Arquivo de outubro de 2016

E quando amar se torna um problema?

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

post Dr. Francisco

 

É fato que todos nós já sentimos aquele frio na barriga ao pensar em alguém, e por vezes, sofremos por isso, principalmente quando não temos nossas expectativas correspondidas. Alguns chamariam de paixão aquele sentimento intenso que nos faz perder o controle e nos torna seres totalmente emocionais, “enxergando corações” por todos os lados, dispostos a tudo por aquela pessoa.

Algumas pesquisas referem que a paixão dura em torno de 4 meses. Já o filosofo Platão considerava este sentimento como uma grave doença mental. Embora uma sensação um tanto controversa, estar apaixonado pode ser problemático para algumas pessoas. Que atire a primeira pedra quem nunca “enlouqueceu” de amor, mas quando isso se torna mais intenso e duradouro, pode ser a causa de outros problemas.

Viver para a pessoa amada, desejá-la a todo momento e fazer de tudo sem importar o que os outros pensam, pode ser muito bonito em músicas românticas, mas na realidade não é bem assim. Esse controle excessivo pode mascarar uma forte sensação de insegurança e de baixa autoestima. Quando tentamos controlar a pessoa, fazemos todo o possível por ela, nada mais fazemos do que usar uma estratégia comportamental para evitar que ela nos abandone. Essa sensação de abandono iminente ou a idealização de que é somente aquela pessoa que pode suprir as minhas necessidades pode estar por trás daquele frio na barriga da paixão. Estas sensações são naturais e até saudáveis no início de um relacionamento, mas quando se tornam muito intensas, se transformam em ciúmes, controle e, as vezes, até em agressão. É ótimo se apaixonar, parece que flutuamos e sentir “dor de amor” é completamente natural.

Porém, quando não fazemos nada com relação a essa dor, ela pode transformar nossos relacionamentos em relações patológicas. Perceba se as suas relações afetivas são positivas ou se seu jeito de amar te faz sofrer. Não deixe que algo tão lindo quanto o amor se torne um tormento na sua vida.

 

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“Eu não suporto ficar sozinho”. Superando o medo com ou sem outras pessoas. 3 Mitos sobre a solidão e dicas para superá-los:

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Post-Luisa-Maciel-02

 

O medo de ficar sozinho é um medo muito comum. E ele faz certo sentido, pois somos seres sociais, isto é, que nascemos para viver em comunidade. Sabe-se que o isolamento social contribui para o aumento de sintomas de depressão e ansiedade, pois relacionar-se com as pessoas pode trazer uma série de emoções positivas e bem estar.  No entanto, muitas pessoas sentem certo pavor à ideia de estarem sozinhas. Isso pode se agravar ainda mais quando não possuem um companheiro amoroso. Muitas vezes temos ideias errôneas sobre estarmos sozinhos. Passamos a nos sentir impotentes, vulneráveis, desamparados e até mesmo fracassados por não termos alguém ao nosso lado. Diversos pensamentos surgem em nossa mente, que contribuem ainda mais para que esse medo tome conta. A consequência disso é ficarmos ainda mais tristes e desesperançosos da possibilidade de conhecer alguém e de suportar momentos onde estamos sem ninguém ao nosso lado. Não conseguimos acreditar que podemos conhecer novas pessoas e nem tampouco que poderemos curtir nossa própria companhia. Pensando nisso, o texto de hoje explora três mitos comuns que podem prejudicar as pessoas de lidarem com o fato de estarem sozinhas ou de buscarem conhecer novas pessoas:

“É difícil conhecer pessoas” – Muitas vezes o medo de não saber como conhecer pessoas novas faz com que tenhamos pensamentos de que não conseguiremos nos relacionar novamente. Muitas vezes nosso viés de atenção está tão focado nisso, que não percebemos que passamos por pessoas todos os dias e que se estabelecêssemos como meta conversar com pelo menos uma delas, provavelmente conseguiríamos.  Ainda, se prestássemos mais atenção, as vezes pessoas que estão na nossa rotina, porém que não conversamos, estão aguardando uma oportunidade para conversarem conosco.

“Se eu ficar sozinho, serei infeliz” – Ironicamente, quando você pensa que estar sozinho é sinônimo de estar infeliz, você não está sozinho: a sua crítica está lhe acompanhando. É como se todos os dias você tivesse uma companhia desagradável, que lhe diz uma série de depreciações pelo fato de você estar sozinho. Se a sua crítica fosse uma pessoa, como estar com ela te deixaria? Infeliz? Exatamente. Então olhe ao seu redor. Você está realmente sozinho? Não possuir um companheiro amoroso faz com que você também não tenha amigos, família, colegas de trabalho?

“Eu não posso fazer as coisas sozinho” – Esse mito é extremamente debilitante, pois afirma que há uma série de coisas que você não pode fazer sozinho. Algumas pessoas acreditam que se fossem a uma peça de teatro sozinhas, elas seriam “patéticas” ou “esquisitas”. Mas vamos analisar melhor essa regra. Qual a consequência de pensar que não se pode sair sozinho? Não poderia ser agradável? Ir ao cinema é ótimo com companhia, mas porque não podemos apreciar um filme do qual gostamos sozinhos? E quanto a sensação de que estar sozinho é esquisito, talvez seu viés de atenção esteja novamente tendencioso. Quando você vai aos eventos, será que você talvez não observe mais os casais e grupos de amigos? Talvez você não perceba que existem também pessoas que estão no evento sozinhas. E acredite, não são poucas! Passe a observar essa outra perspectiva e surpreenda-se que muitas pessoas fazem isso para não perderem programas dos quais gostam!

Concluímos então, que esses mitos trazem sofrimento para as pessoas e acabam por dificultar novas interações e a possibilidade de divertimento em programas sozinhos. Para lidar com essas situações, existem algumas dicas que podem ajudar na busca por atividades com pessoas e atividades que possam ser realizadas sozinho. Afinal, fazer programas consigo mesmo é uma excelente forma de se conhecer melhor e apreciar mais estar na sua própria companhia. Aqui vão algumas dicas:

 

– Finais de semana: planeje com antecedência! Olhe o que está acontecendo na sua cidade, quais bares, cafés e restaurantes estão sendo comentados, se há algum curso do seu interesse na cidade. Experimente algo novo! Com ou sem companhia, aventure-se!

– Olhe ao seu redor, perceba as pessoas que estão na sua volta. Passe a cumprimentar as pessoas que você encontra toda semana na academia e que você nunca deu oi. Cumprimente seus vizinhos, puxe assunto com seu colega novo de trabalho. Desafie-se a interagir com novas pessoas!

– Sabe aquele amigo que você não fala faz tempo, mas sempre que se lembra dele sente muito carinho? Porque você não manda uma mensagem? Relembre velhas amizades e inicie contato com elas.

– Busque atividades onde haja a possibilidade de conhecer novas pessoas. Academia, teatro, dança, cursos de sua área, trabalho voluntário. São formas de conhecer pessoas que partilham de um interesse em comum.

– E quando estiver realmente sozinho? Aproveite! Monte uma lista de atividades prazerosas e faça algo da sua lista! Por exemplo, você pode colocar uma música que goste, tomar um banho demorado, cozinhar sua comida predileta, alugar aquele filme antigo que você gostaria de assistir de novo. Ficar sozinho pode ser um tempo para você mimar a si mesmo, fazer dessa noite um bom encontro, com você mesmo. Aprenda a entender o que você precisa fazer por si mesmo para se sentir bem.

 

Fonte de referência: Vença a depressão antes que ela vença você – Robert Leahy.

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A importância dos Pais em Psicoterapia Infantil.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

post Vanessa Marques

 

Considerando que a prática em psicoterapia comportamental teve seu surgimento por volta dos anos 60 e a psicoterapia cognitiva ao início dos anos 80, podemos perceber que este tipo de tratamento é relativamente novo. É compreensível que, para algumas famílias, o fato de procurar um profissional da área da psicologia ainda seja algo não confortável. Infelizmente isso ainda ocorre e se revela por diversos motivos, preconceitos e por vezes, por falta de informação.

Entretanto, observa-se que as famílias que conseguem buscar ajuda para obter mais informações e esclarecimentos, têm conseguido ajudar seus filhos de forma efetiva, amenizando ou até mesmo extinguindo o sofrimento da criança, e muitas vezes da própria família. É extremamente tranquilizador aos pais, poderem agir de forma segura, com apoio de um profissional especializado. Muitos comportamentos são resolvidos de formas simples, quando os pais e ou cuidadores estão envolvidos ativamente durante o processo.

A prática clínica com crianças, e não diferente em adultos, fundamenta-se na suposição que o comportamento visa à adaptação, havendo interação entre os sistemas cognitivo, afetivo, comportamental e fisiológico do indivíduo. Acresce que, a Psicoterapia Cognitivo-Comportamental pode ser adaptada para adequar-se as características individuais da criança, entretanto, deve permanecer focalizada no problema, ativa e orientada ao objetivo, assim como a terapia com adultos.

Os pais apresentam um papel fundamental de parceria no processo terapêutico, pois eles irão atuar como agentes terapêuticos fora da sessão. Através do engajamento dos pais, será possível a execução das tarefas, acompanhar os filhos em determinadas situações, onde por vezes, eles serão os modelos saudáveis para os seus filhos. Desta forma, eles serão treinados para realizar o reforço positivo às respostas direcionadas aos comportamentos desejados, bem como orientados para o manejo de situações difíceis.

Os pais terão efetiva participação durante o tratamento para sinalizarem ao terapeuta as dificuldades, bem como os progressos alcançados. Pais pouco engajados dificultam ou até inviabilizam o tratamento dos seus filhos. Não é raro, durante o tratamento dos filhos, os próprios pais perceberem a demanda referente a necessidade de seu tratamento individual, ou podendo ocorrer do próprio terapeuta realizar o encaminhamento dos pais para psicoterapia individual, casal ou até mesmo familiar.

Se você observa comportamentos inadequados para a faixa etária de seu filho e/ou percebe alguma dificuldade para lidar com determinadas situações, não hesite em buscar orientação de um profissional especializado, pois a Terapia Cognitivo-Comportamental poderá lhe ajudar.

 

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O brincar e a era do consumismo.

sábado, 15 de outubro de 2016

diacriancas

 

No dia das crianças, não poderíamos deixar de pensar como está o brincar e os brinquedos na atualidade. Hoje percebe-se que a família precisa lidar com inúmeras mudanças, como a rotina frenética, a invasão tecnológica, dentre outras questões contemporâneas que tornam o “ter” superior ao “ser”. Vivemos em uma era do consumismo, em que alguns valores estão se perdendo: a melhor casa, o melhor carro, o melhor telefone, assim como o melhor e os mais caros brinquedos infantis… Ao invés de momentos juntos.

Para poderem proporcionar “o melhor” para seus filhos, frequentemente os pais passam muito tempo trabalhando, tornando a sua rotina exaustiva e isso acaba interferindo no tempo livre com as crianças. Quando os pais chegam em casa depois de um dia cheio de trabalho, muitas vezes exaustos, sem energia e paciência para dar atenção e brincar com seus filhos, os aparelhos eletrônicos acabam sendo muitas vezes seus companheiros e brinquedos.

Diante de tantas demandas de consumo, muitas vezes, as pessoas encontram-se sem direção, pois não sabem mais o que é essencial para as relações familiares. Mesmo com inúmeras ofertas que o dinheiro pode comprar, o essencial continua sendo gratuito. O afeto precisa ser o ingrediente fundamental para as relações, visto que nada substitui o olhar, a atenção e o cuidado para com o outro. Portanto, é necessário resgatar e lapidar o amor, o qual não está nas prateleiras, mas dentro de cada um de nós.

Na Terapia do Esquema, o autor Jeffrey Young aponta como necessário e fundamental ser bem desenvolvido na infância o lado “criança feliz”, originado durante o desenvolvimento infantil pelos pais ou cuidadores, com doses de cuidados, atenção, troca afetiva, além de limites realistas. Quanto maiores forem os cuidados amorosos dos pais e o enriquecimento afetivo do ambiente para a criança, melhores serão as habilidades de conexão e autocuidado do indivíduo ao enfrentar estresses na vida adulta. O que faz pensar que a felicidade na infância perpassa muito mais do que só brinquedos caros e da moda, mas momentos que envolvem espaços felizes para as crianças se sentirem amadas e conectadas com os seus cuidadores.

Mostre as brincadeiras de sua infância para os seus filhos e traga a sua própria criança para brincar com eles, quem sabe esse seja o maior presente !!!

Feliz dia das crianças!!!

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Câncer de mama: como a psicologia pode auxiliar?

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

djulia

 

O Outubro Rosa teve seu início na década de 90 nos EUA com o objetivo de estimular a prevenção e conscientização do câncer de mama e incentivar a realização da mamografia. Atualmente, no Brasil, o câncer de mama acomete 25% de pessoas, sendo que 1% são homens. Casos de câncer de mama são raros antes dos 35 anos, sua incidência aumenta progressivamente, principalmente aos 50 anos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2013 o número de mortes por câncer de mama foi de 14.388, sendo 182 homens e 14.206 mulheres. Estima-se que até o final de 2016 cerca de 57.960 novos casos de câncer de mama serão diagnosticados.

Os dados estatísticos sobre o câncer de mama são preocupantes, devido a isso é importante que se tenha o conhecimento do seu próprio corpo, que auxilia no autoexame para o reconhecimento de alguma alteração presente. Assim, podendo ser realizado um diagnóstico e posteriormente, um tratamento precoce e adequado, quando necessário, e estimulando a prevenção do câncer de mama.

Quando há a confirmação de um tumor maligno, esses pacientes e familiares passam por diferentes fases, desde a busca de vários outros profissionais com a esperança de ter um diagnóstico contrário deste, até o momento em que precisam aceitar tal diagnóstico. Os impactos psicológicos acompanham os pacientes e seus familiares durante todo o processo de tratamento, e quando se tem apoio psicológico auxiliando no conhecimento e compreensão, pode-se facilitar o entendimento de suas angústias e medos, que podem vir a interferir na resposta do tratamento.
No tratamento do câncer de mama, o trabalho é em equipe. O acompanhamento psicológico se faz tão primordial, quanto a medicação e o acompanhamento médico. O foco do atendimento psicológico abrange os medos, angústias, os lutos, autoestima, enfrentamento, como lidar com os sintomas, entre outros aspectos. Podemos assim, prevenir o surgimento de comorbidades, tais como ansiedade e depressão, além de proporcionar qualidade de vida a estes pacientes. Lembrando que é sempre importante fazermos autoexames e exames periódicos com profissionais visando detectar precocemente o cancer mamário para que seja tratado adequadamente.

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Entrevista Dra Elisa para Radioweb – Suicídio

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Confira a participação da psicóloga da Wainer Dra Elisa Steinhorst, em entrevista concedida há poucos dias para matéria especial da Agência Radioweb, sobre suicídio.

CLIQUE AQUI PARA OUVIR A ENTREVISTA

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