Arquivo de outubro de 2015

Um Porto (In)Seguro

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Violência Doméstica

 

Por Kelly Paim, Psicóloga na Wainer Psicologia Cognitiva

Pesquisas apontam que um ambiente violento na família é fator de risco para problemas de saúde mental de crianças e adolescentes (Anderson & Bang, 2012; Sá, Bordin, Martin & Paula, 2010). A violência pode ser caracterizada por agressões físicas, psicológicas e sexuais, sendo que qualquer uma de suas manifestações é extremamente nociva. Viver a violência na família de origem, sofrendo agressão dos pais e testemunhando agressão entre eles, além de ser apontado como um dos maiores preditores de transtornos da personalidade e transtornos do desenvolvimento, também aumenta a predisposição para repetição do padrão violento na vida conjugal (Boyle, O’Leary, Rosenbaum & Hassett-Walker, 2008; Kernsmith, 2006).

As relações primárias, em especial vivenciadas na família de origem, são fundamentais para a formação da personalidade, sendo que a falta de um ambiente seguro pode gerar sensações de insegurança nos vínculos ao longo da vida. Desse modo, a transgeracionalidade da violência precisa ser interrompida e, para isso, tornam-se necessárias medidas interventivas e preventivas, considerando as necessidades emocionais básicas da infância e focalizando na educação, apoio e atendimento aos pais.

Jeffrey Young (1990), autor da Terapia do Esquema, propõe que comportamentos agressivos se manifestam como um padrão interpessoal desadaptativo do indivíduo que se perpetua na dinâmica estabelecida nos relacionamentos amorosos. Segundo o autor, Modos de Enfrentamento Desadaptativos, utilizados frente a emocionais dolorosas de ativações de memórias precoces abusivas, podem gerar o ciclo de ataque e resignação à violência, o que gera ainda mais dor, frustação e insatisfação.

Nessa direção, a Terapia do Esquema para casais visa ajudar os parceiros a driblarem os seus Modos de Enfrentamento Desadaptativos que geram ataques, agressões, incompreensão e falta de empatia. Com técnicas cognitivas, comportamentais, experienciais e interpessoais, o terapeuta busca ajudar os cônjuges a romperem o ciclo de agressões.  Com o entendimento e compreensão das dores mais profundas de cada cônjuge, buscando suas origens em experiências nocivas nas relações primárias e com o fortalecimento de estratégias mais adaptativas, as necessidades emocionais individuais, conjugais e familiares poderão ser atendidas de forma saudável.

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O que a crise tem a ver com sua saúde

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Revista Saúde - Wainer

 

Alta do dólar, inflação e desemprego. O que isso tem relacionado com a sua saúde?

O Dr. Ricardo Wainer participou da edição deste mês da revista SAÚDE da editora Abril, abordando o impacto do cenário econômico na saúde das pessoas.

Destacando o quanto os tratamentos em geral podem ser relegados a um segundo plano quando a crise aperta, por serem vistos como algo menos importante. Diversas situações que mexem com a economia podem também contribuir para o desenvolvimento da ansiedade no cérebro das pessoas, destacamos o seguinte trecho que trata sobre a ansiedade:

“O sistema nervoso dispara essa sensação para tirar o indivíduo da zona de conforto até ele resolver determinado problema e voltar ao estado de equilíbrio. ”

O que acontece em uma crise, é que a insatisfação costuma se prolongar durante determinado tempo e também pode ser agravada por um pensamento que pagamos um preço sobre decisões que estão fora de nosso controle.  O nome disto, é estresse crônico, um quadro que eleva os níveis de cortisol. O problema é que o excesso desta substância chega a ser tóxico aos neurônios.

Na matéria da revista, são destacadas também diversas mudanças de hábitos e comportamentos que podem contribuir para a melhoria do bem-estar durante este tempo, sendo algumas das dicas:

– Continuar tratamentos que envolvem a saúde mental e física

– Desenvolver um controle da economia doméstica

– Não descontar o estresse em bebidas alcoólicas

– Realizar atividades físicas

– Ler mais livros

A revista, que já está nas bancas, possui um excelente conteúdo para aqueles que desejam ter uma visão completa do que estamos enfrentando atualmente e como podemos lidar com esta situação.

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Outubro Rosa: muito além da prevenção

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Outubro Rosa

 

Por Carolina Halperin, Psicóloga na Wainer Psicologia Cognitiva

O movimento mundial Outubro Rosa surgiu nos anos 90 nos Estados Unidos, visando conscientizar mulheres da importância da realização de exames anuais para a prevenção do câncer de mama. No Brasil, o movimento iniciou em 2002 e logo foi adotado por diversas entidades e instituições.

Ao incentivar mulheres no mundo todo a fazer exames preventivos, notou-se uma baixa significativa nas taxas de mortalidade por câncer de mama. Quem já viveu alguma experiência com câncer, sabe quão devastador é o diagnóstico e quão difícil pode ser o tratamento. Entretanto, cada vez mais aumentam casos onde o diagnóstico precoce foi o diferencial na batalha contra a doença; e esta é a ideia fundamental do Outubro Rosa.

Outro objetivo do movimento é criar uma rede de apoio entre as mulheres que passam pelo doloroso tratamento, que deixa marcas no corpo e também na auto estima. A mama é o símbolo máximo da feminilidade, e em alguns casos pode ser indicaca a retirada total do órgão. Muito embora a maioria das mulheres faça a cirurgia em ordem de salvar sua vida, poucas são as que tem oportunidade de expressar quão profunda realmente é essa mudança. É natural que ao longo do caminho hajam sentimentos de tristeza e desesperança, e por isso o apoio da família e amigos se faz fundamental neste momento.

Com os avanços da medicina, as marcas estéticas do câncer de mama podem ser mínimas. E, se houver acompanhamento psicológico, as emocionais também podem ser. Poder contar com uma rede de apoio e profissionais especializados ao longo deste difícil processo de cura, faz toda a diferença para o paciente e familiares.

Apesar de tratar de um assunto difícil, o maior mérito do Outubro Rosa é lembrar a todos de que há esperança no diagnóstico de câncer de mama; e de que nenhuma mulher está sozinha nessa luta.

 

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