Arquivo de junho de 2015

DIA DOS NAMORADOS – Correio do Povo com a participação da psicóloga Carolina Halperin

sexta-feira, 12 de junho de 2015

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O amor nunca sai de moda

quarta-feira, 10 de junho de 2015

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Por Carolina Halperin, Psicóloga na Wainer Psicologia Cognitiva
Dentre as diversas mudanças que ocorreram nas últimas décadas, talvez uma das mais gritantes seja a forma como as pessoas se relacionam. Casamento por opção, liberdade de escolha sobre se e quando ter filhos, maior autonomia para as mulheres. Estes e muitos outros processos desencadearam uma revolução nos conceitos de família, sexualidade e amor.
Como qualquer mudança (mesmo que positiva), a sociedade leva um tempo até absorver de fato o seu significado. Talvez por isto, as gerações atuais vivam em um paradoxo no que diz respeito ao amor: hoje em dia, com a ideia das coisas rápidas e praticamente descartáveis, pode parecer muito difícil encontrar disposição para dedicar-se a um relacionamento.
Uma relação exige investimento de tempo, boas doses de amor, carinho, cuidado, paciência e dedicação. Mesmo com as rotinas atribuladas e agendas cheias de hoje em dia, encontrar tempo para dedicar àqueles que amamos sempre vale a pena!
Os tempos podem ter mudado, mas o amor nunca sai de moda.
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Dia dos Namorados: Expectativas Exageradas e Frustrações

quarta-feira, 10 de junho de 2015

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Por Kelly Paim (psicóloga da Wainer Psicologia Cognitiva) e Pedro Moser (estagiário de psicologia clínica da Wainer Psicologia Cognitiva) 

Existe um assunto bastante presente em todos os consultórios de atendimento psicoterápico: Os relacionamentos amorosos. Conflitos e insatisfações conjugais costumam gerar grande sofrimento emocional e a aproximação da data em que comemoramos o dia dos namorados aumenta ainda mais as expectativas, frustrações e medos que envolvem a temática.

Qualquer pesquisa informal na internet sugere algumas definições para o termo “Namoro”. A origem da palavra parece ser do verbo em espanhol enamorar, que por sua vez tem origem na expressão estar en amor, ou seja, se apaixonar por alguém. Nos dias atuais namoro é algo bastante plural, considerando diferentes regras pessoais e culturais, as diferentes perspectivas tendem a ir de uma visão mais conservadora de um “período que antecede o noivado e o casamento”, até as mais liberais concepções de amores livres e efêmeros. Entretanto, apesar das tentativas de reformular a maneira como enxergamos essas relações, para a maioria das pessoas, encontrar um acompanhante para a vida, que supra todas nossas necessidades emocionais e lhe ofereça a sensação de um vínculo seguro, ainda é uma obrigatoriedade. Mas de onde vem essa ideia de obrigatoriedade?

Para Bowlby (1984), criador da Teoria do Apego, a função da vinculação é primária e cumpre um objetivo evolucionista de sobrevivência, visando mais a proteção do que a reprodução sexual. O autor afirma que a capacidade de um indivíduo estabelecer vínculos afetivos de um tipo adequado é tão importante quanto outras necessidades primárias como, por exemplo, alimentação.  Na mesma direção, Paul Gilbert (2007), autor da Terapia Focada na Compaixão, explica que os seres humanos possuem uma necessidade inata de vínculo seguro e pertencimento, que é manifestada desde as relações primárias com os cuidadores, até as relações de amizades, grupos sociais e relações amorosas. Essa necessidade de estimular afeto positivo na mente dos outros acaba por gerar regras de competências positivas para atingir tal finalidade.

Já Young (1990), na Terapia do Esquema, entende que as relações íntimas, quando conseguem satisfazer as necessidades de vínculo seguro, cuidado, aceitação e pertencimento (dentro dos parâmetros possíveis de uma relação não parental), podem ter um papel fundamental na saúde mental dos indivíduos. No entanto, o autor alerta sobre os perigos de depositar na relação amorosa cobranças exageradas de satisfação completa, já que essa idealização acabaria por gerar frustrações e a manutenção de crenças negativas disfuncionais sobre si mesmo, sobre os outros e sobre as relações. Tais crenças, geralmente, são formadas por experiências de insatisfação de necessidades primárias com os cuidadores, sendo que a carência de vivências emocionais satisfatórias na infância podem gerar estratégias de enfrentamento hipercompensatórias na vida adulta, o que impedem o potencial saudável e reparador de uma relação.

O dia dos namorados e o apelo comercial envolvido podem desencadear cobranças infundadas por provas de amor e valorização, desencadeando sensações bastante negativas em indivíduos com ou sem relacionamentos estáveis. Uma visão menos autocentrada e com maior compaixão consigo e com o parceiro, por outro lado, pode revelar-se uma maneira mais eficaz de atingir as necessidades emocionais fundamentais. Para tal, saber o que é realmente fundamental em um relacionamento e exigir o que é possível do outro ou de si mesmo são imperativos.

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Menopausa é fase de investimento na relação – Caderno Vida Zero Hora com a participação da psicóloga Kelly Paim

segunda-feira, 1 de junho de 2015

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O caminho das pedras para uma vida sexual ativa quando a menopausa se torna uma realidade da qual a mulher não tem como fugir é o investimento no prazer.

— As mulheres precisam se permitir explorar mais a própria sexualidade e o autoconhecimento. É preciso identificar formas de desejo e excitação, buscando estimulações genitais e não genitais, pois outras partes do corpo também podem ser prazerosas. Recursos sensoriais ajudam na estimulação sexual, além de vídeos e fantasias. Conseguir falar mais sobre as coisas que gosta para o parceiro é muito importante — sugere Kelly Paim, psicóloga especialista em terapia cognitivo-comportamental.

Para o ginecologista José Maria Soares Junior, enquanto o desejo e o número de relações sexuais podem diminuir ao passar do tempo para algumas mulheres, outras se sentem mais livres:

— Não têm mais os filhos em casa. Diminuem as preocupações. Daí, elas procuram até ter mais relação.

Com isso, focar na qualidade pode ser a receita para que o sexo não caia no marasmo, destaca Kelly:

— As relações têm de ter mais estimulação, momentos de investimento maior. O sexo não pode ser só penetração. Os casais vão deixando cair nisso, exclusivamente, quando, na verdade, deveria ser bem pelo contrário. Explorar a sexualidade de um jeito mais amplo é uma forma de evitar a monotonia. Ler sobre sexo, ver um filme, falar mais do assunto, não ter vergonha de conversar sobre as fantasias. É importante que os pensamentos também sejam livres.

Lúcia Pesca ressalta que o parceiro tem papel fundamental nesse processo de investimento na relação. Mas para que isso ocorra, segundo ela, as mulheres precisam renovar seus valores:

— Elas, muitas vezes, não permitem a participação do parceiro. Querem dominar o assunto, apesar de dizerem que “o sexo é para macho”. Mas as mulheres, principalmente após uma determinada idade, querem que as coisas sejam do jeito delas.

Sem inibições, o negócio é dar espaço para a criatividade e deixar o clima rolar.

— É importante ressaltar que quando eu falo em inovação, não necessariamente tem a ver com posições novas. Às vezes, não precisa nem de penetração. Podem ser lugares novos, situações novas, falar, pensar, ler mais sobre sexo — conclui.

Fonte: Zero Hora

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