Arquivo de maio de 2016

Síndrome da(o) boazinha/bonzinho

segunda-feira, 30 de maio de 2016

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Você sabia que não há nada de errado em não ser agradável o tempo inteiro?

Já pensou que pode estar sofrendo da “síndrome da (o) boazinha/bonzinho”

Relacionar-se é uma tarefa difícil e que exige investimento cognitivo, emocional e temporal. É tão difícil nos conectarmos com os outros e seus sentimentos que acabamos nos conectando muito mais pela wi-fi. Existem diversos tipos de pessoas. Aquelas que pensam mais em si, aquelas que pensam mais nos outros e aquelas (felizardas) que conseguem encontrar um meio termo e equilibrar a generosidade e amor próprio.

Neste texto irei me deter no tipo de pessoa que se percebe impelido a agradar aos outros. O que acontece é que nossos pensamentos, hábitos e sentimentos “agradadores” se direcionam, na maior parte do tempo (se não o tempo todo), para suprir as necessidades e desejos dos outros.

Algumas pessoas tendem a agir assim por medo de perder o amor das pessoas, outras por medo de perder o prestígio e reconhecimento e há quem acredite que sendo “boazinha” o tempo todo nada de errado acontecerá com ela! Errado! A vida é bem mais complexa do que isso.

De fato, poderíamos dizer que todas essas motivações são genuínas, porém os custos que uma “agradadora” paga são altos e limitam a qualidade de vida. Uma vez que suas relações existem através de regras condicionais, estão fadadas a serem relações desiguais. Como por exemplo, “fulana só gostará de mim se eu for na festa que ela quer que eu vá”, “terei prestígio em meu trabalho se eu trabalhar todos os dias até mais tarde mesmo sem necessidade”, “se eu disser não para ele com certeza não gostará mais de mim”. Relações desiguais existem quando falta generosidade. Este é o componente essencial das relações, onde o egoísmo ganha pouco espaço e conseguimos manter nossas relações equilibradas e com respeito as nossas necessidades e também a dos outros de forma igualitária.

A autora Harriet Braiker do livro “A síndrome da boazinha” criou algumas regras para que saibamos agir de forma saudável e sem tentar ser agradável o tempo todo:

– Ser agradável não nos protege do tratamento grosseiro ou rude dos outros. Pensar a esse respeito poderá fazer com que nos sintamos culpados e responsáveis por este tratamento que recebemos.

– Não podemos recompensar pessoas que nos tratam rudemente e fingir que está tudo bem com este tipo de relação.

– Se precisamos abrir mão de nossos valores, necessidades ou identidade por alguém, então o preço de ser agradável é alto demais.

– É melhor e mais saudável dizermos o que sentimos, mesmo que isso comunique alguns sentimentos negativos, do que guardar dentro de nós para mantermos nosso papel de boazinha/bonzinho.

E por fim, não há nada de errado em não ser agradável. As melhores e mais saudáveis relações tem generosidade e reciprocidade!

 

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Vamos debater sobre ciúmes? Algumas verdades sobre esse sentimento.

sábado, 21 de maio de 2016

Luisa

 

Ciúme é um tema polêmico. Algumas pessoas fazem queixas quando seu parceiro tem ciúme ou quando sentem ciúme. Em contrapartida, existem pessoas que se vangloriam em ter ciúme e alimentam a ideia de que isso mantém “a rédea curta” do parceiro. Na Terapia Cognitiva, entendemos que existem alguns “erros” de lógica que perpetuam o ciúme, que muitas vezes não percebemos e podemos nos prejudicar. Nesse texto, queremos ajudar você a refletir sobre mitos e verdades acerca do ciúme:

– O ciúme caminha na direção oposta de uma relação saudável: Toda vez que o ciúme tornar-se um sentimento presente na relação, o relacionamento caminha contra a felicidade e ao saudável. O ciúme causa a sensação de que precisamos lutar pelo outro o tempo todo, e vamos contra a paz e serenidade que todos querem em uma relação. O erro de lógica que muitas vezes cometemos é de generalizar que todo mundo tem ciúme e que isso é normal, “autorizando” nosso ciúme continuar existindo. Em algum grau sim, mas viver a relação com ciúmes constantes, não.

– O ciúme causa a falsa sensação de que se pode controlar o outro: A sensação de controle sobre a outra pessoa é uma completa ilusão. É muito importante aceitar isso em um relacionamento, caso contrário, se transformará em uma “nóia” permanente. É uma segurança ilusória checar tudo do parceiro para garantir controle. O erro de lógica cometida é o de “tudo ou nada”, ou seja, ou eu controlo TUDO que ele está fazendo ou eu não tenho NENHUM controle para impedir que não aconteça alguma coisa. Os relacionamentos saudáveis são construídos na base da confiança. Confiança é leve, ciúme sufoca. Simples assim.

– O resultado de sentir tanto ciúmes é sempre o arrependimento: Quantas vezes uma reação mais impulsiva, impensada sobre ciúmes não causou depois a sensação de que estava exagerado? Quantas vezes você depois desejou que não tivesse existido as brigas, as mágoas, as palavras? Você já parou para pensar porque você se arrepende? Provavelmente porque percebe que se agarrou em algo pequeno e fez disso uma grande tempestade. O erro de lógica dessa vez é a catastrofização, que é quando aumentamos algo que estamos vivenciando, enxergando como algo maior do que realmente é.

– A grande e sincera verdade: o problema do ciúme está em quem tem. Estão enganadas as pessoas que acreditam que se sentem ciúme é porque o parceiro faz algo para provocar isso. Chamamos isso de raciocínio emocional, outra distorção cognitiva. Nessa distorção, pensamos que tudo que sentimos é verdadeiro e se sentimos, existe. Existem duas verdades sobre o ciúme: ou você está em uma relação onde sabia que não poderia confiar na pessoa ou você está criando problemas desnecessários. Nessas duas possibilidades, também há erros de lógica possíveis. Em ambas as situações você pode ter filtrado parte das informações necessárias para a análise do seu parceiro, ignorando aspectos importantes que poderiam evitar ou a relação ou o ciúme desnecessário.

– O problema pode muitas vezes estar na sua capacidade de confiar ou na sua insegurança. A origem do ciúme está nas escolhas, atitudes e pensamentos das pessoas. Muitas vezes tiram-se conclusões precipitadas, outro erro de lógica, deduzindo algo sem comprovação alguma. É a clássica situação onde o parceiro não atende ao telefone e o outro já fica muito brabo. Fica-se brabo porque se pensa que o parceiro está fazendo algo errado e por isso não atende. Ou pior, pensa onde está, com quem está e o que está fazendo. Resultado? Irritação e ciúme sem provas e provavelmente uma briga desnecessária em seguida.

– Por fim, fechamos com uma questão muito importante: Ciúme NÃO é prova de amor. Escutamos muito essa afirmação e isso está equivocado. A clássica “Quem ama de verdade não sente ciúmes” é um erro de lógica, porque todo ciúme é prejudicial. Ciúme não é prova de amor; carinho, respeito, atenção, companheirismo e confiança sim.
Você já parou para refletir sobre o seu ciúme? Ele tem trazido problemas para a sua vida? A Terapia Cognitivo-Comportamental poderá lhe auxiliar.

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Assédio moral e organizacional: o papel da empresa para a prevenção.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

assédio

 

Se seu líder te submete sistematicamente a situações constrangedoras, exige metas impossíveis de serem alcançadas, ou lhe incumbe de tarefas bem abaixo da sua capacidade ou das pretendidas pelo seu cargo, você pode estar passando por alguma situação de assédio moral.

O conceito assédio moral começou a ser estudado nos anos 80 e existem diversas formas de definição a respeito do tema. Assédio moral pode ser definido como um conjunto de ações constrangedoras repetidas no ambiente de trabalho com o intuito de agredir, ofender ou provocar o isolamento, através de comportamentos (verbal, gestual ou mensagem escrita) rudes ou sutis a um membro da equipe. O assédio também pode ser realizado pela organização, sem um agressor específico, através de políticas e modos de gestão abusivos.

Geralmente o assédio inicia de forma sutil de forma que a vítima tem dificuldades de identificar que está sendo abusada. As acusações, constrangimentos, agressões ou até ameaças de demissão podem ser agravadas com o tempo. Diante de um cenário inadmissível de relações com o trabalhador, cabe um questionamento sobre os fatores que favorecem a sua perpetuação. Nesse sentido, quais aspectos da organização podem favorecer o assédio moral?

Muitos são os fatores implicados nesse processo, porém alguns podem ser destacados, tais como o clima organizacional desfavorável; as avaliações de resultados focadas em metas abusivas; os sistemas de recompensa que estimulem competição excessiva; organização deficiente do trabalho; e características disfuncionais na cultura organizacional.

As empresas podem, através de suas práticas, evitar o surgimento do assédio moral revisando, por exemplo, seus posicionamentos sobre os estilos de liderança, a falta de clareza e/ou compatibilidade para o alcance de metas estabelecidas, as expectativas exageradas sobre papéis, a concepção do processo e conteúdo do trabalho estabelecido para cada cargo e as diferenciações indevidas sobre direitos e obrigações dos profissionais.

Esforços de todos os atores da organização serão imprescindíveis para que se controle o assédio moral, devido ao significativo e negativo impacto para trabalhadores e organizações. Os trabalhadores podem apresentar problemas emocionais e quadros psicossomáticos em decorrência de relações abusivas no contexto laboral e, em muitos casos, podem afastar-se do trabalho por breves ou longos períodos, além no decréscimo da sua qualidade de vida.

Já para as organizações, constata-se que as mesmas podem ser avaliadas negativamente por seus parceiros e clientes diante de casos recorrentes de assédio, ter uma maior ocorrência de acidentes de trabalho, elevar o turnover, bem como favorecer a construção de um clima organizacional desfavorável e ter perdas expressivas na produtividade, inovação e motivação dos trabalhadores.

Indivíduos e empresas saem perdendo diante da manutenção de relações abusivas. Neste sentido, empreendedores e líderes têm um papel fundamental para que a ética, o respeito e confiança sejam preservadas no ambiente organizacional.

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Quando o medo vira fobia?

segunda-feira, 16 de maio de 2016

fobia

 

Provavelmente, todo mundo já ouviu alguém dizer que “tem fobia” de alguma coisa. Desde altura e andar de avião, até insetos: todo mundo tem medo de alguma coisa. Mas medo e fobia são coisas diferentes!

O medo é uma emoção básica, primitiva, que se desenvolveu visando a auto-proteção. Por exemplo: se eu tiver que andar em uma rua escura e deserta à noite, poderia sentir medo de que alguém fizesse algo de ruim comigo. Esse medo faria com que eu ficasse atenta ao meu redor, analisando situações e pessoas suspeitas, e colocaria meu corpo em estado de alerta caso alguma ameaça se concretizasse. Então, o medo é uma das nossas emoções mais importantes, pois sem ele nos colocaríamos constantemente em situações de risco.

Porém, algumas pessoas sentem medo em situações em que não precisariam e, mais difícil ainda, um medo muito elevado! Diferente do medo adaptativo citado no exemplo anterior, o medo de que falo agora é irracional, desproporcional e gera muita ansiedade. Essa é a fobia. A maioria das pessoas que sofre de alguma fobia, sente medo e ansiedade só em falar ou pensar na situação temida, e acaba criando uma série de estratégias para evitar tal situação.

Isto tende a ser problemático, pois além da ansiedade gerada pelo objeto fóbico em si, existe a ansiedade em torno do esforço para evita-lo. Isso cria um ciclo de medo e ansiedade que se retro-alimenta e gera muito sofrimento e prejuízo. Por isso, para diagnosticar uma fobia, o psicólogo ou psiquiatra irá avaliar criteriosamente uma série de sentimentos, comportamentos e pensamentos.

A terapia cognitivo-comportamental é a abordagem de escolha no tratamento de fobias. Extremamente eficaz, esta abordagem comprovadamente ajuda as pessoas no alívio dos sintomas de ansiedade gerados pela fobia e na diminuição do medo que a mantém

*As informações contidas nesta publicação não substituem a avaliação de um profissional da área da saúde mental.

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Ficar triste é ficar deprimido?

terça-feira, 10 de maio de 2016

Post Dra. Carolina

 

A tristeza, assim como a alegria, faz parte do nosso repertório básico de emoções. Todo mundo fica triste, ou deveria ficar! Afinal, muitas vezes passamos por situações complicadas que nos chateiam, frustram e machucam. O que te entristece, assim como a tua sensibilidade para ficar triste, são questões muito individuais e que variam de pessoa para pessoa. Mas o fato é que ficar triste perante uma situação difícil é mais do que normal: é esperado.

Porém, muitas pessoas não sabem lidar com a tristeza. Pode ser por medo de “se deixar levar” pelos sentimentos, por acreditar que não deveriam se sentir assim, por ter pensamentos de que tristeza é sinônimo de fraqueza ou por acreditar que ficar triste é estar deprimido.

A depressão é um transtorno mental potencialmente grave, que precisa ser diagnosticado por psicólogos ou psiquiatras. E a tristeza – tão temida – é apenas um dos muitos fatores que os profissionais levam em conta ao avaliar se alguém está ou não com depressão! Isso quer dizer que a tristeza pode fazer parte de um quadro depressivo, mas nem todo mundo que está triste tem depressão!

Para que o diagnóstico de depressão seja feito, é necessária uma avaliação cuidadosa de diversas áreas da vida da pessoa, e não só da tristeza. Alguns dos sintomas de depressão podem incluir desmotivação, fatiga e alterações no sono e no apetite. Mas, como tudo o que envolve a saúde mental não é tão simples ou exato, todos esses sintomas variam muito de pessoa para pessoa. Por isso, se você ou alguém que você conhece está passando por dificuldades, não hesite em procurar ajuda profissional!

*As informações contidas nesta publicação não substituem a avaliação de um profissional da área da saúde mental.

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Psicoterapia Breve: otimizando resultados.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Post Dr. Júlio

 

Quantas vezes você já pensou em agendar uma consulta de psicoterapia, mas avaliando melhor a questão, concluiu que o investimento financeiro neste tratamento estaria fora das suas possibilidades?
Quanto tempo passou desde a última vez que escutou ou leu a palavra “crise”? Estamos em um período conturbado na política e, independente do lado que você se encontra, provavelmente já se deparou com alguma preocupação financeira, seja ela no presente ou apenas como uma possibilidade futura. Poderia pedir desculpas por iniciar um texto sobre psicologia com questões políticas e econômicas, mas a estrutura financeira de uma família guia todas nossas escolhas, inclusive tratamentos de saúde como a psicoterapia.
A questão financeira é apenas uma das barreiras colocadas entre a psicoterapia e as pessoas. Existem ainda resistências, preconceitos e ideologias que dificultam o processo. Independente do motivo em questão, algumas pessoas podem buscar terapia apenas para a resolução pontual de um problema específico. Se for avaliado pelo profissional como adequado, isso pode ser feito através de uma Psicoterapia Breve (PB).
Este conceito nasceu para atender demandas com tempo e foco estabelecidos, trabalhando com o paciente para ajudá-lo, para que seja superado um momento difícil de sua vida. A duração de um tratamento mais longo não é garantia de um trabalho mais ou menos completo, assim como o trabalho feito em PB pode ser muito eficaz para o que se propõe. O objetivo aqui não é nos aprofundarmos ao máximo do funcionamento global do paciente, mas obtermos resultados significativos e suficientes para ajudá-lo na questão principal que o trouxe até o consultório.
Quantas vezes sentimos angústia com alguma situação ou momento específico que vivemos? Talvez passando por uma perda dolorosa, a preparação para uma nova carreira, ou algo que envolvesse uma mudança de vida e não estamos conseguindo lidar completamente com a situação. Nesta hora, podemos cogitar a possibilidade de buscar a ajuda de um psicólogo. Por outro lado, se trata “apenas de uma fase”, e talvez a gente possa lidar com ela.
Algumas situações atendidas em PB são os sintomas ansiosos e depressivos, lutos e situações de crise, problemáticas que apresentem um foco de resolução avaliado pelo psicoterapeuta como possíveis de serem tratados nestas condições de tempo que, via de regra, não ultrapassa o período máximo de um ano. Como todo tratamento, cada paciente é único, portanto o tempo de duração pode variar de poucas sessões até meses de tratamento, sendo normalmente iniciado com uma frequência semanal de encontros com aproximadamente 50 min. Ao longo do tratamento, existe a possibilidade de espaçamento das sessões para um período quinzenal ou superior, sempre em acordo com a expectativa do paciente e a avaliação do psicólogo.
Nenhum tratamento deveria ser abreviado somente por uma questão financeira, estamos falando de saúde, física ou mental. A PB possui eficácia comprovada para atender bem e cumprir com sua proposta que beneficia diversas problemáticas, em um menor espaço de tempo, e com menor investimento financeiro.

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