Arquivo de novembro de 2016

Uma ansiedade chamada vestibular.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

postdjulia

 

Estamos chegando naquele período do ano em que muitos alunos encerram o ensino médio e buscam o início da profissionalização para ingressar no mercado de trabalho. Grande parte das vezes, a porta de entrada desse ingresso ocorre por meio de vestibulares.

Esse momento é marcado por alguns fatores, como o luto pelo fim da adolescência e início da vida adulta, a decisão da escolha profissional e, principalmente, a ansiedade frente aos pré-concursos, tanto do vestibulando quanto de seus familiares. Desta forma, focaremos nesse último aspecto.

As ansiedades vivenciadas nesse período podem se manifestar através de cobranças, internas ou externas, especialmente em relação ao desempenho na prova. Em níveis equilibrados, isto nos auxilia a mantermo-nos disciplinados e persistentes. Porém, quando os níveis de ansiedade estão elevados, podemos ativar crenças que temos acerca de nós mesmos e estas podem estar amparadas por distorções cognitivas, ou seja, pensamentos distorcidos da realidade. Isto por sua vez, atrapalha o vestibulando a manter o foco nos estudos, diminuindo o seu rendimento e resultado. Um destes pensamentos disfuncionais mais recorrentes nos vestibulandos é o de catastrofização, na qual o indivíduo, prevê o futuro negativamente sem considerar outros resultados mais prováveis, por exemplo, “eu me acho burra, então nunca passarei no vestibular”.

Referente a mitos existentes, pode-se citar aquele que dizem que é melhor madrugar revisando a matéria para estar tudo fresquinho na memória. Isto é um mito, pois além de prejudicial para o organismo, sabe-se que ter uma boa noite de sono na noite anterior da(s) prova(s) do vestibular é essencial, caso contrário o vestibulando poderá ter alterações na percepção, memória e concentração, podendo ocasionar os famosos “brancos” na hora da prova. Mas, se isto ocorrer, não se desespere, aqui vai uma alternativa que pode ser usada nessa situação. Desfoque momentaneamente da prova e quando se sentir mais tranquilo, retome de onde parou. Outra dica que você pode utilizar para diminuir um pouco da sua autoexigência, é que quando estamos nos preparando para as provas devemos pensar que o vestibular não é um sistema avaliativo, e sim classificatório, ou seja, seu desempenho não é medido apenas pelo o que sabes ou não sobre o conteúdo, pois envolve diversos aspectos, como o número de concorrentes. O sucesso do resultado advém de um planejamento de estudos, aprendizagem efetiva, dedicação continuada, equilibrio e administração da ansiedade e foco em seu objetivo.

A Terapia Cognitivo-Comportamental poderá auxiliar neste processo. Procure um profissional da área e boa sorte nas provas!

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Matéria na Gazeta do Povo

sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Foto: Bigstock)

Foto: Bigstock)

 

Confira a matéria do Jornal Gazeta do Povo sobre Nutrição Comportamental, com entrevisa e citação da psicóloga Carolina Halpering, da Wainer Psicologia.

http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/saude-e-bem-estar/saude/antes-da-dieta-e-da-academia-procure-o-psicologo/

 

 

 

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Novembro roxo: sensibilização do nascimento prematuro.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Posta Dra. Lissia

 

A importância da conscientização e luta para prevenir o parto prematuro, também têm mês e data para serem lembrados. O novembro roxo e o dia 17 de novembro foram escolhidos com intuito de chamar atenção para um problema que atinge 15 milhões de crianças todos os anos, e que pode ser diminuído a partir da divulgação de informações sobre a importância do pré-natal, das dificuldades que esses bebês e suas famílias enfrentam e dos cuidados a serem tomados no caso do nascimento precoce.

Todos os bebês que nascem com menos de 37 semanas de gestação, nascem antes de ter completado as etapas gestacionais, por isso são considerados bebês prematuros. Mesmo que a medicina, os avanços tecnológicos e os cuidados neonatais estão em crescimento, ainda são muitos os registros de partos prematuros no Brasil. De acordo com os dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc), e do Ministério da Saúde, nascem 931 prematuros por dia ou 40 por hora, revelando uma taxa de prematuridade de 12,4%.

– Quais são as causas do nascimento pré-termo?

As causas que levam ao nascimento de um bebê prematuro são ambientais, biológicas, sociais e muitas delas têm relação com a saúde materna: a hipertensão, diabetes, infecções congênitas, infecção urinária, deslocamento prematuro da placenta, a e a idade das mães. Além disso, o estresse, falta de apoio e recurso social, a educação parental, uso de álcool, tabaco e drogas ilícitas, são outros fatores relacionados à interrupção das etapas gestacionais.

– Quais são as (possíveis) repercussões do nascimento pré-termo?

Dentre algumas das repercussões, algumas pesquisas apontam distúrbios na saúde e nutrição, encurtamento do telômeros, capacidade pulmonar reduzida, problemas motores, paralisia cerebral, deficiência intelectual e um grande número de estudos, destacam a ocorrência de déficits nas funções executivas. Frente a isso e além de possíveis prejuízos escolares, as crianças que nasceram prematuras, poderão apresentar o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), bem como, poderão apresentar alterações de humor e sintomas de ansiedade, condutas mais passivas e retraídas, dificuldades ao planejar e executar tarefas sociais, repercutindo diretamente nos relacionamentos interpessoais.

– O que fazer?

É válido lembrar que nem todas as crianças que nasceram pré-termo, apresentarão problemas desenvolvimentais. O contexto onde ela está inserida, a rede de apoio e recursos sociais, estimulação precoce e o cuidado pós-natal- o método canguru, por exemplo, são variáveis que poderão fazer a diferença. Através de profissionais especializados e de instrumentalização adequada, poderão ser realizados exames que avaliam o funcionamento da saúde em geral e por meio de uma avaliação neuropsicológica, informações acerca do estado atual da saúde psíquica e das funções cognitivas dessas crianças, poderão ser identificados.

Quer auxiliar na conscientização do dia Mundial da
Prematuridade? Faça parte da campanha a favor de pequenas vidas que lutam tanto para sobreviver! Divulgue informações. O conhecimento é fundamental na prevenção de nascimentos prematuros.

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Por que Novembro Azul?

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

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O Novembro Azul é uma campanha mundial de conscientização com ênfase na prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata. É realizada por diversas entidades e dirigida, em especial, aos homens, para conscientização a respeito das doenças masculinas.

O movimento surgiu na Austrália, em 1999, chamado Movember (Moustache + Novemberem inglês. Bigode e Novembro); quando um grupo de amigos deixava o bigode crescer durante o mês para divulgar e arrecadar fundos para prevenção do câncer de próstata, aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, realizado a 17 de novembro.

Sobre o câncer de próstata é importante salientar que a próstata é uma glândula no aparelho reprodutor masculino que tem como função principal produzir o esperma. O câncer de próstata é quando as células desse órgão começam a se multiplicar de forma desordenada.
Estatísticas indicam que:

➡ Esse é o segundo tipo de câncer mais mortal entre os homens.
➡ Um em cada seis homens é alvo da doença.
➡ Há um diagnóstico de câncer de próstata a cada 7,6 minutos.
➡ Há um óbito por câncer de próstata a cada 40 minutos.
➡ É o sexto tipo de câncer mais frequente no mundo.

Quando a doença se instala, não existem sintomas, isso torna indispensável o exame de toque de forma preventiva. O homem naturalmente tem maior resistência em procurar cuidados preventivos, o que faz com que 95% dos casos de câncer de próstata sejam identificados em fases mais avançadas, quando os sintomas começam a aparecer. A doença atinge principalmente homens acima de 50 anos de idade e por isso os homens nessa faixa etária devem realizar os exames preventivos anualmente. Se você tem 50 anos, é hora de começar a se cuidar. Um exame preventivo pode salvar uma vida.

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Liberte-se do Transtorno de Pânico

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

post Wanessa Marques

 

– Eu estou enlouquecendo!
– Não consigo mais suportar!
– Vou desmaiar!
– Estou tendo um ataque cardíaco!
– Não aguento mais, acho que estou morrendo!

Essas falas, são bastante características do Transtorno de Pânico, que apresenta-se cada vez mais crescente na população mundial, e está associado a depressão, alcoolismo e risco de suicídio.

Infelizmente algumas pessoas levam até 10 anos para buscar ajuda de um profissional especializado, do âmbito da psicologia e/ou da psiquiatria. Este fato ocorre, por conta de anos em peregrinação nas emergências de hospitais, realizando exames clínicos e inúmeras consultas médicas, pois os sintomas físicos e agudos que são acometidas, fazem pensar que estão com algum tipo de doença física grave.

Se não tratado, este transtorno pode tornar-se incapacitante, pois além do fato de deixar os indivíduos muito sensíveis e vulneráveis, é muito comum a ocorrência de outros transtornos associados, como por exemplo Agorafobia, onde o indivíduo passa a evitar situações ou locais com medo ter um novo ataque. Desta forma, é comum deixar de sair sozinho, evitar aglomerações ou filas, deixar de ir a supermercados, cinemas, shoppings, como também não conseguir mais dirigir (nem mesmo acompanhado), não ir a lugares próximos e também não conseguir mais sair de casa, ausentando-se do lazer com a família, bem como dos compromissos de trabalho ou acadêmicos.

O Transtorno do Pânico se caracteriza pela presença de ataques de pânico recorrentes que consistem em uma sensação de medo ou mal estar intenso acompanhada de sintomas físicos e cognitivos e que se iniciam de forma brusca, alcançando intensidade máxima em até 10 minutos.

Dentre os sintomas físicos e cognitivos, os mais comuns são: falta de ar ou sensação de asfixia; vertigem; sensação de desmaio, palpitações; sudorese, sufocamento; náusea ou desconforto abdominal; anestesia ou formigamento, ondas de calor ou frio; dor ou desconforto no peito; medo de morrer; medo de enlouquecer, entre outros.

Se você tem experimentado esse tipo de sintoma, não deixe de procurar ajuda de um profissional da área Cognitivo Comportamental. Você será treinado e passará a experimentar a sensação de controle diante deste transtorno. No decorrer do tratamento, conseguirá enfrentar situações antes temidas ou evitadas, aumentando a capacidade de reavaliar os próprios pensamentos, diminuindo a interpretação catastrófica e de ameaça dos sinais e sintomas. Através de um tratamento breve e efetivo, você voltará a viver com mais tranquilidade!

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