Arquivo de março de 2015

A depressão e a tragédia da Germanwings

terça-feira, 31 de março de 2015

Por Carolina Halperin – Psicóloga Clínica da Wainer Psicologia 

Na última semana, o acidente com o avião da Germanwings na França virou notícia em todo o mundo. À medida que mais dados sobre a participação do co-piloto vêm à tona, mais fica evidente um possível transtorno psiquiátrico. Como em qualquer princípio de investigação, as informações ainda são incertas e desencontradas, porém tudo indica que o co-piloto sofria de um quadro depressivo grave e recorrente. Andreas Lubitz já havia recebido tratamento médico para ideação suicida no passado, e aparentemente mantinha em segredo um possível tratamento atual.

Caso isto se confirme, Andreas é uma das 121 milhões de pessoas que sofrem de depressão no mundo. É uma doença subestimada, que acarreta em muito sofrimento ao paciente e familiares, e que pode ser silenciosa. Cada vez mais absorto em tristeza e desesperança, parece natural que o silêncio tome conta de quem sofre. Porém, é dessa forma que a depressão se torna resistente, tornando cada vez mais difícil quebrar seu ciclo. Portanto, caso desconfie que alguém próximo de você sofra de depressão, converse! A Terapia Cognitivo-Comportamental, juntamente com tratamento psiquiátrico, são hoje o tratamento de escolha para casos de depressão, tendo eficácia comprovada em 85% dos casos.

O gabinete do procurador de Düsseldorf que investiga o envolvimento de Andreas Lubitz na queda do avião da Germanwings revelou nesta segunda-feira que o co-piloto recebera no passado tratamento a tendências suicidas.

Quase uma semana depois do desastre nos Alpes que matou 150 pessoas, há pela primeira vez a confirmação oficial de que Lubitz sofria de perturbações psiquiátrias. O co-piloto é suspeito de ter feito o avião despenhar-se nos Alpes franceses, matando as 149 pessoas a bordo.

“Vários anos antes de obter a sua licença de piloto, o co-piloto esteve em tratamento psiquiátrico durante um largo período de tempo por evidentes tendências suicidas”, disse Christoph Kumpa, porta-voz da procuradoria de Düsseldorf.

Kumpa especificou que Lubitz esteve em tratamento antes de obter a licença de piloto. Porém, disse, desde que a licença foi emitida não há documentação sobre esse tratamento. “No período que se seguiu, e até recentemente, houve mais consultas médicas que resultaram em notas sobre doença, mas sem serem assinaladas tendências suicidas ou agressividade em relação aos outros.”

A  comissão especial criada para investigar a tragédia dos Alpes já recolheu amostras que permitiram identificar mais de 80 vítimas do acidente, segundo informações obtidas pela BBC. Os investigadores procuram agora a segunda caixa negra que contém os dados técnicos do voo cuja queda está a ser tratada como suspeita de crime de homicídio.

 

 

Fontes: Publico, Zero Hora, Folha de São Paulo

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As mídias sociais atuando de forma terapêutica

segunda-feira, 30 de março de 2015

Por Rossana Andriola – Psicóloga Clínica da Wainer Psicologia Cognitiva

Com a nova edição do Manual Diagnóstico de Transtornos Mentais (DSM-V), o diagnóstico de Síndrome de Asperger foi incorporado ao diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), sendo considerada uma forma de autismo com menor comprometimento.

Os maiores prejuízos que se revelam neste diagnóstico estão relacionados ao contato social. O tratamento busca auxiliar exatamente esta interação através da estimulação e de técnicas comportamentais.

Neste ensejo, as mídias sociais podem realizar um papel positivo, facilitando as interações.

Veja na notícia a seguir uma mãe que descobriu uma forma de utilizar esta ferramenta (mídias sociais) de uma forma positiva e, por que não dizer, terapêutica:

odin

 

O que você faria se soubesse que seu filho de apenas 13 anos provavelmente acabaria passando o aniversário sozinho? A mãe de Odin Camus pediu uma ajudinha à internet e transformou a data em um momento inesquecível para o garoto.

Tudo começou quando ela notou que nenhum dos colegas de Odin havia confirmado presença em seu aniversário, que seria comemorado em uma pista de boliche. Como o garoto sofre desíndrome de Asperger, que se caracteriza por dificuldades nas relações sociais, a mãe dele, Melissa Camus, se preocupou em dobro e teve uma ideia para salvar a data: pedir às mães da cidade de Peterborough, Canadá, que enviassem uma mensagem de aniversário a Odin, para que ele se sentisse especial.

O que ela não imaginava é que a ideia daria tão certo. O garoto recebeu mais de 5 mil mensagens no celular, se tornou um um dos assuntos mais comentados do Twitter no mundo inteiro com a hashtag #OdinBirthday sendo usada cerca de 11 mil vezes e recebeu até mesmo os parabéns de celebridades como Elijah Wood. O aniversário do garoto ganhou tanta atenção que ele chegou ao boliche em uma limousine, enquanto repórteres e fotógrafos o esperavam ansiosos, ao lado de centenas de crianças e adultos.

 

     

 

Fonte: Hypeness, Youtube

 

 

 

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Terapia Focada na Compaixão

terça-feira, 24 de março de 2015

Por Kelly Paim, Psicóloga Clínica da Wainer Psicologia.

foto-TFC

Paul Gilbert utilizou entendimentos do budismo, da psicologia evolutiva e da neurociência afetiva para desenvolver a Terapia Focada na Compaixão (TFC), tornando esta abordagem um dos pilares das terapias cognitivas e comportamentais de terceira geração. A TFC postula que o treinamento da mente compassiva é fundamental para a regulação emocional, particularmente para pacientes com pensamentos autocríticos e que sofrem com sentimentos de vergonha.

A TFC considera que a compaixão tem origem na “mentalidade do cuidador” encontrada no cuidado parental humano. Gilbert (2007) propõe que a capacidade de compaixão está ligada as competências decorrentes da evolução da espécie. O autor utiliza entendimentos da neurociência afetiva da evolução para embasar sua teoria, entre eles o conceito de “sistema de segurança” focado na filiação, ou seja, um sistema primário de regulação do afeto dos seres humanos que compreende comportamentos de nutrição, validação e empatia. A conexão e segurança de interações estáveis aumentariam a produção de oxitocina e opióides no cérebro, gerando a sensação de relaxamento e bem estar. Isso envolve uma predisposição genética da capacidade de sentir “segurança” e tranquilidade na presença de interações estáveis, calorosas e empáticas com os outros.

Dessa forma, a compaixão dirigida a si, surge através da utilização das mesmas competências subjacentes à compaixão para com os outros, através do desenvolvimento de uma preocupação genuína pelo nosso bem-estar (Gilbert & Procter, 2006). A autocompaixão implica estar aberto, atento e sensível ao nosso próprio sofrimento, experienciando assim sentimentos de cuidado e bondade para consigo. Implica também em tomar uma atitude não julgadora e compreensiva perante a própria experiência, aceitando assim as nossas limitações, imperfeições e dificuldades, entendendo-as como parte de uma experiência humana comum.

Com isso, um dos objetivos da TFC é treinar os pacientes para acessarem e empregarem um sistema de autotranquilização, experimentando o sentimento de compaixão. Em algumas pesquisas, Gilbert e colegas (Gilbert & Irons, 2004; Gilbert & Procter, 2006) verificaram que um aumento das capacidades de autocompaixão estava ligado a uma diminuição de depressão, ansiedade, vergonha, sentimentos de inferioridade e comportamento submisso.

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Como um autista e um esquizofrênico escutam o mundo

terça-feira, 17 de março de 2015

autismo2

O autismo é um distúrbio neurológico  que requer muita atenção pela sociedade e, infelizmente, não é assim que acontece. Embora atinja 70 milhões de pessoas em todo o mundo, poucos são aqueles que entendem de fato o que significa ter autismo.

O vídeo produzido pela organização britânica National Autistic Society, nos ajuda entender. E mais: mostra como podemos ajudar pessoas que sofrem desse distúrbio.

E esse outro vídeo faz uma simulação de como são as alucinações auditivas de um esquizofrênico.
O esquizofrênico possui uma superatividade na área de compreensão da fala (chamada de área de Wernicke), no cérebro, o que cria alucinações sonoras, ou melhor, a ilusão de que pensamentos são vozes verdadeiras.

Fonte: Acidulante, Youtube

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Dr. Júlio Pachalski fala sobre Ansiedade em entrevista para a TVCOM, programa Tudo +

quarta-feira, 11 de março de 2015

Entrevista com o psicólogo, Julio Pachalski; o empresário, Edu Santos; a endocrinologista, Jocely Vieira da Costa; o instrutor de Tai Chi Chuan, Rodrigo Leitão; a empresária, Lúcia Pereira; a vocalista do Bidê ou Balde, Vivi Peçaibes; e o empresário, João Marcos Santos Otto.

 

Entrevista original em:
cwaclipping.net//sistema/newsletter/visualizar/materia.php?security=516655769791.2130872.4487012

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