Arquivo de setembro de 2016

Suicídio: Por que devemos prevenir agora?

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

setembro 3

 

Normalmente não há nada que alguém tema mais do que a morte. Para uma criança, talvez a morte dos pais seja mais temida. Para um pai ou uma mãe, a do filho. Sempre que tomamos conhecimento da morte de alguém que conhecemos ou simplesmente admiramos, como um artista, por exemplo, somos tomados por uma dor que, como um raio, atinge nosso peito e se espalha pelo corpo, transbordando em lágrimas. Quanto mais próxima a nossa relação com quem faleceu, maior é a dor. Quase que automaticamente começamos a pensar em possíveis caminhos que teriam levado a um desfecho diferente: “se ele tivesse ido ao médico antes, provavelmente estaria aqui agora”; “se ela não tivesse pegado carona com aquelas pessoas, não estaria no acidente”; “se houvesse um salva-vidas na praia, ele não teria se afogado”. Mas, na maioria das vezes, acabamos aceitando que, por mais que fatalidades como essas pudessem ter sido evitadas, elas não foram, pois provavelmente nem as vítimas e nem nós, seus entes queridos, teríamos sido capazes de identificar tal atitude, que os levou a morte, como potencialmente fatal. Assim, o luto geralmente segue seu curso natural.

Esse processo de voltar ao passado e tentar reescrevê-lo imaginando um resultado diferente é natural em situações de perda. Mas é muito, muito devastador quando encontramos na realidade evidências de que, de fato, as situações que levaram nossa pessoa amada à morte poderiam ter sido evitadas, e nós poderíamos ter sido parte disso. Em praticamente 100% das situações de suicídio, esse é o sentimento que fica, para os que ficam.

Ao longo do mês de Setembro pudemos ouvir e ler muito sobre o que pode levar um indivíduo a cometer suicídio, o que se pode fazer para prevenir, quais são os sinais de atenção, quais são os mitos relacionados e o que podemos fazer se alguém próximo a nós apresentar tais sintomas (ou se nós mesmos estivermos passando por isso). Isso tudo é muitíssimo importante, mas não muda uma certa tendência que temos de preferir acreditar em pensamentos como: “Meu filho? Ele não teria coragem de se matar!” ou “Hoje ela acordou melhorzinha e até quis ir trabalhar, não será necessário levá-la para atendimento especializado.” Ou seja, temos uma tendência à negação. A negação não é um ato de maldade ou egoísmo, é uma tentativa de se proteger, de evitar encarar algo muito duro: o fato de que nosso amigo(a)/filho(a)/namorado(a), etc, está sucumbindo, está desistindo de lutar contra isso que lhe tira as forças – e o que lhe tira as forças não é a vida, é o adoecimento – e ele precisa de ajuda, muita ajuda. Negar não é ser mau ou egoísta, mas pode vir a ser um ato de negligência.

Caso perceba que algo não está bem com alguém próximo (e os demais textos sobre suicídio publicados na página da Wainer durante esse mês podem lhe ajudar nessa identificação), fique atento quando pensamentos como os citados acima lhe cruzarem a cabeça e lhe dissuadirem de tomar alguma atitude que possa ajudar essa pessoa. Não deixe de intervir, não corra o risco de, no futuro, imaginar como você poderia ter feito diferente no passado. Pense que você tem, hoje, a possibilidade de escrever um passado do qual você não se arrependerá, pois não terá negado seus instintos e terá feito a sua parte. Busque ajuda de um profissional (psicólogo ou psiquiatra), ele saberá orientá-lo.

Se você está passando por isso, se tem pensamentos de morte (ou talvez deseje ir embora, sumir, viajar sem data para voltar), se você se vê sem forças para seguir em diante e se talvez seus amigos e familiares não estejam conseguindo lhe ajudar, busque ajuda especializada você mesmo. Busque um psicólogo ou psiquiatra ou locais de atendimento de emergência em saúde mental e diga o que está acontecendo, como você se sente e o que você está pensando. Você provavelmente não deseja de fato sumir, você deseja, e tem todo o direito de ter, uma vida que simplesmente não pesa ser vivida.

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5 dicas: Como amigos e familiares poderão auxiliar na prevenção do suicídio?

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

post dra lissia

 

“Espero que isso ajude você a entender o processo. Eu fiz isso porque muitas pessoas parecem pensar que estar deprimido é algo que você escolhe e que, no final, tudo se resume a olhar pela janela e ouvir música triste”. Essas palavras, são ditas no início do vídeo que já atingiu milhões de visualizações, produzido pela atriz e diretora Katarzyna Napiórkowska, com o objetivo de abordar os principais sintomas da depressão e os desafios diários que precisam ser superados. Para acompanhar o belíssimo vídeo muito bem retratado, cliquem no link:https://www.youtube.com/watch?v=bZexFbgSC8c

É válido destacar que, mesmo que algumas pessoas deprimidas não desejem morrer, a ideação ou a própria tentativa do suicídio é uma alternativa encontrada para findar com o sofrimento. Estar vivo significa sentir a dor de um vazio que sufoca e corrói, que é aterrorizante e se torna insuportável. Cercado por sentimentos de inutilidade e desesperança que aniquila toda e qualquer motivação e vontade de viver, dar fim a vida, é percebida pelo suicida como a única opção para não sentir mais a dor, como foi sinalizado no vídeo.

Quando?

Qualquer pessoa que expressa comportamentos e sinais suicidas, precisa de ajuda imediata. Se você detectar alguns comportamentos em algum amigo ou familiar e não tiver certeza do que ocorre, a melhor maneira de descobrir, é perguntar. De maneira alguma, você fará uma pessoa se tornar suicida, por mostrar que você se importa com ela. É normal sentir desconforto e medo ao abordar o assunto, mas é importante dar a oportunidade para que ela possa expressar o que sente e pensa e assim, talvez, proporcione alívio e conforto.

Mas como abordar esse tema?

Inicie perguntando como ela está se sentindo, quando começou a sentir assim, o que você pode fazer para ajudá-la e se ela já pensou sobre como obter ajuda. No quadro abaixo, é exemplificado o que deve ser evitado, e o que é importante dizer a um ente querido com risco de suicídio.

CUIDADO!

❌ Evite falar sobre o valor da vida, ou dizer que o suicídio é uma alternativa errada para resolver a situação que o ente querido está vivendo.

❌ Evite falar sobre o valor da vida, ou dizer que o suicídio é uma alternativa errada para resolver a situação que o ente querido está vivendo.

❌ Evite discutir, dar conselhos e/ou oferecer maneiras de resolver os problemas. Às vezes, o que está em questão no momento é o quão ruim está sendo para a pessoa e não o que poderá ser feito.

❌ Evite prometer segredo. A vida do seu ente querido pode estar em jogo e você pode precisar falar com um profissional de saúde mental, a fim de manter a pessoa suicida segura.

❌ Não podemos afirmar que existe um único motivo para o estado psíquico de alguém, pois pode ter relação com muitos fatores (biológicos, sociais, etc.). Preste atenção aos seus sentimentos, não se isole e não se culpe pelo sofrimento do seu ente querido.

SIM, SEMPRE QUE DER…

✅ Seja empático! Não julgue seu amigo ou familiar. Fale para ele que você se importa, que ele não está sozinho e poderá contar com você.

✅ É possível que você não consiga entender exatamente como ele se sente, mas diga que você se preocupa e quer ajuda-lo (se isso for de fato, verdade. Caso contrário, não será efetivo).

✅ É possível que você não consiga entender exatamente como ele se sente, mas diga que você se preocupa e quer ajuda-lo (se isso for de fato, verdade. Caso contrário, não será efetivo).

✅ Talvez o ente querido tenha medo de sentir mais dor ao se expor a outras pessoas. Entretanto, dividir as ansiedades e as responsabilidades de prevenção do suicídio, pode tornar mais fácil e muito mais eficaz.

✅ Saliente ao seu amigo e/ou familiar que existem auxílios disponíveis e que você pode ajudá-lo a buscar algum profissional especializado. A partir das ferramentas existentes, será possível identificar as causas e o melhor manejo para o alivio dos sintomas.

*Adaptado de www.helpguide.org/…/suicide-prevention-helping-someone-who-…

Sabe-se da importância das diversas ações que movimentam o Setembro Amarelo, as quais objetivam divulgar formas de prevenir o suicídio e além disso, compartilhar informações para entendermos o que ocorre, como e por que algumas pessoas acabam tirando suas próprias vidas. Ter o conhecimento de quais são os sinais e sintomas, quais os potenciais fatores de risco, a importância da identificação de indícios de intenção suicida, como destacado no post anterior a esse e por fim, como dar o primeiro passo ao perceber esses sinais, poderão auxiliar nos diversos cuidados preventivos. Por mais inatingível que pareça ser, felizmente, temos muitas estratégias que permitem reduzir a intensidade e a frequência da dor do sofrimento humano. Além da importância em poder auxiliar, é poder ser auxiliado também.

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Por que é tão difícil lidar com o luto?

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Post Rafaela

 

Será que é possível esquecer alguém que amamos muito, após o seu falecimento? Talvez a resposta para essa pergunta é que não importa quanto tempo passe. Aquilo e aqueles que deixam marcas em nós permanecem em nossas lembranças e portanto, são difíceis de serem esquecidas.

A autora Rachel Naomi Remen diz que: “O luto nos permite curar, lembrar com amor em vez de dor. É um processo gradativo. Uma a uma, você vai soltando as coisas que se foram e lamenta por elas. Uma a uma, você mantem as coisas que passaram a fazer parte de quem você é e constrói de novo”.

A reconstrução da vida e retomada das atividades diárias é um dos desafios quando estamos vivenciando o luto. É difícil vivenciar a dor, o sofrimento e a perda. Muitas vezes chegamos até mesmo a acreditar que não seremos capazes de reconstruir nossas vidas ou de sermos felizes novamente. Ao mesmo tempo que todos os sentimentos e lembranças que o luto traz consigo, neste período também aprendemos a construir de novo nossa vida, buscando nela sentido e tentando nos adaptarmos a uma nova rotina. Para isso, para vivermos esse momento de forma saudável, não podemos tentar impedir a dor, eliminá-la ou não senti-la. Devemos ao máximo tentar aceitá-la.

Os primeiros dias do luto são os mais difíceis, mas também aqueles em que muitas vezes somos mais amparados por nossas famílias e entes queridos. É preciso atentar para o final do primeiro mês e os meses seguintes, onde muitos de nós já conseguimos reorganizar nossas vidas, porém aqueles enlutados com maior proximidade com o falecido ainda poderão estar passando por este processo.

O psicólogo Robert Leahy, ao encontrar um paciente que sofria com a perda de sua esposa, disse ao seu paciente algo que ele nunca esperou ouvir. Ele desejava que seu paciente nunca superasse a tristeza, afinal de contas, ele perdeu sua companheira e mãe de seus filhos. Mas ele também desejava que este paciente fosse capaz de reconstruir a sua vida e viver ela de forma ampla e significativa! Segundo Leahy: “o significado não é viver uma vida sem sofrimento, porque quando nós amamos alguém, nós sofreremos com a perda dessa pessoa. O significado está em viver uma vida em que o sofrimento valha a perda”.

O sofrimento e a dor precisam ter sentido. Precisamos reconstruir a vida com aceitação e disposição na busca de um propósito. Até que a dor, o sofrimento e tristeza serão substituídos por lembranças, saudade e esperança. Viver com nossas fragilidades e vulnerabilidades e, principalmente, aceitá-las e tentar suportá-las.

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Prevendo o (im)previsível

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Setembro - amarelo.

 

O movimento Setembro Amarelo surgiu para conscientizar as pessoas sobre o suicídio, visando estimular a prevenção do mesmo. E esse, talvez, seja o maior triunfo do movimento!
Sabe-se que o maior aliado à prevenção do suicídio é falar sobre ele. Mas como falar de algo tão difícil, tão doído, tão cercado de tabus?

Nós, profissionais de saúde mental, sabemos que não é fácil. Mas a prática nos mostra que falar abertamente sobre o assunto, sem julgamentos ou preconceitos, é a melhor forma de acolher e auxiliar aqueles que tanto precisam da nossa ajuda.

Para cada suicídio consumado, existe uma média de 5 tentativas anteriores. Isso significa que, de alguma forma, as pessoas que pensam em se matar, demonstram seu sofrimento e pedem ajuda. Aliás, você sabia que a maioria das pessoas que tenta se matar não deseja morrer? Na verdade, estas pessoas estão sofrendo tanto, que não conseguem pensar em outras formas de aliviar seu sofrimento. Por isso, é fundamental que possamos verdadeiramente ouvi-las e ajuda-las a pensar em outras formas de resolver seus problemas.

Mas é possível identificar as pessoas que pensam em se matar e, assim, prevenir um suicídio?
Na maioria das vezes, sim! Uma parcela muito grande das pessoas que planejam suicídio comunica seus pensamentos e intenções com sinais claros, como falar sobre morrer e/ou não querer mais viver, sentimentos de “desvalor” ou falta de perspectiva. Além disso, existem algumas situações específicas que podem ser indícios de intenção suicida. São eles:

– doença psiquiátrica (especialmente transtornos de humor ou psicóticos, mas não exclusivamente estes);
– mudanças no comportamento, como retraimento e dificuldades para se relacionar;
– mudanças no humor, como aumento da irritabilidade, pessimismo ou apatia;
– mudanças nos hábitos alimentares ou de sono;
– tentativas prévias de suicídio ou de se machucar;
– sentimentos constantes de ódio, culpa, desvalorização, solidão, impotência, desesperança e/ou vergonha;
– perda recente importante (mortes, fim de relacionamento, troca ou perda de emprego, etc);
– histórico familiar de suicídio;
– necessidade repentina de concluir afazeres pessoais, como organizar documentos e resolver pendências importantes;
– cartas e comportamentos de despedida.

O mais importante é saber que, na maioria das vezes, o suicídio não é feito de forma impulsiva. Ao contrário, costuma ser muito bem planejado! Isso quer dizer que ter um olhar atento e falar sobre o assunto são as ferramentas mais valiosas na prevenção.

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Suicídio, precisamos falar a respeito.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

texto Dju

 

Falar sobre suicídio abertamente é tão difícil no nosso dia-a-dia, mas para haver prevenção precisamos derrubar alguns tabus e informar, ainda mais quando a estatística é alarmante. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), acontece um suicídio a cada 40 segundos no mundo e, no Brasil, 25 pessoas morrem vítimas de suicídio por dia. A estimativa é de que 10 a 20 milhões de pessoas tentam suicídio a cada ano. Homens se suicidam mais, pois buscam meios mais letais, já as mulheres possuem histórico de mais tentativas.

O questionamento que muitos se fazem: “mas por que estas pessoas se matam?”. Responder este questionamento, quase que universal, não é tão simples assim, pois envolvem vários motivos como culpa, fracasso, situação financeira, depressão, medo, ansiedade, humilhação, entre outros sofrimentos. O ato do suicídio é entendido, pela pessoa que tenta o suicídio, como uma solução para os seus problemas, como um alívio.

Quase todos os suicidas tinham algum transtorno mental, por vezes não diagnosticado, não tratado ou não tratado da maneira adequada. Os transtornos psiquiátricos mais comuns nessas pessoas são os transtornos de humor (depressão, transtorno de humor bipolar), abuso/uso de substâncias psicoativas (incluindo o álcool), transtorno de personalidade e esquizofrenia. Pacientes que possuem mais de um diagnóstico aumenta o risco para o suicídio.

De acordo com a OMS, 90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos, para isso é necessário a ajuda de profissionais capacitados para identificar e avaliar o risco suicida. Qualquer tentativa ou intenção de se matar deve ser levada em consideração e não ser diminuída, bem como o histórico de tentativas desse paciente, pois aumenta o risco para novas tentativas. Para a prevenção do suicídio deve-se desenvolver estratégias de qualidade de vida, educação e proteção com estes pacientes e familiares, para que haja um entendimento do sofrimento que está por trás deste comportamento.

 

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Setembro Amarelo

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Setembro - amarelo.

 

Estamos nos aproximando do início de 2017 e algumas pessoas planejam suas festas, outras pensam sobre suas férias e outras ainda não sabem se estarão vivas (talvez não se sintam vivas hoje mesmo). A ausência de suavidade neste texto não é mero acaso, este não é um texto leve e bem humorado, mas é a introdução para um assunto importantíssimo que será discutido ao longo do mês de setembro.

Antes que chegue o Dezembro Vermelho, o Novembro Azul ou o Outubro Rosa, nós estaremos na presença do menos badalado Setembro Amarelo. Mês que já abrigava o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio cresceu para a mídia “pintando-se” de amarelo, cor que significa vida, luz, otimismo, além da associação com o sinal de atenção que tanto precisamos para este assunto: o suicídio.

Falar é a melhor solução, este é o slogan da campanha. Abrir as portas para este assunto pode permitir a chegada dele até nós, desmistificando significados tortuosos e quebrando tabus. Quem pensa em morrer precisa de ajuda, isso todos sabem. Porém o que algumas pessoas não sabem é que estas pessoas muitas vezes tentam obter este socorro, e outras tantas deixam transparecer algum sinal que poderia ser claro. Quem pensa em morrer não deseja a morte, deseja alívio, seja este um alívio para uma situação concreta ou imaginada, não importa. A tentativa de buscar alívio através deste ato é resultado do que entendemos como “visão em túnel”, onde há um estreitamento das opções disponíveis e o caminho da morte parece a única alternativa para interromper um sofrimento que não sinaliza um prazo para seu fim.

Transtornos de humor, transtornos de personalidade, dependência de substâncias. São muitas as possibilidades de contextos para estas circunstâncias, mas conhecimentos técnicos para identificar estes transtornos não são necessários quando existe atenção e cuidado. O funcionamento de uma pessoa com ideação suicida é nosso principal sinal de alerta para abordarmos o assunto:

Mudanças de comportamento: isolamento, abandono de atividades que lhe traziam prazer, comportamento agressivo consigo ou com os outros, etc.

Declarações: cão que ladra morde, nunca subestime uma ameaça ou um sinal de desesperança. Nunca avalie como uma tentativa de chamar a atenção, não é seu papel assumir esta responsabilidade. Frases que condenem a si mesmos ou o próprio futuro podem estar entre os sinais de desesperança.

Substâncias: Álcool e outras drogas podem ser causas ou facilitadores para um ato impulsivo ou premeditado para o suicídio. O abuso de substâncias pode cumprir uma função de adormecimento ou esquiva de seus problemas, gerando dificuldades adicionais e agravar quadro de sofrimento.

Momentos de vida: luto, falência, aposentadoria, divórcio, problemas de saúde, físicos, etc. Mudanças bruscas no planejamento de vida pode ser gatilho para um período de instabilidade emocional.

São muitas as formas de percebermos sinais, mas nenhuma vai superar o contato direto de uma conversa. Isto vale para o ambiente clínico, na minha postura com meus pacientes, mas também para prevenção e cuidado entre amigos e familiares. Vencer o próprio desconforto desta conversa pode salvar vidas. Algumas coisas só são ditas quando perguntadas, esta é mais uma delas.

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