Arquivo de fevereiro de 2017

Quantas “curtidas” você merece?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

 

As postagens nas redes sociais já fazem parte da dinâmica das relações interpessoais. As “curtidas” conquistadas servem como uma espécie de elogio virtual que gera sensações agradáveis de satisfação, já que os seres humanos possuem uma necessidade inata de pertencimento e aceitação. A busca por valorização, atenção e validação pode ser atendida imediatamente com formas de respostas virtuais cada vez mais instantâneas. Algumas pesquisas até mesmo já evidenciaram que um circuito neuroquímico de produção de dopamina é estimulado pela interação nas redes sociais, alimentando ainda mais a busca pela obtenção de prazer nas relações on-line (Weinschenk, 2009; Andraessen et al., 2012). MAS QUANDO ISSO PODE SE TORNAR UM PROBLEMA?

A necessidade de curtidas, compartilhamentos excessivos de acontecimentos pessoais e a verificação de acontecimentos na vida dos outros podem fazer parte de um círculo vicioso que faz com que as pessoas fiquem muito tempo vidrados nos celulares, tablets e computadores, gerando até mesmo sintomas de abstinência pela falta de tais aparelhos eletrônicos ou do sinal da internet. A frustração por não obter respostas imediatas, a intolerância a falta de curtidas e o extremo desconforto pelo afastamento das relações virtuais acabam por gerar, em algumas pessoas, sensações muito negativas. Com isso, a exigência desenfreada por respostas virtuais reforçadoras pode alimentar um senso de alienação e não pertencimento.

A extrema procura por aprovação social e a checagem persistente de atividades das publicações dos outros também pode estar mascarando autoconceitos negativos e dificuldades interpessoais. Embora as curtidas possam parecer um “antídoto” imediato para sensações pessoais mais desconfortáveis, o efeito real dos exageros nas redes é de mais ansiedade, tristeza e solidão, já que as vidas virtuais podem se distanciar das vidas e das relações reais.

O caminho da busca pelo autoconhecimento e amor próprio ajuda a melhorar a forma como o indivíduo se relaciona. Ao usar as ferramentas virtuais com limites e permitir que as relações presenciais sejam vividas com mais plenitude, ficará nítida a maior satisfação nos relacionamentos interpessoais e o fortalecimento de crenças de autovalor.

A Terapia Cognitiva-Comportamental visa à mudança de autoconceitos centrais prejudiciais como, por exemplo, de ser inadequado ou inaceitável. Na medida em que o indivíduo muda crenças centrais desadaptativas sobre si, não precisará mais de tantas estratégias de busca de aprovação e conseguirá ter relacionamentos mais genuínos e satisfatórios. A Terapia também ajuda no desenvolvimento de estratégias de automonitoramento e treinamento de assertividade, fortalecendo a autodisciplina e a maior consciência das respostas comportamentais.

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Participação Wainer no Jornal Diário da Manhã de Passo Fundo

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Confira a participação da psicóloga Carolina Halperin em publicação sobre: “Vergonha de Expor Corpo em Locais Públicos Pode Ser Sinal de Alerta”, matéria foi publicada no caderno Mais Saúde do Jornal Diário da Manhã de Passo Fundo.

 

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Participação Wainer no Jornal Agora, de Rio Grande, RS.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Confira a participação da psicóloga Carolina Halperin em publicação sobre a Vergonha de se Expor, matéria publicada no jornal Agora, de Rio Grande, RS, um dos principais da Zona Sul do Estado.
Clique na imagem para ampliar.

 

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Somos o que escolhemos ser?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

 

Quem, bem lá no fundo, gostaria de que algo ruim acontecesse a si mesmo?

Quando se trata de escolhas, se trata daquilo que podemos decidir e não sobre aquilo que é imposto à nós, goela abaixo, sem dó, nem piedade. No entanto, muitas vezes ficamos profundamente chateados por escolhas que nossos amigos, familiares, cônjuges fizeram. Ficamos preocupados com o risco de colocarem tudo a perder, por talvez, escolherem a alternativa inadequada e resultar em consequências negativas a si, a nós, a eles. Mas vamos pensar juntos, será que optamos por sofrer?

Escolher permanecer em um relacionamento afetivo amoroso, que infelizmente, de afeto e cuidado não tem nada, é responsabilidade do João. Se Maria optar por largar o emprego que tanto batalhou, é responsabilidade dela. Se desde o namoro Jonas era alcoolista, não é o fato dele ter filhos, que vai fazer com que ele pare de beber. O Jonas segue sendo ele, mas com filhos. Amália tem um jeito rude de dizer que está com saudades, e acaba afastando as pessoas. As razões pelas escolhas de João, Maria, Jonas e Amália, podem ser as mais variáveis possíveis. Pode ser que não tiveram cuidado e afeto na sua infância de maneira suficiente, que não tiveram as instruções e ensinamentos necessários, dentre tantos outros… Contudo, vivências negligentes podem explicar tal comportamento, mas a escolha por permanecer no mesmo funcionamento é a opção de cada um deles.

Em alguns momentos, os respingos das escolhas de um amigo chegam a nós e vamos ter que arcar, mesmo não sendo nossa responsabilidade. A questão é que fizemos escolhas todos os dias: o que comer no café da manhã, qual transporte usar para chegar ao trabalho, investir ou não no nosso bem-estar, ser gentis e educados, topar correr riscos.

As consequências – boas ou ruins -, é o preço que pagamos pelas decisões que tomamos. Escolhemos muitas coisas, mas nem sempre fizemos a melhor escolha. Pode ser difícil pra caramba enxergar só o lado racional da história toda, apenas a caracterização dos fatos, pois estamos sendo influenciados pela ativação emocional, que o entendimento do que está sendo colocado em jogo, provoca. Pode não ser a melhor escolha! Pode ser que fracassaremos. Aliás, quantas vezes já optamos pela alternativa que parecia tão promissora, mas que na hora do ‘vamos ver’ não era tudo isso não?!

Se sempre fizéssemos escolhas de sucesso, desenvolveríamos nossas habilidades, reconheceríamos o quão suportáveis somos? Aguentaríamos os holocaustos que vivenciamos no nosso dia-a-dia? Pensar que o que não nos mata, nos fortalece, talvez não seja simplesmente um ‘modo Poliana’ de ver a vida, tampouco uma desconsideração com o nosso sofrimento. Passar por momentos de vida difíceis, felizmente, pode ser a preparação para os próximos obstáculos, pode ser o motor de resiliência, transformação e amadurecimento. Entretanto, enfrentar o medo das consequências do que renunciaremos por ter feito uma escolha, é uma tarefa nada motivadora, mas é intrinsicamente necessária para seguir em frente, ou ficar parado. Cabe à nós decidir.

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Publicação Jornal O Debate com Ricardo Wainer

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Confira a matéria do Jornal O Debate, de Belo Horizonte, sobre como a Terapia do Esquema trata dificuldades psicológicas, com o psicólogo Ricardo Wainer, da Wainer Psicologia.

http://www.odebate.com.br/saude-beleza/terapia-do-esquema-trata-dificuldades-psicologicas-12-12-2016.html
 

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Transtorno Dismórfico Corporal

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

 

Antigamente não se conhecia bem os prejuízos que a exposição excessiva ao sol poderia causar, somente os benefícios. O bem estar físico e mental associado aos banhos de sol fazia com que essa atitude fosse considerada indispensável para qualquer indivíduo, principalmente quando enfermo.

Hoje sabemos dos danos que o sol em excesso pode provocar à nossa pele, indo desde o envelhecimento precoce até a comprovada relação que existe com o aparecimento de câncer. Os benefícios, entretanto, continuam e, assim como no caso dos malefícios, atualmente temos pesquisas que demonstram o papel indispensável da vitamina D, produzida quando nos expomos ao sol, para prevenção de doenças, como o próprio câncer, e gerar bem estar. A maioria das pessoas sabe que a quantidade de sol necessária para mantermos esta vitamina em níveis saudáveis é bem pouca (estima-se que uma pessoa com pele clara deva se expor, sem protetor solar, a não mais do que um total de 6 minutos, 3 de cada lado, em trajes de banho, diariamente) e sabe também que “se queimar” é muito prejudicial, mas muitos seguem agindo assim, em busca desse bem estar e de um bronzeado ideal – vale lembrar que, por mais sol que peguemos, nosso corpo jamais produzirá vitamina D em excesso, e o exagero na suplementação também pode ser problemático.

É assustador, principalmente no verão, cruzar com pessoas cuja pele apresenta cor que evidencia um bronzeado exagerado, ou ainda queimaduras. Podemos perceber uma diferença enorme entre a cor que a marca do biquíni ou calção de banho mostra e a cor do resto do corpo. Podemos ver muitas manchas causadas pelo excesso de sol e pensamos (ou eu penso…) “Nossa! Será que essa pessoa não percebeu que ela já está muito queimada?”. Quando a resposta é “Não, eu me sinto branquela(o), pálida(o)”, então talvez o problema não esteja na pele, ou na falta de vitaminas, mas sim no que chamamos de Transtorno Dismórfico Corporal.

Este transtorno se caracteriza pelo excesso de crítica que um indivíduo tem a respeito de uma, ou várias, partes ou características do seu corpo. Muitas vezes não há nem um “defeito” real, percebido pelos outros, ou, quando há, é geralmente muito menor ou menos perceptível do que o sujeito diz enxergar em si. Podemos estar falando de diversas características, como o tamanho do nariz ou orelhas, do pênis ou das mamas, das irregularidades da pele ou, no caso que discuto aqui, da cor da pele. A pessoa geralmente se vê como exageradamente pálida e busca, de toda forma, disfarçar essa característica. Tendem a utilizar maquiagem demais, esconder a pele com roupas, fazer bronzeamentos artificiais diversos, ou longos e frequentes banhos de sol. O problema é que, enquanto o transtorno não for tratado por meio de psicoterapia e, se necessário, utilização de psicofármacos, a pessoa seguirá em busca de uma cor que não é dela, às custas de sua saúde e funcionalidade.

Esta condição clínica gera sofrimento relevante e geralmente está acompanhada de uma autoestima rebaixada, excessiva preocupação com a opinião dos outros a respeito de si e de sua aparência e esforços excessivos para “consertar” ou disfarçar o que considera defeituoso, podendo incluir a evitação do convívio social. É um problema muito tratável e as terapias Cognitivo-Comportamentais tendem a apresentar ótimos resultados na restauração da funcionalidade e saúde física e psíquica do paciente que busca ajuda.

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