Arquivo de novembro de 2015

Os bastidores da internet: como Essena O’Neill mostrou ao mundo o poder das redes sociais

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

essena

 

Por Carolina Halperin, psicóloga clínica na Wainer Psicologia 

Justo no momento em que as redes sociais atingem o auge, uma adolescente australiana de 19 anos – considerada uma celebridade das redes – resolve usar de seu poder para mostrar a realidade por trás das fotos postadas. Essena O’Neill compartilhava diariamente desde os 15 anos fotos deslumbrantes de sua “vida perfeita”, mas dia 31/10/2015, ela anunciou que estava deixando para trás o mundo online por se sentir consumida pela pressão da validação social. Tudo começou dia 27/10, quando Essena alterou as legendas das fotos publicadas em sua conta do Instagram para explicar o quão encenadas e comerciais eram. Em seguida, deletou cerca de 2000 fotos e, por fim, deletou sua conta. No dia 31, ela postou um vídeo emotivo, onde desabafa sobre o quão triste se sente por ter vivido tantos anos mergulhada em um mundo fútil e ilusório como o das redes sociais, esquecendo de viver a vida real. Em Outubro do mês passado, a CNN lançou os resultados do seu primeiro estudo sobre a relação dos adolescentes com as redes sociais nos EUA.

As novas gerações de adolescentes e crianças enfrentam o que, para as gerações anteriores pode ser uma novidade: a ansiedade de se sentirem socialmente aceitas no mundo virtual. Na verdade 61% dos 200 adolescentes participantes neste estudo “dizem querer obter mais “likes” e comentários nos seus “posts”, 36% dos adolescentes dizem querer ver se os amigos estão fazendo coisas sem eles e 21% dos adolescentes querem garantir que ninguém diz coisas ruins sobre eles. Segundo o Business Insider, 90% dos utilizadores do Instagram tem menos de 35 anos de idade. Sendo que as gerações mais novas não são consumidoras dos meios de comunicação mais tradicionais como revistas e jornais impressos ou até mesmo da televisão, as marcas vêm nas redes sociais uma grande atração para apelar ao consumo dos seus produtos. Fotografias e vídeos que aparentemente relatam o quotidiano destas “estrelas” como Essena, levam aos mais jovens produtos e estilos de vida que as marcas pretendem definir como “perfeitos”. Embora para os mais velhos não seja novidade a imposição de consumo através de conceitos de beleza padronizados, as gerações mais novas parecem não estar suficientemente alertas.

Surge a urgência em ensinar aos jovens que existe, sim, uma fronteira entre o real e o virtual; e a falta dela pode gerar muito sofrimento! Ao ser bombardeados de informações de consumo que os levam a idealizar uma vida perfeita, esquecem que esta vida não existe, já que é fruto de marketing e publicidade. Esta dificuldade de discernimento pode levar à baixa auto-estima, ansiedade e tristeza. Cabe aos pais, educadores e psicólogos educar estes jovens para que possam viver no presente – conectados não só nas redes, mas também consigo mesmos e o mundo ao seu redor.

 

Adaptado de http://shifter.pt/2015/11/essena-oneill-alerta-a-sua-geracao-para-a-falsidade-do-mundo-virtual/

 

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A importância dos Treinamentos nas Organizações

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Coaching Psicologia

Por Dionéia Mendes, Psicóloga na Wainer Psicologia Cognitiva

Uma das maiores metas da área de Recursos Humanos das Organizações está em desenvolver pessoas, equipes e gestores, tendo em vista que o capital humano se torna o grande valor organizacional e precisa estar em constante crescimento e atualização. Muito mais do que passar conhecimento, os treinamentos possuem como objetivo capacitar profissionais que possam atender as expectativas e necessidades das empresas. De acordo com Marras (2000) o treinamento consiste em um processo de assimilação cultural em curto prazo e produz um estado de mudança no conjunto de Conhecimentos, Habilidades e Atitudes (CHA) de cada pessoa, uma vez que implementa ou modifica a bagagem particular de cada um.

Capacitar significa treinar, desenvolver e direcionar.  Possui o intuito de direcionar o profissional a um processo continuo de educação, reciclagem e mudança de comportamento. Por meio de treinamentos específicos o colaborador desenvolve competências e maximiza seu potencial, além de adquirir proatividade, mudanças de atitudes, conhecimento sobre ferramentas específicas, aumento direto sobre a qualidade do seu trabalho e produtividade. Entre os diversos benefícios para as empresas obtidos com o treinamento está em redução de custos, diminuição da rotatividade de pessoal, melhora na qualidade de trabalho, ambiente de trabalho mais harmônico e agradável, entrosamento entre equipes, competitividade organizacional e elevação na produtividade.

A Wainer Psicologia Cognitiva, através da Psicologia Cognitiva, desenvolve treinamentos comportamentais estruturados e desenvolvidos baseados na cultura de cada empresa. São utilizadas ferramentas especificas que auxiliam no desenvolvimento de competências interpessoais que possam aprimorar o senso de realização e autoeficácia, bem como auxiliar na comunicação, liderança, trabalho em equipe e administração de conflitos alinhados à estratégia organizacional.  Entendemos que os comportamentos e emoções sofrem interferência da forma como pensamos, e isto influencia significativamente na tomada de decisão e produtividade. O desenvolvimento de competências e a autoeficácia podem ser avaliados e potencializados com base em técnicas cognitivas, da mesma forma que se torna um método muito eficaz na resolução de problemas.

Bibliografia:

Marras, Jean Pierre. (200). Administração de Recursos Humanos: do operacional ao estratégico. São Paulo: Editora Futura.

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Quais fatores contribuem para a empregabilidade?

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Dúvidas na Carreira

 

Por Cintia Benso, Psicóloga na Wainer Psicologia Cognitiva

As carreiras na atualidade podem ser caracterizadas por inúmeras transições, exercício de atividades profissionais concomitantes, atuação simultânea em diversas áreas, com inúmeros empregadores ou numa relação de prestação de serviços, entre outros aspectos.  É um cenário bastante imprevisível e, ao mesmo tempo, de diferentes alternativas possíveis que aponta para grande investimento e preparação para que as pessoas consigam inserir-se ou manter suas posições no mercado de trabalho. Contudo, a partir da prática profissional, observa-se que em alguns casos, os trabalhadores não costumam observar atentamente se suas competências, características pessoais e comportamentos lhes conferem boas condições de manutenção do trabalho frente a uma transição desejada ou inesperada. Nesse sentido, questiona-se se estão cuidando de sua empregabilidade. E o que significa empregabilidade?

Neste texto não se pretende retomar os significados atribuídos historicamente ao termo, modelos teóricos e nem mesmo abordar todas as dimensões que o expliquem. Segundo, Sandra Isabel Dias Fraga, doutora pela Universidade Lisboa, não há um consenso sobre a definição de empregabilidade e a literatura tem situado essa temática em duas perspectivas, ou seja, a aborda a partir de situações em que os indivíduos encontram-se desempregados/vivem situações problemáticas de trabalho ou aqueles precisam manter seus empregos. Há, assim, uma variabilidade no enfoque ao discutir a temática, envolvendo aspectos individuais, organizacionais e da força de trabalho. Cabe salientar, que apesar das diferentes perspectivas, um aspecto fundamental precisa ser assinalado: empregabilidade não se refere apenas aos conhecimentos e habilidades, mas sim a um conjunto de características pessoais que favorecem a adaptação do indivíduo ao trabalho.

Vamos tratar aqui do modelo de empregabilidade centrado no indivíduo, pois atualmente está enfatizado o sentido de agência pessoal para a construção da carreira.  Fraga (2012) retoma uma diversidade de concepções a respeito do construto, mas apresenta o interessante modelo heurístico de Mel Fulgate e colaboradores (2004), o qual enfatiza a adaptação proativa, a relevância do conceito de identidade de carreira para empregabilidade e contempla três dimensões: adaptabilidade pessoal, identidade de carreira e capital social e humano. A adaptabilidade pessoal, segundo os autores, parece estar relacionada com cinco aspectos: otimismo, predisposição para a aprendizagem, abertura, lócus de controle interno e autoeficácia. A identidade de carreira se refere à concepção que o indivíduo possui sobre si, reconhecendo suas necessidades, interesses, valores, características, articulada como uma narrativa pessoal que dá sentido e direção aos projetos de vida. O capital social consiste nos recursos dos indivíduos em aproveitar oportunidades compartilhadas pela rede social, transcendendo estratégias tradicionais de colocação (busca de emprego através agências e sites de recrutamento e seleção). E, por fim, o capital humano como um conjunto de fatores que impactam na progressão de carreira, como por exemplo: idade, nível de desenvolvimento das competências, formação, experiência profissional, desempenho e permanência organizacional, entre outros aspectos. No ano de 2006, foram publicadas alterações nesse modelo e, acrescidas algumas dimensões: abertura a mudanças no trabalho, resiliência no trabalho e na carreira, proatividade no trabalho e na carreira, motivação na carreira e identidade de trabalho.

A partir dos elementos aqui apresentados pensamos que você poderá avaliar pontos fortes e a desenvolver para melhor planejar, gerenciar sua carreira e ampliar sua empregabilidade.

A Wainer Psicologia Cognitiva pode ajudar você a se desenvolver melhor nos caminhos da sua carreira através do nosso serviço de coaching!
Para maiores informações:
Site: http://www.wainercoaching.com.br/
Telefone: (51) 3332.3249 – (51) 9523.7689
WhatsApp: (51) 9207.7394
E-mail: contato@wainerpsicologia.com.br

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