Arquivo de junho de 2016

A depressão será a doença mais incapacitante até o ano de 2020

terça-feira, 28 de junho de 2016

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Depressão mata e, quando não mata, impede a pessoa de viver. Mas o que é a depressão? Você lembra daquele vazio que sentiu quando perdeu alguém importante? Aquela vez que seus planos não deram certo e você se frustrou? Que você acordou de manhã cedo com tanto desânimo de enfrentar o dia que foi difícil levantar?
Pois então, quem enfrenta um quadro depressivo, experimenta esse sentimento com maior intensidade, por quase todos os dias. Normalmente não existe uma causa específica envolvida, mas sim, a depressão é um processo, uma dinâmica que se constrói no decorrer da vida. Está associada a forma como nos relacionamos com os outros e consigo mesmo e ideias que criamos sobre tudo…

Normalmente, nos quadros depressivos, as pessoas desenvolvem ideias de culpa e inutilidade que, possivelmente não são reais, mas passam a entender tudo a partir desta ótica. É como se vestisse um óculos escuro e visse o mundo a partir daquela visão. Vendo as coisas de forma tão negativa, a pessoa com depressão desenvolve desânimo, mudanças no sono e apetite, irritabilidade, desinteresse, falta de vontade, pessimismo, diminuição da libido sexual, dores e, pode ter também, ideias de suicídio.

Mas por que a depressão é tão recorrente em um momento do mundo em que temos as mais diversas tecnologias e conhecimentos, tanto na área da psiquiatria quanto na psicologia, para combater ela?

A psicoterapia cognitiva trabalha com o objetivo de reestruturar as interpretações que a pessoa tem sobre si mesma e o mundo ao seu redor. As ideias pessimistas relacionadas com a os sintomas depressivos, normalmente não condizem com a realidade. O terapeuta contribui questionando estas crenças de forma colaborativa com o paciente, além de planejando alguns comportamentos que possam contribuir para a reestruturação de sua vida. Depressão é algo sério, não pode ser negligenciada. Este sofrimento tem saída, procure a ajuda de um psicólogo, ou recomende para quem você observa que possa estar apresentando estes sinais.

 

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Armadilhas da mente: Você sabia que seus pensamentos podem te enganar?

segunda-feira, 27 de junho de 2016

post luisa 2

 

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, entende-se que eventualmente as pessoas podem cometer “erros de lógica”, que são distorções entre o que aconteceu e como interpretamos esse acontecimento. Os “erros de lógica” é a nossa lente pessoal, a maneira como muitas vezes avaliamos e interpretamos algumas situações. A forma como enxergamos o que estamos vivenciando influencia na maneira como sentimos e como nos comportamos. Muitas vezes esses “erros de lógica” são impercebíveis, mas podem causar alguns problemas bastante significativos.

Vamos conhecer alguns desses erros?

1. Filtro mental: É quando se chega a algumas conclusões após manter o foco nos detalhes negativos e deixar de fora de seu filtro os detalhes positivos. Quando você faz isso, você enxerga só uma parte da situação, do contexto ou de uma pessoa. Conclui de forma incompleta e, por vezes, injusta.

2. Chegar a conclusões precipitadas: Nesse caso, chega-se a conclusões negativas, apesar de não ter evidências que as comprovem ou mesmo quando tem evidências contrárias a essas conclusões. É uma tendência a bater o martelo antes do tempo, antes de ter certeza do desfecho ou do que acontecerá.

3. Supergeneralização: É quando generalizamos certos aspectos ou questões e, a partir disso, criam-se regras e conclusões amplas e gerais sobre vários aspectos de sua vida. Muitas vezes generalizar faz com que não percebamos as exceções ou as diferenças.

4. Maximização e minimização: Aplica-se quando você pensa sobre você mesmo, sobre os outros ou sobre uma situação, você maximiza os aspectos negativos ou minimiza os aspectos positivos. Em relação às pessoas, é muito comum ou hipervalorizarmos ou menosprezarmos, ignorando aspectos negativos no primeiro caso ou positivo no segundo.

5. Personalização: Esse erro é cometido quando algo ruim acontece e você assume a culpa por isso, mesmo quando a culpa não é sua.

6. Pensamento “tudo ou nada”: Enxergar as coisas de forma dicotômica. Enxerga apenas duas categorias para pessoas e situações; são ou totalmente bons ou totalmente ruins, perfeitos ou defeituosos, um sucesso ou um fracasso.

7. Catastrofização: Enxerga algo como muito maior do que realmente é. Muitas vezes enxerga os desfechos e o futuro de forma catastrófica, sem considerar outros resultados possíveis.

8. Leitura mental: Como na telepatia, você supõe saber o que as outras pessoas estão pensando ou sentindo, sem considerar outras possibilidades.

9. Raciocínio emocional: O erro cometido aqui é acreditar que se sente é porque é verdade. Você acredita que os seus sentimentos são julgamentos verdadeiros sobre quem você é, sobre as pessoas e situações em que vivencia.

Em todos os casos, não enxergamos a situação POR INTEIRO. Para concluirmos algo, precisamos ter certeza de que observamos todas as hipóteses, todas as possíveis ideias, para assim concluirmos com base na realidade e no que realmente estamos vivendo, não no que estamos vendo.

A Terapia Cognitivo-Comportamental trabalha no reconhecimento desses “erros de lógica”, fazendo com que o indivíduo consiga identifica-los, questioná-los e modifica-los, garantindo menos sofrimento e atitudes mais saudáveis.

 

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Mais tolerância, por favor!

terça-feira, 21 de junho de 2016

post dra. Lissia

 

Alguém já se queixou de um comportamento seu? Mais de um? Duas, três pessoas apontaram a maneira como você resolve suas entranhas, como algo sem fundamento? Você já criticou (até mesmo mentalmente) as atitudes de uma pessoa? Qual o motivo que o levou a avaliar de uma maneira negativa? Quais os critérios você utilizou? Como recebeu um feedback de um colega de trabalho? Como lidou com uma crítica construtiva? Refletiu sobre ela? Ignorou? Considerou algo?

Quando éramos crianças, estava eu e meu irmão assistindo a um jogo de futebol e ele me perguntou: “Para qual time você torce? Para o time vestido de azul ou para o time vestido de amarelo?” Eu não lembro disso, mas ele diz que eu respondi: “para os de preto!” Claro que quando ele contou nós rimos muito. Posteriormente a lembrança do fato, me questionei por que eu não respondi uma das alternativas que ele trouxe? Por que eu optaria por torcer para o juiz e os bandeirinhas? Até agora não sei o porquê… Escolher uma terceira opção, não significa que eu nunca terei uma escolha extremista. Depende de muitas variáveis e naquele momento, busquei outra alternativa que acreditei ser plausível.

É imprescindível lembrar que existem trilhões de maneiras de entender as situações que vivenciamos. O que é tenebroso para mim, talvez seja bonito para ti. O que você acha fundamental, talvez seja irrelevante para mim. Gosto, cor e amor, podem ser discutidos, sim! Basta fazer jus à frase: Respeito é bom e eu gosto. É possível chegar a um consenso, ou ampliar nossas percepções. Torcer para os de preto, não significa estar em cima do muro, muito menos discordando. Posso fazer todas as avaliações possíveis e inimagináveis com relação às coisas, as situações e as pessoas, e se forem construtivas, melhor ainda. Caso contrário, o que eu ganho com isso? Desgosto? Intolerância? Raiva?

O cenário extremista, pode nos incomodar algumas vezes. Contudo, o meio termo, pode ser visto como algo morno e nos incomodar também. O que nos incomoda, possivelmente revela algo a nosso respeito, seja pela rigidez, seja pela flexibilidade.
Flexibilidade não significa passividade. Rigidez não significa agressividade. Vou bater na mesma tecla: pode ser 8, pode ser 80, pode ser preto, pode ser branco. Pode ser 40 e pode ser cinza.

Por outro lado, imaginem se tivéssemos os mesmos gostos, as mesmas preferências. Cruz credo! Que coisa mais sem sal, não? A mesmice acabaria nos desestimulando. Agora, julgar e tentar moldar uma pessoa, exclusivamente pela maneira que compreendemos e avaliamos o mundo, sem cogitar qualquer outra forma de entendimento, é limitar a nós mesmos. As diferenças perceptivas existem para que possamos refletir e crescer, para que possamos ‘abrir a cabeça’, tem tantos outros pontos de vista dando sopa por aí! As diferenças promovem o conhecimento, e o conhecimento, nos engrandece!

Pode ser que vocês já tenham escutado, ou lido em algum momento a seguinte frase: “Nada no mundo é bonito, nem feio. Somos nós que vestimos de beleza as coisas que julgamos belas”.

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Entrevista Dr. Ricardo Wainer para o Jornal do Almoço

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Confira a entrevista concedida pelo Dr Ricardo Wainer para o Jornal do Almoço.

O tema da entrevista foi: Como falar sobre a violência com as crianças?

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O problema é de todos

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Texto Dra. Carolina 1

 

As estatísticas mostram que a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil, totalizando mais 50.000 vítimas de violência sexual por ano no país. Mais alarmante ainda é o fato de que esses dados se baseiam apenas nos casos denunciados, o que sugere que esse número é ainda maior. Dia 25 de Maio veio à tona o estupro coletivo que vitimou uma menina de 16 anos no Rio de Janeiro, e desde então todos tem algo a dizer sobre o assunto. Entretanto, o fato é um só: a violência sexual contra a mulher existe e é um dos maiores problemas psicossociais do país. E muitas vezes, a forma como a sociedade culpabiliza a vítima é quase tão ruim quanto o abuso em si.

Psicólogos sabem há muito tempo que vítimas de todos os tipos de abuso tendem a se sentir culpadas pelo que aconteceu com elas. Mas nos casos de abuso sexual, além da vítima, a sociedade em geral também a culpa. Frases como “estava no lugar errado, na hora errada”, “se não queria ser estuprada, deveria ter se vestido diferente”, “ela se colocou em risco” ou ainda, “ela deixou que isso acontecesse”, só mostram quão distorcida é a visão da sociedade sobre o estupro. E mais do que aumentar e perpetuar o sofrimento das vítimas, essa distorção é reflexo da forma como a sociedade cria e mantém um estereótipo feminino que as coloca como culpadas; o que gera vergonha e culmina no baixo número de denúncias. Essas mulheres sofrem sozinhas e caladas.

A dor do estupro não é só física, e as marcas psíquicas deste tipo de violência podem mudar para sempre a forma como estas mulheres se relacionam com os outros e, especialmente, consigo mesmas. Assim como as vítimas de violência sexual nunca esperam que o abuso aconteça, a sociedade também não está preparada para acolhê-las e ajuda-las a encontrar forças para se reerguer.

Um dos campos de maior estudo da Psicologia é sobre os efeitos nocivos dos traumas. Pesquisas apontam que grande parte das vítimas de abuso e violência sexual pode desenvolver algum transtorno psicológico relacionado ao trauma (como Transtorno de Estresse Pós-Traumático ou Transtorno do Estresse Agudo). O trauma sexual é a causa mais comum desses transtornos em pessoas do sexo feminino, o que indica que o tratamento especializado neste tipo de situação é fundamental. A Terapia Cognitivo-Comportamental é o tratamento de escolha para casos de TEPT e TEA, pois tem resultados comprovados e eficazes, que aliviam os sintomas de forma efetiva.

Se essas mulheres tiverem a oportunidade de falar sobre a violência que viveram com profissionais da Psicologia capacitados a prestar ajuda especializada – em um ambiente acolhedor e livre de julgamentos – suas chances de não desenvolver transtornos psicológicos ou psiquiátricos aumenta. Além disso, essas mulheres têm a chance de se sentir cuidadas e de saber que nem todos a culpam ou duvidam dela. A violência sexual contra a mulher é um problema real, e é um problema de todos. E nenhuma mulher deveria ter de passar por isso sozinha.

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O que te faz ficar só?

sexta-feira, 10 de junho de 2016

post Dra. KELLY

 

Muitas pessoas sentem dificuldades para manter relações satisfatórias e, mesmo não querendo, acabam por manter um padrão de solidão, rejeição e abandono. A Terapia do Esquema busca mapear um padrão comum de estratégias automáticas defensivas (utilizadas pelas pessoas nos relacionamentos) que acabam por manter a solidão, mesmo que no fundo haja o desejo de uma relação satisfatória de apoio, aceitação e valorização.

Evitar os relacionamentos íntimos é uma estratégia de enfrentamento que teria como intenção principal a proteção do provável sofrimento causado pelas relações. O indivíduo, por medo da rejeição, desamparo, abandono ou abuso, fecha-se emocionante e foge de relações. Entretanto, mesmo que a intenção seja defender-se de marcas dolorosas da história e memórias de experiências traumáticas de outras relações, o indivíduo revive as dores pelo padrão solitário estabelecido.

Outra estratégia nociva comum é a hipercompensação. Nesse caso, a pessoa tem respostas comportamentais no sentido de impedir que os seus medos se confirmem. Então, o controle, o sufocamento, exigências exageradas do outro e até mesmo abusos são utilizados, tudo para que as frustrações de vivências de insatisfação um dia já sentidas na história de vida não se repitam. Com esse tipo de postura, os outros não conseguem entender, validar e suprir adequadamente suas reais necessidades emocionais. Em muitos casos, essa estratégia afasta as pessoas do convívio e mantém a solidão.

Por último, a resignação a padrões nocivos ou insatisfatórios de relacionamentos pode ser uma estratégia para não sofrer ainda mais, acalmando medos profundos de possíveis retaliações, desamparo e abandono. A busca assertiva por direitos e necessidades reais é temida, pois isso poderia gerar incomodo no outro. Contudo, atitudes complacentes e passivas alimentam a subjugação, insatisfação e sensação de estar sozinho mesmo acompanhado.

O medo de sentir as dores da solidão e das sensações da vulnerabilidade humana aciona defesas que, muitas vezes, ao invés de proteger aumentam a dor. O uso exagerado dessas estratégias de defesa faz o indivíduo perder a oportunidade de viver uma troca emocional saudável e satisfatória.

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ENTREVISTA: A INSEGURANÇA QUE ALTERANDO A NOSSA ROTINA

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Confira a entrevista concedida pela psicóloga Elisa Steinhorst para a Octo TV, sobre como a insegurança muda a rotina das pessoas.


OCYTO

 

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TOC é coisa séria!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

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Você tem manias? Ou TOC?

Todos nós temos manias. Para alguns, é não sair de casa sem arrumar a cama. Para outros, é conferir se o carro realmente trancou. Alguns, ainda, gostam de guardar determinadas coisas sempre nos mesmos lugares. Porém, alguns comportamentos podem cruzar a fronteira da mania e cair no território do TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). O TOC é um dos transtornos psiquiátricos do grupo da Ansiedade, portanto não é de se espantar que quem sofra desse transtorno, se sinta ansioso grande parte do tempo. Para quem tem TOC, a “mania” não é simplesmente mais uma coisa que se faz ou não durante o dia: é um comportamento (compulsão) necessário para diminuir a ansiedade causada pelos pensamentos obsessivos, que insistem em não deixar a pessoa em paz. Isso gera um ciclo que se retroalimenta: ao ter o pensamento intrusivo (obsessão), a pessoa emite o comportamento que aparentemente a acalma (compulsão), o que a faz ficar mais ansiosa e aumenta a frequência dos pensamentos e dos comportamentos consequentes. As técnicas desenvolvidas pelas terapia cognitivo-comportamental são altamente eficazes no tratamento do TOC, devolvendo a qualidade de vida às pessoas que tanto sofrem com esse transtorno.

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Tipos de fome

segunda-feira, 6 de junho de 2016

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A sua fome é física, ou emocional? Você sabia que existe mais de um tipo de fome?

Tem a fome física ou biológica, aquela que faz nosso estômago roncar e gera sensação de fraqueza, mostrando que nosso corpo está carecendo de nutrição e combustível para manter suas atividades básicas. Essa é a fome que gera sinais de alerta quando precisamos repor nutrientes para seguir funcionando: é a fome que nos mantém vivos.

Mas existe também a fome emocional. Diferente da fome física, a fome emocional não tem relação alguma com a sobrevivência (ou seja, não cumpre nenhum papel fisiológico). Sabe aquela sensação de merecer comer algo porque teve um dia ruim? Ou quando simplesmente se come sem nem apreciar o alimento, apenas engolindo? É a fome emocional que está em cena. A fome emocional acontece independente de já estarmos saciados e sem fome física, pois ela se conecta com nossos sentimentos, e não com nosso sistema digestivo. Entretanto, tudo o que comemos é processado pelo organismo de forma igual, e é por isso que grande parte das pessoas que tentam fazer dietas para perda de peso e não obtêm sucesso poderiam se beneficiar e muito da terapia cognitivo-comportamental. Essa modalidade psicoterapêutica leva em consideração todos os pensamentos e sentimentos por trás do ato de comer, ajudando as pessoas a identificarem os gatilhos da fome emocional e ensinando estratégias para lidar com ela.

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Que zica!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Digital Camera

Sabem aqueles dias ‘Lei de Murphy’?

Derrubar o café sob a roupa, perder o ônibus, receber a notícia que seu salário não irá aumentar. A fila de supermercado que não anda, a caixa de ovos no chão, o vidro do perfume que cai, o bolo que não cresce, o celular que estraga, vai para o conserto e não há o que fazer. A máquina de lavar roupas produz sons dos mais diversos tambores. Você consegue folga para receber a assistência técnica, agenda três vezes a visita. No primeiro dia tiveram imprevistos. No segundo agendamento, tiveram imprevistos. No terceiro foram no turno contrário ao combinado. Você se responsabiliza por não ter dado certo, sai em busca de uma lavadora de roupas. O curto circuito na fiação do chuveiro, o acidente automobilístico, o filho com pneumonia internado no hospital, a esposa que foi demitida. Seu amigo lhe procura, envia mensagens, e-mails, faz ligações: ele está precisando da sua ajuda.

É terrivelmente angustiante! Ficamos de mãos atadas e furiosos com a vida, com raiva dos acontecimentos e de saco cheio. Muitas vezes precisamos tomar decisões mesmo com o ‘coração na mão’. Vamos nos perder no meio no caminho, vamos frustrar novamente, nos sentiremos vulneráveis. Vamos ter vontade de deixar que as coisas se explodam. Será um desafio! É uma luta constante contra nossos medos. Oh vida! Oh céus! Oh azar! Que zica danada! Não, você não está sendo punido por não auxiliar o rapaz que pede uma moeda no sinal de trânsito, nem porque esse mês ficou apertado e não conseguirá ajudar a ONG que cuida de animais abandonados. Às vezes, as coisas acontecem porque acontecem. Algumas, sabemos a origem, o motivo, mas outras não. E ponto. Para por aqui. Não morremos de amores por estar nessas condições e cá entre nós, já pensaram se todas as coisas tivessem dado certo na primeira tentativa? (É claro que tem as exceções, nem tudo vai ser 100% e a ideia é passar longe de extremos). Aqui, aquele ditado: “é errando que se aprende” faz todo sentido. Quantos aprendizados fomos acumulando ao longo de uma lista com dias ‘Lei de Murphy’, que o azar é nosso companheiro-mor e momentos em que a bruxa anda solta por aí? Quantos aprendizados tivemos pelas histórias que quando lembramos, começamos a rir de tão absurdas e sem pé nem cabeça, que simplesmente de uma hora para outra resolvem aparecer?

Será que sem eles conseguiríamos nos fortalecer?

Pode até ser que sim, mas e aquela sensação de calmaria indescritível depois que a tempestade passa? O orgulho máster de ter enfrentado seus medos e aquela sensação do tipo: “hoje eu fui foda”? A alma leve, a brisa no rosto e o coração transbordando de alegria. Será que tudo isso seria tão marcante e tão significante se você não tivesse enfrentado os dias ‘Lei de Murphy’ obscuros na sua vida? Será que você teria toda essa força que tem se não tivesse se esfolado muitas vezes?

Agora, quando começar a se deparar com as situações difíceis que surgem na sua vida, e o fôlego ficar escasso, tudo indica que é o momento de ligar o alerta. Você pode fazer qualquer coisa, tudo que lhe recomendarem e lhe indicarem. Vai se benzer, tomar banho de arruda, fazer simpatias, buscar os mais diversos tipos de ajuda. Você vai se exercitar, vai dormir bem, vai comer mais frutas, vai ficar mais forte e afastar os males.

E vem cá, em algum momento você se deu por conta sobre o conteúdo dos seus pensamentos, quando você está enfrentando os dias azarados? Você têm ideia do poder que eles têm nas suas decisões? Da influência que eles têm nos resultados das suas ações? Aliás, você está satisfeito com suas escolhas? Está tão corrido que não dá tempo para refletir sobre elas, basicamente no modo piloto automático? Você reparou que o que você pensa muitas vezes, não é o cenário que de fato você tem na sua realidade?

Pois é, pode ser que a força com maior potencial seja essa mesma, a que está rondando a sua mente, o seu psíquico. Talvez seja ele que precise de assistência para continuar funcionando adequadamente e lhe ajudando nos dias ‘Lei de Murphy’. Talvez ele precise ser descarregado, chega de pesos desnecessários, não? Pode ser que mais leve e coerente com sua realidade, ele continuará tendo o desempenho que você gostaria. Talvez, seja a vez do seu psíquico ir para o reparo.

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