Emagrecedores: poção mágica ou veneno?

Por Carolina Halperin em 6 de julho de 2017

Nos últimos dias, uma notícia sacudiu os meios de comunicação: a venda de remédios emagrecedores foi liberada no Brasil. E todos que trabalham com saúde e comportamento alimentar deveriam estar preocupados com isso!

O principal componente destas medicações é a Anfetamina, um poderoso estimulante que age de forma muito similar à cocaína no cérebro: gera sensações de euforia, elimina a fadiga e, também, diminui ou tira o apetite. As Anfetaminas atraem por prometerem resultados rápidos na balança sem “esforço”: basta tomar um comprimido e sua vida muda, sem a necessidade de alterações nos hábitos. Mas será que é assim mesmo?

Os efeitos colaterais das Anfetaminas são gravíssimos e podem deixar sequelas físicas e mentais, pois a sobrecarga gerada no cérebro e no corpo com o uso contínuo desta substância é alta. Pensamentos suicidas, surtos maníacos, psicose e apatia são só algumas (assustadoras) opções.

Além disso, temos que considerar que todas as pessoas carregam consigo uma carga genética com sintomas e doenças que podem se manifestar ou não de acordo com a exposição ambiental. Por exemplo: uma pessoa com tendências genéticas para dependência química não será um alcoolista se nunca tomar bebida alcoólica. Assim, é extremamente irresponsável expor as pessoas à Anfetamina, visto que esta substância poderia desencadear doenças psiquiátricas como: dependência química, transtorno de humor bipolar, depressão, síndrome do pânico, transtornos alimentares, dentre outros.

Embora pareça tentador, fórmulas mágicas não existem. Uma parcela muito grande das pessoas que perderam peso utilizando estas medicações recuperou todo o peso perdido, e muitas vezes aumentou ainda mais. Pode parecer banal, mas enquanto as pessoas que buscam uma melhor forma física não melhorarem seu relacionamento com a comida, nenhuma “poção mágica” será efetiva.

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