Arquivo de outubro de 2014

Entrevista ~ Ebola – Band AM – Dra. Carolina Halperin

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Dra. Carolina Halperin, Terapeuta Clínica da Wainer Psicologia Cognitiva, falando sobre os medos e outros pontos na preocupação com o Ebola.

 

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Transformando comportamentos

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Por Kelly Paim, Psicóloga da Wainer Psicologia Cognitiva, para o jornal Diário da Manhã, de Passo Fundo, RS

Imagine um trabalhador competente, dedicado e bem relacionado com seus colegas. Apesar dos bons resultados obtidos na empresa onde atua, ele acredita não estar respondendo as expectativas de seus superiores. E mesmo recebendo mensagens de reconhecimento profissional, vive constantemente inseguro em relação a si mesmo. Situação que pode resultar futuramente em um quadro de estresse ou depressão.

Este sentimento de desvalorização pessoal é um exemplo negativo do que a Psicologia Cognitiva chama de “esquema mental”, um plano constituído por crenças e regras que usamos para interpretar situações do nosso dia-a-dia.

Os esquemas são desenvolvidos durante a infância e aperfeiçoados ao longo de toda vida, norteando sentimentos importantes sobre o ambiente, nós mesmos e as demais pessoas. Estes esquemas podem gerar funcionalidade ou disfuncionalidade na pessoa, dependendo do contexto de vida que estiver passando.

Repressão familiar, pais super protetores, descaso e abandono são alguns dos fatores que projetam a construção de esquemas disfuncionais, os quais resultam em problemas comportamentais.

Por estarem enraizados no início de nossas vidas,os esquemas resistem a mudanças e se autoperpetuam. Logo, em caso de disfunção desses planos, que podem-se manifestar em 18 formas ou esquemas disfuncionais, se faz necessário o tratamento psicológico com uso dos métodos da Terapia do Esquema. Entre os exemplos de esquemas disfuncionais estão a privação emocional, abandono, instabilidade, fracasso, defectividade, desconfiança ou vergonha, e isolamento social.

A Terapia do Esquema
A partir dessa demanda, o psicólogo americano Jeffrey Young desenvolveu na década de 90 a chamada “Terapia do Esquema”, uma técnica bastante eficaz para situações de sofrimento psicológico e de dificuldades de adaptação às situações de vida, muito comuns em transtornos da personalidade. “Trata-se de uma terapia que usa a base da Terapia Coginitiva-Comportamental tradicional, empregando ao mesmo tempo recursos de outros tipos de abordagem, como Gestalt-Terapia, Psicanálise e Psicoterapia Interpessoal. Seu objetivo é enfraquecer ao máximo os esquemas disfuncionais e reforçar o lado sadio da pessoa, combatendo assim suas dificuldades emocionais”, explica a psicóloga Kelly Paim, especialista em Terapia do Esquema pela NYC Institute for Schema Therapy de Nova Iorque, e psicologa na Wainer Psicologia Cognitiva, que também forma profissionais.

Segundo Kelly, o método atua na reestruturação dos esquemas a partir de uma rigorosa avaliação do paciente. Primeiramente, o terapeuta questiona os motivos de procura pelo atendimento e o histórico de vida, procurando assim os padrões que possam estar relacionados a esquemas. O próximo passo é a definição e aplicação das técnicas dispostas dentro da terapia: Emotivas, Interpessoais, Cognitivas ou Comportamentais, cada uma com sua característica específica. Com isso, trabalha-se para amenizar as disfunções de comportamento, apresentando alternativas de como o paciente pode enfrentar o problema em questão ou mudar padrões de vida muito antigos.

A Terapia do Esquema é indicada para dificuldades de relacionamento no trabalho, entre amigos, na família ou conjugais. Kelly Paim diz, por exemplo, ser comum a procura por casais que desejam resolver problemas de desconfiança excessiva durante o casamento. Há ainda a aplicação para prevenção de esquemas disfuncionais e doenças mais sérias. “Em casos de crianças, a família realiza a terapia para tratar dificuldades emocionais que podem prejudicar o desenvolvimento pessoal no futuro. Já em relação a adultos que não apresentam problemas emocionais graves em um primeiro momento, a técnica atua para evitar o desencadeamento de esquemas disfuncionais ainda não manifestados”.

Conforme a psicóloga, quanto mais cedo buscar auxílio, mais fácil será a resolução destes traumas. Quando não tratados, podem resultar em prejuízos significativos à carreira profissional e à vida pessoal, estimulando desse modo problemas ainda maiores, como ansiedade, obesidade, dependência química e a depressão.

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Síndrome do pânico fez Ana Paula desistir de sua quinta Olimpíada

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Por Rossana Andriola, Psicóloga da Wainer Psicologia Cognitiva.

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Os transtornos de ansiedade podem causar inúmeros prejuízos à vida das pessoas, tal como limitar sua liberdade (veja um exemplo na reportagem abaixo sobre a jogadora de vôlei).
Se você possui sintomas de ansiedade e anda evitando ir a certos lugares ou realizar determinadas atividades, procure um psicólogo para avaliar a situação. Ele poderá realizar um diagnóstico preciso e diferenciar se é o caso de uma fobia, um transtorno de pânico ou outra questão psicológica.

Veja a notícia no site do UOL em: http://esporte.uol.com.br/volei/ultimas-noticias/2014/10/22/sindrome-do-panico-fez-ana-paula-desistir-de-quinta-olimpiada.htm

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Entrevista – Carolina Halperin – Band AM

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ouça a entrevista concedida pela psicóloga da Wainer Psicologia Cognitva, Dra. Carolina Halperin, no Programa Manhã Band.
“Servidora do SAMU recusou atender homem que ela achava que estava contaminado com o ebola. Medos e ansiedade de quem está atendendo pacientes com sintomas parecidos.”

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CONTROLANDO O MEDO DO EBOLA

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Por Carolina Halperin, Psicóloga da Wainer Psicologia Cognitiva.

Traduzido e adaptado de: http://www.apa.org/helpcenter/ebola-fear.aspx

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Com as recentes notícias de uma morte nos Estados Unidos e a suspeita de um caso no Brasil, muitas pessoas estão preocupadas com o impacto dessa doença. Até então, a maioria das mortes eram na África; agora, se aproximam de nossas casas.

Infelizmente, as notícias sobre a epidemia de Ebola podem desencadear ou aumentar sentimentos de ansiedade e medo do futuro. Estes sentimentos são compreensíveis, dado às incertezas sobre a doença e a dificuldade e demora em fazer um diagnóstico correto.

Embora o Ebola seja uma ameaça que está sendo levada muito a sério pelos serviços de saúde pública mundo afora, não podemos deixar com que a preocupação com a doença tome conta de nossas vidas.

Existem maneiras simples e efetivas de controlar o medo e a ansiedade. Muitas delas são ingredientes essenciais para um estilo de vida saudável: adota-las pode ajudar a melhorar a saúde emocional e física a longo prazo.

O que você pode fazer:

MANTER AS COISAS EM PERSPECTIVA: limite a preocupação ao limitar o tempo em que você e sua família passam assistindo ou ouvindo a cobertura da mídia. Mesmo que você queira manter-se informado, é importante dar um tempo das notícias e se focar nos aspectos positivos de sua vida e nas coisas que você pode controlar.

BUSQUE OS FATOS: vá atrás de informações que auxiliarão a, de fato, determinar riscos. Assim você poderá tomar as devidas precauções, se necessário. Busque uma fonte confiável, como o seu médico, um hospital ou as diretrizes da OMS (Organização Mundial de Saúde).

MANTENHA-SE SAUDÁVEL: o risco de transmissão do Ebola é baixo. Um estilo de vida saudável – incluindo uma dieta apropriada e exercício – é sua melhor defesa contra qualquer ameaça. Adotar hábitos de higiene como lavar as mãos regularmente também pode minimizar a exposição à vários tipos de germes e doenças. Comer saudavelmente, evitar álcool e drogas e se exercitar: um corpo saudável terá um impacto positivo em seus pensamentos e emoções.

MANTENHA-SE CONECTADO: manter as redes e atividades sociais pode ajudar a manter um senso de normalidade, além de promover espaço para o compartilhamento de emoções e alívio do estresse.

PROCURE AJUDA ESPECIALIZADA: pessoas que se sentem sobrecarregadas pelo nervosismo, com tristeza constante e outras reações prolongadas que afetam sua vida, podem procurar ajuda com pessoas capacitadas para tal. Psicólogos cognitivo-comportamentais podem ajudar as pessoas a lidar com o estresse extremo, e a encontrar uma maneira construtiva e saudável de lidar com adversidades.

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Filmes, Livros, Músicas e Sonhos que Emocionam

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Por Kelly Paim, Psicóloga da Wainer Psicologia Cognitiva.

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A primeira fase do tratamento na Terapia do Esquema consiste em uma ampla e profunda avaliação do paciente. Uma conceitualização de caso individualizada e completa é fundamental para que o terapeuta direcione corretamente as intervenções posteriores. Com isso, uma análise simplista das experiências do paciente impossibilita o bom andamento do processo terapêutico (Young, 2003).

A conceitualização de caso na Terapia do Esquema inclui, além da identificação dos problemas atuais, também a compreensão das origens de tais problemas, considerando os esquemas iniciais desadaptativos (formados na infância e adolescência), como um plano cognitivo enraizado, rígido e disfuncional, que estão por trás dos padrões comportamentais dasadaptativos do indivíduo. Sendo assim, a compreensão dos esquemas torna-se indispensável.
Além do entendimento racional, também é necessário o contato com as emoções relacionadas aos esquemas iniciais desadaptativos.

Deste modo, o terapeuta pode utilizar diversos recursos que sirvam de acesso às emoções do paciente, sempre tentando compreender a ativação emocional dos esquemas. O uso de questionários e o acesso por imagens mentais de vivências nocivas do passado são recurso muito utilizados na Terapia do Esquema, entretanto, outras estratégias também podem ser usadas pelo terapeuta (Young et al., 2008).

Filmes, livros e músicas que tenham relação com a história de vida do paciente costumam ajudar bastante na terapia. Esses recursos podem ter conteúdos semelhantes a situações vividas ou podem ter feito parte da vida do paciente, trazendo à tona memórias sensoriais. O terapeuta pode explorar filmes, músicas e livros que já fazem ou fizeram sentido emocional para o paciente, sendo possível também indicar novas opções que considere relevantes a partir das suas hipóteses sobre os esquemas do caso.

Os sonhos carregados de emoções também podem retratar os esquemas do paciente e podem configurar um ponto de partida para trabalho com imagens mentais. Além disso, a análise dos sonhos, em especial os recorrentes e os que envolvem emoções fortes, pode ser bastante útil ao longo do processo terapêutico, pois a ativação esquemática também é sentida nos sonhos.

O terapeuta deve estar aberto a recursos que possam ajudar na compreensão do paciente. A avaliação de caso na terapia do esquema é multifacetada e personalizada, usando medidas vivenciais, comportamentais, interpessoais e de auto avaliação.

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