Terapia Cognitivo-Comportamental e Coaching.

Por Andrea Rapoport em 8 de novembro de 2017

 

Atualmente muito tem se falado sobre o coaching, sendo divulgado amplamente nas redes sociais como uma forma de aumentar resultados, superar desafios e enfrentar a crise. Por vezes parecem promessas mágicas, o que acaba gerando uma descrença no processo pela forma como é apresentado.

Existem também pessoas que não sabem o que é e acreditam que envolve apenas questões profissionais, sendo interessante este esclarecimento para se compreender que tipo de auxílio buscar a partir de suas necessidades.

A Terapia Cognitivo-Comportamental e o Coaching apresentam vários pontos em comum, especialmente com o Coaching Cognitivo-Comportamental, embora o objetivo e o perfil de pessoas atendidas sejam diferentes. Ambos têm duração breve, sessões estruturadas, utilizando-se de técnicas cientificamente comprovadas para resolução do problema/objetivo definido no início do tratamento ou processo. Existe uma participação ativa do paciente ou coachee (como é chamado o cliente de coaching), que recebe tarefas para realizar entre as sessões para desenvolver as habilidades desejadas, superar obstáculos, enfrentar situações e realizar ações que os aproximem da sua meta. Assim como na psicoterapia, no coaching existe uma compreensão do papel das crenças que a pessoa tem sobre si, sobre o mundo e sobre as outras pessoas, especialmente crenças limitantes ou distorcidas sobre a realidade que se tornam obstáculos para que ela consiga atingir seus objetivos.

Em relação às diferenças, a psicoterapia tem caráter terapêutico e trabalha com pacientes com transtornos psicológicos e psiquiátricos e com grau de sofrimento que esteja afetando sua vida (pessoas disfuncionais nas áreas pessoal, social, profissional), ou ainda que atenda pacientes que não tenham estes transtornos e que busquem o autoconhecimento, enfrentamento de situações específicas, etc.

Por outro lado, o coaching não é indicado para pacientes disfuncionais. É um processo também breve, com número pré-estabelecido de sessões, geralmente variando entre 10 a 12. Atende pessoas que buscam aumento de resultados pessoais e performance, autoconhecimento, definição de um propósito de vida, desenvolvimento na área pessoal e profissional, alcance de metas, desenvolvimento de novas habilidades e competências, melhora na qualidade de vida, transição de área ou de carreira, tomada de decisões que precisam ser bem elaboradas e planejadas devido ao seu impacto, entre outras.

Focado em soluções e busca de resultados, parte-se do presente (estado atual) em direção ao futuro (onde quer chegar). Neste sentido, estabelece-se um plano de ação e estratégias para colocá-lo em prática, usando-se as forças pessoais como impulsionadoras. Além da ênfase na identificação de forças pessoais, também são considerados os valores (o que é realmente importante para a pessoa), a definição de uma missão (razão de ser) e visão (o que quer alcançar).

O coach exerce o papel de facilitador deste processo, através de técnicas e ferramentas específicas que fazem com que o coachee se desenvolva e encontre as próprias respostas, comprometendo-se ativamente em relação à sua vida e seus resultados. Objetiva-se ainda auxiliar o coachee para que ele desenvolva a capacidade de ser seu próprio coach, ou seja, que aplique o que aprendeu e desenvolveu para que continue o seu caminho de conquistas depois do término do processo.

Com todas estas características, o coaching é uma excelente indicação que pode beneficiar pessoas que não tem demanda para psicoterapia, mas desejam crescimento e desenvolvimento nas áreas pessoal e profissional. Este tem se mostrado muito efetivo e cada vez mais procurado, tanto o life coaching (coaching de vida) como o coaching executivo, que é voltado ao contexto organizacional.

 

 

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