminares da pesquisa para ilustrar a integração teórico-prática já encontrada.

Encontrou-se que esquemas de Postura Punitiva nas mães predizem o domínio de Orientação para o Outro nas crianças, fazendo com que estas enfatizem em excesso o atendimento às necessidades dos outros em lugares das suas próprias. O esquema de Autocontrole Insuficiente nas mães predizem o Domínio de Limites Prejudicados nas crianças, que passam a possuir dificuldades em respeitar os direitos dos outros, em cooperar e manter compromissos. Já o esquema de Privação Emocional nas mães predizem o domínio de Supervigilância e Inibição das crianças, fazendo com que estas passem a se esforçar para cumprir regras rígidas, suprimindo seus comportamentos espontâneos.

Assim como estes, há outros resultados que estão sendo encontrados que ressaltam a importância de seguirmos pesquisando nesta área de estudo. Os achados da pesquisa corroboram com a literatura e nos fazem dar maior atenção à qualidade das interações nos primeiros anos de vida, visto que esta influenciará o desenvolvimento psíquico, bem como o entendimento que terá sobre as situações vivenciadas. Para entendermos ainda melhor as sintomatologias e os padrões disfuncionais, é fundamental que novos estudos se concentrem na relação existente entre os EIDs maternos e infantis. Assim, podemos começar a pensar em programas preventivos buscando prevenir padrões psicopatológicos entre pais e filhos.

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