Arquivo de agosto de 2016

Matéria sobre luto no jornal Agora, de Rio Grande

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Confira esta matéria sobre luto, destaque de capa no jornal Agora, de Rio Grande, com conteúdo produzido pela Wainer Psicologia, contando com a participação das psicologas Carolina Halperin e Líssia Basso.

 

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Os Esquemas de Jeffrey Young.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

post Dra. Cláudia

 

Vou iniciar esse texto fazendo uma auto revelação: sempre tive medo de perder o que tenho e ficar na mais completa pobreza!
Esse fantasma me acompanhou ao longo de toda minha vida profissional e eu nunca havia realmente parado para lidar com ele. Até que conheci a Terapia dos Esquemas de Jeffrey Young.
Brevemente explicando, esquemas são temas ou padrões formados por memórias, emoções e sensações corporais, relacionados a si próprio ou aos outros, desenvolvidos durante a infância ou adolescência. São elaborados ao longo da vida do indivíduo e são disfuncionais em nível significativo.

Descobri então, que esse meu medo eterno é denominado por Young como esquema de vulnerabilidade e refere-se à crença de que a pessoa está sempre prestes a viver uma grande catástrofe (financeira, natural, médica, criminal, etc.). Se formos olhar para o ambiente familiar em que esse esquema se forma, podemos encontrar um ou ambos os pais (ou cuidadores) muito medrosos, passando a ideia de que o mundo é um lugar perigoso e de que algo ruim sempre pode acontecer. No meu caso, soma-se à situação, o fato de meus pais lidarem extremamente mal com o dinheiro.

Bem, como resolvi ser profissional liberal, obviamente que esse esquema encontra guarida nas eternas flutuações da situação econômica do país e do mundo refletidas no dia-a-dia dos pacientes que me procuram. Para que isso não tome proporções avassaladoras, preciso ser super disciplinada e organizada financeiramente (lembram do modelo de como administrar o dinheiro que tenho?).

Sabedora da existência desse esquema, o que fiz foi procurar ferramentas para que ele não domine minhas escolhas e condutas. Fiz um plano de previdência privada em que é possível aplicar um percentual da contribuição para o caso de invalidez, me esforço para valorizar o dinheiro que recebo, estou atenta para a qualidade dos gastos que faço, não gasto mais do que ganho, enfim, são inúmeras as maneiras de cada um lidar com seus esquemas.

Importante ressaltar que, obviamente, não temos somente um esquema, e sim uma gama deles atuando simultaneamente no nosso universo psíquico. Procurar ajuda profissional para conhecê-los, para ampliar nossos recursos de como trabalhar nossos esquemas é fundamental para que não fiquemos repetindo padrões não-saudáveis frente às situações que a vida nos apresenta.

Para finalizar, sei que este esquema estará sempre ali, à espreita, esperando um momento de estresse, de cansaço, de crise para se ativar de novo. A diferença é, que agora, sei lidar com ele.

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Entrevista Dra. Líssia ao Programa da Regina

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Confira a participação da psicóloga Líssia Ana Basso, da Wainer Psicologia, para o Programa da Regina.

http://entretenimento.band.uol.com.br/cidades/rs/noticia/100000805492/assista-ao-programa-da-regina.html

 

 

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Por que estar na zona de conforto muitas vezes não é nada confortável? 5 Passos para sair da zona de conforto!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

zonaconforto

 

Todos conhecem a expressão “zona de conforto”. De uma maneira geral, o significado dessa expressão diz respeito a uma série de pensamentos, emoções e/ou comportamentos que temos de maneira automática e estamos acostumados a fazer, mesmo que nos traga prejuízo. Percebe-se então que essa expressão é um tanto quanto paradoxal, uma vez que estar nessa zona pode não ter nada de confortável. E porque não mudamos? Na maioria das vezes, sentimentos como medo e ansiedade nos paralisam frente à possível mudança, seguido de pensamentos de “E se…”, “Será que…” ou imagens catastróficas, imaginando a mudança com desfechos negativos e até mesmo assustador. O resultado? Nossa cabeça nos diz automaticamente que “ruim assim, pior mudando”.

É possível observar que estar na zona de conforto nos oferece sensação de segurança, enquanto sair dela nos oferece receio frente ao inesperado. Porém, o que se observa é que muitas das coisas que queremos se encontra fora dessa zona. Devemos ter em mente que na maioria das vezes iniciamos um determinado comportamento porque no início faz sentido e é coerente com o que queremos. Entretanto, com o passar do tempo, esse comportamento não tem mais coerência e tampouco utilidade. Em contrapartida, estou tão acostumada com isso, que não me imagino fazendo diferente. Então ficamos no mesmo lugar, mesmo que isso cause extremo desconforto.

Vamos para um exemplo prático: Um casal se conhece, se apaixona e se casa. Toda essa construção faz sentido para ambos. O tempo passa, o casamento desgasta e o casal precisa mudar alguns comportamentos e sair da zona de conforto, seja para melhorar a relação, seja para se separarem. Ambos precisam mudar, porém, estão na zona de conforto. A relação não está boa, mas ela é conhecida para ambos. Podem estar infelizes, mas não conseguem fazer nada a respeito. Acreditam que o com o tempo as coisas irão melhorar. Esse é mais um grande problema da “zona de conforto”. Ela nos diz que, se ficarmos assim, uma hora “algo” acontece. O problema é que o tempo passa e esse algo não surge. O casal continua infeliz, com medo da mudança e ambos estão apegados em sua “zona de conforto”.

O grande problema de não sair da zona de conforto é que ela é como um vício. Cada vez que eu evito, eu reforço em mim o medo. E quanto mais medo, menos coragem para mudar. Ao final desse ciclo, nos sentimos esmagados pelo medo, pela sensação de que não somos capazes e de que não nos resta aceitar que as coisas “são assim”. Por esta razão, conhecer a dinâmica da zona de conforto é essencial para que possamos fugir de suas armadilhas.
E como mudar?

– Passo número 1: O primeiro passo é analisar os seus objetivos pessoais: o que você realmente quer é possível de conseguir onde você está?

– Passo número 2: O segundo passo é avaliar as vantagens e desvantagens da mudança: o que está prendendo você e o que te motiva a mudar?

– Passo número 3: O terceiro passo é planejar essa mudança: quais são os riscos que se corre ao mudar, o que se ganha com essa mudança, como colocar em prática, o que precisa abrir mão.

– Passo número 4: O quarto passo é por e prática a mudança, com perseverança e com medo. Com medo? Sim, com medo, porque esse sentimento estará presente, porém, se você sabe exatamente os motivos para essa mudança, você seguirá mesmo com o medo.

– Passo número 5: O quinto e último passo é avaliar como foi essa mudança. Aprenda com ela, perceba que valeu a pena.

– Se possível, anote como foi mudar, como foi ter medo, quais foram às armadilhas que sua cabeça falou para você. Assim, na próxima vez, talvez fique mais fácil enfrentar!

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A difícil tarefa de mudar os bons e velhos (maus) hábitos

sábado, 6 de agosto de 2016

Post-Dra.-Elisa

 

Todos nós sabemos o quão difícil é mudar velhos hábitos e adquirir hábitos novos e melhores. Por mais que saibamos tudo o que temos a ganhar adquirindo ou mudando esses comportamentos, e o que perdemos os mantendo, muitas vezes ainda assim não conseguimos nos convencer a tomar uma atitude – ou mantê-la.

Há muito por trás disso. Há os ganhos que os velhos hábitos nos trazem, o conforto de não ter que abrir mão de algo que há muito tempo faz parte de nossa vida para receber em troca algo que ainda não conhecemos, que podemos jamais ter sentido, que podemos até duvidar que um dia alcançaremos ou sentiremos (o prazer de ver aquela calça jeans de anos atrás servindo novamente, o sentimento de vitória após um dia de muito estudo para aquele concurso “impossível”, o cabelo ainda cheiroso depois de um dia inteiro sem fumar).

Volta e meia encontramos pessoas que de fato chegaram lá. Superaram o medo e o desconforto de ter que, dia após dia, dizer não para vontade de fazer ou não fazer algo, mantendo-se firme rumo ao “objetivo final”. Mas se o objetivo final é o percurso? Digo, se o objetivo é simplesmente fazer ou não fazer algo, ou fazer de modo diferente? Então estamos fadados a matar um leão por dia?

Querer ou precisar mudar é uma oportunidade maravilhosa que temos para nos presentear, dia após dia, com o sabor de ter conseguido, mais esse dia. É quando descobrimos que merecemos esse presente, que merecemos uma vida melhor e com menos culpa, que de fato nos motivamos para o primeiro dia de um novo momento em nossas vidas. Quando conseguimos mudar algum hábito, não iniciamos uma vida de matar um leão por dia, mas sim uma vida onde a cada dia percebemos que somos, e sempre fomos fortes como eles.

Fatores como a falta de apoio, o excesso de crítica por parte de uma família e percepção de nós mesmos como incapazes de atingir objetivos, de fato dificultam o nosso caminhar rumo à mudança e sua manutenção. Quando a dificuldade é grande, pedir ajuda é o primeiro passo. E quando não encontramos esse suporte no nosso ambiente, a psicoterapia é com certeza a melhor opção.

 

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