Novembro Azul

Por Liur Kunzler em 16 de novembro de 2017

 

No mês de novembro temos a campanha de prevenção ao câncer de próstata, campanha essa que ainda cai no preconceito de diversas pessoas. Acredito que o melhor remédio para o preconceito é a informação. Ainda que muita gente pense que realizar o exame de toque não seja “coisa de homem” ou mexa com a virilidade masculina, proponho tentar entender o porquê de muitos pensarem assim.

Vivemos em um tempo e em uma cultura em que é exigido um certo comportamento dos homens, que devem ser vistos como machos, viris, não demonstrar sentimentos, dentre outros requisitos. Comportamentos como tirar satisfação com quem cruza o nosso caminho, acabam sendo prestigiados (até certo ponto), em contrapartida que comportamentos como procurar um médico para investigar uma mancha na pele, são notados como afeminados. Me pergunto a quem serve esta ditadura de comportamentos, e o que os homens ganham tendo que se mostrar “fortes”? Força esta, que na maior parte das vezes não faz muito sentido, pois parece ser o antídoto da “força” a decisão de não procurar um diagnóstico precoce que poderia fazer toda a diferença no prognostico de uma doença tão séria. Pensar assim não é sinal de virilidade, mas sim de ignorância.

No Brasil, estima-se que um em cada sete homens terá câncer de próstata. Este é o tipo de câncer que está em segundo lugar como o mais mortal entre os homens, porém, se diagnosticado precocemente as chances de cura são 80% a 90%.

Proponho pensarmos sobre o que é de fato “ser homem”. Se é este descaso com a própria saúde que nos faz ser mais másculos que o sujeito ao nosso lado? Ou o quanto podemos juntar coragem para enfrentar nossos receios e preceitos sobre o que é a masculinidade em si?
Procurar ajuda não é sinal de fraqueza, tampouco de falta de virilidade, mas de amor à vida e às pessoas que nos cercam.

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