Arquivo de janeiro de 2016

DEPRIMA-SE!

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

deprimase

 

Por Francisco Crauss, psicólogo clínico.

Isso mesmo, você leu certo! Deprima-se.

A tristeza, embora um sentimento ruim de se sentir, tem uma importante função na nossa vida e é um sentimento como qualquer outro. Cada sentimento nos sinaliza algo. A felicidade nos mostra que estamos no caminho certo e que devemos repetir aquela atitude ou situação, o medo nos mostra que existe algum risco ali, a raiva aparece quando nos sentimos injustiçados, mas e a tristeza?! Ficamos tristes quando algo de errado acontece, quando uma expectativa foi frustrada ou algo na vida está errado.

É hora de se recolher. A tristeza se parece muito com a dor física. Se nos cortamos ou batemos, toda nossa atenção se volta para o ferimento, a tristeza parece com um ferimento emocional, é hora de olhar pra ele também! Por esse motivo, a pessoa que está triste se recolhe, prefere o isolamento, fica pensativa… Ela precisa mudar algo, precisa tomar alguma atitude.

O problema, segundo Steven Hayes, é a dificuldade que temos de aceitar a tristeza. A pessoa não aceita estar triste, então fica triste por estar triste e frustrada por não estar feliz… Ao notar a tristeza me deprimo, ao me deprimir, fico ainda mais triste por me criticar por estar nesta situação. É uma espiral descendente até o fundo do poço.

Isso pode transformar a tristeza em patologia, o que chamamos de depressão. A tristeza é um sinal de que algo precisa ser feito, é apenas um aviso. Entenda esse aviso, ele pode ser muito útil. Negar ele pode ser perigoso. Deprima-se e seja feliz.

 

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Precisamos de relações

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

relacoes

 

Por Júlio Pachalski, psicólogo clínico na Wainer Psicologia Cognitiva.

Grandes pensadores já descreveram o ser humano como um animal político, discutindo exaustivamente a necessidade social que temos e suas funções. Mesmo que você não simpatize com leituras filosóficas, já deve ter se deparado com o aspecto prático desta teoria. Seria necessária alguma criatividade para imaginarmos um contexto onde um indivíduo tenha crescido ou conquistado algo sem o apoio direto ou indireto de um familiar, amigo, sócio ou companheiro.

Não estou aqui tentando diluir nossos méritos em influências casuais. Quero trazer a tona uma discussão simples, diariamente vista no ambiente clínico de psicoterapia: a influência direta de uma rede de apoio. Tenho orgulho de ver a luta que meus pacientes travam todos os dias para superar barreiras, estabelecer novos limites e fico muito grato por me permitirem fazer parte desta história. Este apoio naturalmente resulta em uma relação com muito afeto, o que torna o processo ainda mais prazeroso. A relação terapeuta/paciente é limitada, mas ainda assim fundamental para que o paciente se sinta acolhido, respeitado, apoiado, etc.

Algumas vezes descrevo minha posição de trabalho como “um tanto quanto ‘ingrata’”, pois o novo paciente que senta em minha frente tem alguns minutos para avaliar o homem estranho que está a sua frente, para tentar colher algum sinal que lhe diga que é, sim, uma boa ideia confiar a ele sinais de seu sofrimento. Questões íntimas e pessoais, muitas vezes guardadas de todos por muito tempo começam a sair agora. Aqui começa uma relação.

Se a relação que desenvolvemos no setting terapêutico é diretamente ligada ao prognóstico do paciente, o que dizer das demais redes de apoio deste indivíduo? Alguns estudos apontam separadamente a eficácia maior da terapia para um determinado tratamento quando temos um engajamento da família no processo. Se analisarmos com carinho, esta informação não foge aos conceitos de Platão. Ainda que 2.300 anos tenham se passado, o ser humano continua tão político e necessitado de pessoas como em seu tempo.

A terapia cognitivo-comportamental entende esta necessidade, e talvez por isso tenha tanto sucesso. Usamos como ferramenta de trabalho a base de qualquer relação: pensamentos e interpretações. Não apenas lidando com o nosso paciente, mas também com seus familiares, companheiros, amigos e o mundo. As pessoas próximas ao paciente possuem uma influência significativa, portanto precisamos estar checando se estas mãos parceiras estão empurrando para o mesmo lado que nós. Alguém tão forte e tão bem intencionado, como um pai, uma mãe ou um companheiro, não pode ficar sem instruções nestas horas. Uma grande mestra que eu tive tratava este ponto assim: “Estou entrando no time, sou competitiva e vou fazer de tudo para ganharmos.” Cada um em sua função, vamos fazer o melhor, já que nosso objetivo é o mesmo.

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Troca de Experiências (Revista Psique)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

revista_psique

 

A preocupação com a supervisão clínica e a competência dos profissionais tem sido constante. Porém, ainda há escassez de pesquisas sistematizadas dos parâmetros fundamentais em TCC.

O Dr. Ricardo Wainer, colunista mensal da revista Psique, da editora Escala, participou da edição 120 do mês de dezembro, abordando a preocupação com a supervisão clínica e a competência dos profissionais.

Destacando a Terapia Cognitiva no modelo de Aaron Beck como uma das primeiras a gerar especificações minuciosas sobre os estágios do tratamento, estrutura, destacamos o seguinte trecho que trata sobre o processo de aprendizagem utilizado nas TCCs:

“O terapeuta cognitivo é como um reeducador que, para ensinar, precisa conhecer como o outro aprende. Tais conhecimentos da aprendizagem também são utilizados para otimizar a supervisão clínica.”

Aaron Beck encoraja os alunos a identificar em seus próprios pensamentos, emoções e respostas fisiológicas, relacionando experiências pessoais aos tópicos em pauta na supervisão.

A revista, que já está nas bancas, possui um excelente conteúdo para aqueles que desejam obter informações relacionadas ao tema desta matéria.

A Wainer Psicologia Cognitiva está com inscrições abertas para o Grupo de Supervisão e Autoterapia em Terapia do Esquema.
– Data de início: 18/02/2016.
– Carga horária total: 20 horas/aula (10 encontros).
– Supervisores: Ricardo Wainer e Kelly Paim.

VAGAS LIMITADAS!

Para maiores informações:
Telefones: (51) 3332-3249 – (51) 9523-7689
WhatsApp: (51) 9207-7394
E-mail: contato@wainerpsicologia.com.br

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O ciúme na relação conjugal: por que a cena de Ivete Sangalo parece tão familiar?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

ivete

 

Por Carolina Halperin, psicóloga na Wainer Psicologia

No dia primeiro de Janeiro de 2016, Ivete Sangalo gerou polêmica ao chamar atenção publicamente do marido, Daniel Cady, que conversava com outra mulher na plateia de um show. Do palco, Ivete pareceu visivelmente incomodada ao questionar quem era a mulher e pedir para que a conversa se encerrasse. Quem nunca viveu ou presenciou uma cena desse tipo, que atire a primeira pedra.

O ciúme é um dos sentimentos mais antigos da humanidade, derivado do sentimento de posse. Ao possuir algo, acredito que tenho direitos únicos e exclusivos. Contudo, ao falarmos de relações interpessoais, o desejo de posse sobre outras pessoas pode ser perigoso. Afinal, quem gosta de ser controlado?

Brigas por ciúmes fazem parte da rotina de muitos casais, mas não precisa ser sempre assim. Com a ajuda da Terapia Cognitivo-Comportamental, é possível detectar os sentimentos e pensamentos por trás do ciúme e da insegurança, facilitando a comunicação e deixando a relação mais leve.

A Wainer Psicologia Cognitiva oferece tratamento clínico psicológico na abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).
Conheça mais sobre nossos serviços:

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