Arquivo de setembro de 2014

Entrevista – Milene Petry – Manhê! TVCom Tudo+

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Assista a entrevista concedida pela psicóloga da Wainer Psicologia Cognitiva, Dra. Milene Petry, no Programa TVCom Tudo +, com a apresentadora Regina Lima, no quadro Manhê: Após a gestação, algumas mulheres sofrem com a depressão pós-parto.

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As “Armaduras” na Terapia do Esquema

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Por Kelly Paim, Psicóloga da Wainer Psicologia Cognitiva.

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O livro O Cavaleiro Preso na Armadura, de Robert Fischer, conta a história de um cavaleiro que se torna obstinado pelo trabalho de salvar donzelas indefesas de dragões malvados. Enquanto está no papel de cavaleiro se sente bom e valoroso, além disso, sua armadura forte, linda e brilhante o deixa mais seguro e confiante, sem nenhum medo ou emoção negativa. Sendo assim, o cavaleiro passou a se dedicar cada vez mais ao trabalho e não retirava mais sua armadura nem mesmo em casa com sua família e amigos, se tornando ausente e distante até mesmo para o filho que já não se lembrava do pai sem a armadura. Então, por não conseguir enxergar o rosto e também os sentimentos do marido, chega um dia em que sua esposa exige que a armadura seja retirada, entretanto, ao tentar retirar a roupa de aço, o cavaleiro percebe que não consegue mais. Ao se dar conta que está preso na armadura e que perderá sua família, o cavaleiro inicia uma longa e difícil trajetória na busca da libertação.

A fábula do cavaleiro preso na armadura pode simbolizar o que Jeffrey Young, autor que desenvolveu a Terapia do Esquema, chama de estratégias de enfrentamento desadaptativas. Tais estratégias são estilos de respostas comportamentais defensivas que as pessoas desenvolvem desde muito cedo em suas vidas para enfrentar emoções intensas e pesadas geradas por experiências nocivas e difíceis para uma criança. As estratégias, geralmente aprendidas na infância e adolescência, são utilizadas para evitar o contato com o sofrimento gerado por esquemas mentais desadaptativos, ou seja, um conjunto de crenças e sensações negativas (formadas precocemente) sobre nós mesmos, sobre o mundo e sobre as relações. No entanto, as estratégias de enfrentamento acabam, ao longo do tempo, se tornando rígidas e disfuncionais, trazendo prejuízos e problemas para a vida do sujeito. O cavaleiro utilizava estratégias como o trabalho excessivo e a vestimenta de aço linda e brilhante para buscar um valor e força que não acreditava ter. A armadura também lhe protegia de sentir e de expressar emoções, pois isso significava fraqueza para ele.

Assim como no livro, a necessidade exagerada de um comportamento defensivo acaba trazendo problemas nos relacionamentos e funcionalidade das pessoas e, desse modo, as crenças negativas são reforçadas e mantidas. Desesperado, o personagem percorre um difícil percurso de autoconhecimento, aceitação e questionamentos que lhe permitem a libertação da armadura. É possível comparar a trajetória do cavaleiro com o processo terapêutico. A Terapia do Esquema ajuda o paciente a identificar e modificar os esquemas desadaptativos precoces (formados na infância), bem como as estratégias de enfrentamento desadaptativas utilizadas por ele e que perpetuam problemas funcionais que se tornam um padrão de vida.

À medida que o cavaleiro vai se conhecendo e entrando em contato com as suas emoções, a armadura vai se desmanchando. Ao final do livro, nosso personagem aprende uma valiosa lição: a armadura não era necessária para que ele tivesse força, valor e amor próprio.

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TERAPIA DO ESQUEMA – Entrevista Dr. Ricardo Wainer e Dra. Kelly Paim

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Escute as entrevistas concedidas pelos nossos profissionais sobre Terapia do Esquema e entenda mais sobre o assunto.

Entrevista do Dr. Ricardo Wainer sobre TERAPIA DO ESQUEMA na Rádio Band AM, concedida hoje para o apresentador José Aldo Pinheiro no programa “Manhã Bandeirantes”.

Entrevista da Dra. Kelly Paim sobre TERAPIA DO ESQUEMA na rádio São Francisco (Caxias do Sul), para o “Programa Realidade”, conduzido pela jornalista Beverli Rocha.

A Wainer Psicologia Cognitiva está com inscrições abertas para o curso de Formação em Terapia do Esquema – 2015.
http://www.wainerpsicologia.com.br/ensino/1/terapia

Oferecermos também o curso EAD: Fundamentos em Terapia do Esquema de Jeffrey Young.
http://www.wainerpsicologia.com.br/ensino-a-distancia#terapia

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Terapia do Esquema

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Por Carolina Halperin, Psicóloga da Wainer Psicologia Cognitiva.

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Em Agosto de 2014, a revista Superinteressante lançou um guia de Psicologia. Nele são apresentadas as mais diversas linhas psicológicas, com destaque para a Terapia do Esquema, com entrevista do Dr. Ricardo Wainer – único terapeuta brasileiro credenciado pela ISST (sociedade internacional de Terapia do Esquema). Mas você sabe do que se trata essa modalidade psicoterápica?

A Dra. Carolina Halperin, psicóloga da Wainer Psicologia Cognitiva, adapta a entrevista do Dr. Ricardo e explica alguns dos conceitos desta teoria, desenvolvida em 1990 por Jeffrey Young em Nova Iorque:
Ao integrar diferentes abordagens e técnicas psicoterápicas, Young amplia e inova os conceitos cognitivo-comportamentais tradicionais. A teoria dos esquemas reúne elementos fundamentalmente cognitivo-comportamentais, mesclando-os com outros advindos da psicanálise, da gestalt, teoria do apego, construtivismo, e do modelo das relações objetais; por isto, é uma modalidade rica e completa de psicoterapia.

Inicialmente, Young criou a Terapia do Esquema para tratar de pacientes com problemas de personalidade e/ou refratários, cujas demandas não eram atendidas de forma completa pela terapia cognitivo-comportamental. Para tal, Young ampliou a teoria cognitivo-comportamental ao se voltar para a infância e adolescência em busca da origem dos problemas psicológicos do paciente, além de pontuar a relação terapêutica como uma ferramenta fundamental na psicoterapia. Por isso, hoje a Terapia do Esquema é utilizada em uma ampla gama de transtornos e situações clínicas.

Mas afinal, o que é um Esquema? Todos nós assumimos diferentes papéis ao longo do dia e da vida: profissional, filho, pai, amigo, e etc. Para formar estes papéis, inicialmente há a internalização do que se julga importante para suprir a demanda de cada atividade, e em seguida se passa a agir de acordo com tal. Isto é um Esquema: estruturas mentais desenvolvidas ainda na infância e adolescência, baseadas no temperamento inato e nas vivências pessoais, que tomam papeis centrais na vida de uma pessoa ao leva-las a pensar, agir e sentir de acordo com seus pressupostos.

Young cita 18 Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDs), que operam em níveis profundos e refletem diretamente no relacionamento das pessoas com o mundo externo. Considerando os EIDs o foco central da Terapia do Esquema, é importante citar algumas de suas características: gira em torno de tema ou padrão amplo; é formado não apenas por memórias, mas também por sensações e emoções; é relacionado apenas à própria pessoa, ou aos relacionamentos com outros; se desenvolve durante a infância e/ou adolescência; se elabora ao longo da vida e é disfuncional em nível significativo.

Os EIDs devem ser trabalhados para que as mudanças propostas pela terapia sejam duradouras, e a Terapia do Esquema aposta na relação terapeuta-paciente como principal ferramenta de trabalho. Portanto, além das técnicas já consolidadas pela TCC, é por meio do vínculo que ocorrem as principais intervenções: ao aceitar o paciente como ele é, validando seus sentimentos, o terapeuta o incentiva a buscar novas alternativas de comportamento para o futuro.

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Tratamento Combinado

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Por Júlio Pachalski, Psicólogo da Wainer Psicologia Cognitiva.

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Quando estamos em busca de um serviço de saúde, muitas questões surgem em nossos pensamentos e, naturalmente, uma delas é a pressa que teremos em obter a solução ou, pelo menos, conseguirmos o alívio para nossas demandas. Esta urgência em alcançarmos o objetivo da melhora pode inspirar a motivação por um tratamento combinado, seja este desejo demonstrado pelo paciente ou pelas pessoas próximas envolvidas.

O tratamento combinado consiste em associarmos diferentes meios de tratamento em um objetivo comum. Na prática clínica de saúde mental, boa parte deste processo gira em torno da integração do tratamento psicoterápico com o tratamento farmacológico. Para que esta associação seja feita de modo eficaz, temos alguns cuidados básicos anteriores, tanto por parte do profissional, como por parte do paciente.

É importante que os profissionais, psicólogos e psiquiatras, tenham familiaridade com trabalho desenvolvido pelo colega,
com o objetivo de esclarecer dúvidas, identificar mudanças e realizar manejos que ajudem o paciente a sentir-se acolhido e preservado. O psicólogo, ainda que não possa prescrever medicações, deve ter algum conhecimento sobre farmacologia para identificar a necessidade do encaminhamento, psicoeducar o paciente para dúvidas ou tabus e relacionar possíveis alterações ou reações ao uso da medicação.

O encaminhamento para o tratamento combinado parte do profissional, que busca avaliar cada caso conforme sua demanda. A integração do medicamento ao tratamento não promove naturalmente a aceleração dos resultados, este efeito ocorre quando há indicação qualificada e, ainda assim, os resultados dependem dos ajustes realizados ao longo do tempo, não garantindo uma melhora imediata. O uso correto da medicação, quando indicada, é uma forte aliada à psicoterapia e deve sim ser utilizada.

É fundamental que os profissionais responsáveis pelo paciente tenham um livre canal de comunicação pró-paciente. É possível estreitarmos esta relação entre psiquiatria e psicologia, sempre em acordo com o paciente, para que exista um fator aditivo no tratamento.

Independente da pressa do paciente, dos seus medos e tabus vinculados ao tratamento da saúde mental, é importante saber que temos nestes profissionais uma fonte de esclarecimento e acolhimento, onde o bem estar do paciente será sempre o nosso principal objetivo.

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É mania ou é TOC?

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Saiba mais sobre o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

Por Rossana Andriola, psicóloga Wainer Psicologia Cognitiva.

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Lavar as mãos repetidamente durante um curto espaço de tempo, ter rituais para assegurar-se de que fechou toda a casa, checar as portas repetidamente… O que você pode estar achando que é apenas uma mania, pode ser sintoma de algo mais preocupante como o Transtorno Obsessivo Compulsivo, também conhecido pela sigla TOC. O TOC é caracterizado pelo surgimento de obsessões, as quais podem ocorrer através de pensamentos, impulsos ou imagens persistentes e intrusivas na mente do indivíduo, seguidos de compulsões, que podem ser comportamentos repetitivos (e até rituais) ou atos mentais. No ciclo do TOC as obsessões surgem na mente do indivíduo de forma incontrolada gerando ansiedade e, para lidar com este sentimento, o  indivíduo utiliza as compulsões com intuito de “aliviar” a ansiedade, entretanto a compulsão acaba por perpetuar o ciclo.

Estima-se que 2 a 3% da população geral apresenta este transtorno ao longo da vida, sendo mais comum seu início em meio à adolescência. Entretanto, estudos apontam que leva em média oito anos entre o início do transtorno até o indivíduo procurar ajuda e ser corretamente diagnosticado, causando grande prejuízo e sofrimento na vida do mesmo. Sabe-se também que mais de 30% dos pacientes que procuram clínicas dermatológicas com queixa de dermatite podem estar sofrendo de TOC, só reconhecendo sua condição após ler ou ouvir algo na mídia (Maj, Okasha e Zohar, 2005). Por conseguinte, o papel de divulgação deste transtorno é muito importante para que as pessoas atentem para este problema e busquem ajuda o quanto antes.

No cinema muitos personagens já encarnaram pessoas com este transtorno, como por exemplo Jack Nicholson no filme “Melhor é impossível” e o próprio cantor Roberto Carlos já admitiu sofrer com o TOC. Embora grandes personalidades já interpretaram e até divulgaram possuir este diagnóstico, sofrer de TOC não é nada glamoroso, sendo um transtorno que causa intenso sofrimento ao portador. Além da interferência nas rotina do indivíduo, os sintomas obsessivo-compulsivos causam angústia e prejuízo aos pacientes e seus familiares.

A Terapia Cognitiva Comportamental é comprovadamente a abordagem com melhores efeitos a curto e longo prazo para o TOC, sendo que possui uma técnica específica para tratar este transtorno – Exposição e Prevenção de Resposta (Clark e Beck, 2012). Caso você tenha se identificado com os sintomas acima descritos, procure um psicólogo e faça uma avaliação.

Referências
Clark, D.; Beck, A.T. Terapia Cognitiva para os Transtornos de Ansiedade. Editora Artmed, 2012.

Maj M, S.; Okasha A.; Zohar J. Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Editora Artmed, 2a Ed. 2005.

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Objetivos da Terapia Cognitivo-Comportamental para Casais

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

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Por Kelly Paim, Psicóloga da Wainer Psicologia Cognitiva.

A busca por relacionamentos conjugais satisfatórios, que contribuam para a qualidade de vida e bem estar, é foco de interesse para a maioria das pessoas. Estudos mostram que um bom relacionamento conjugal pode ajudar a evitar depressão e outros transtornos psiquiátricos (Willians, 2003), bem como doenças físicas (Wickrama, 1997; Umberson, 2006). Além disso, a qualidade conjugal também está relacionada positivamente com a saúde física e mental dos filhos (Schwartz & Mare, 2012; Bronte-Tinkew & Jong, 2004).

 

No entanto, mesmo com a busca por relacionamentos de qualidade, é bastante comum que as relações tragam prejuízos, sofrimentos e, muitas delas, acabem em divórcio. Os casais, muitas vezes, desenvolvem uma dinâmica disfuncional no relacionamento, que pode aparecer como um padrão de dificuldade de comunicação, incluindo erros de interpretação e respostas destrutivas (Yoosefi, Etemadi, Bahrami, Fatehizade & Ahmadi, 2010). Essa interação negativa entre o casal pode contribuir para um relacionamento insatisfatório (Scribel, Sana & Benedetto, 2007), sendo assim, a terapia de casal é uma medida que ajuda a melhor a qualidade e satisfação conjugal. Dificuldades comuns do ciclo vital e outros problemas que os casais podem enfrentar ao longo do tempo (crise financeira, problemas sexuais, traição, entre outros…) também podem evidenciar a necessidade de ajuda especializada.

 

A terapia cognitivo-comportamental para casais tem como objetivos: melhorar a comunicação, desenvolver habilidades de resolução de problemas, tratar problemas sexuais, incrementar os comportamentos positivos, reestruturar padrões de interpretação distorcidos, mudar padrões de comportamentos mais amplos que resultam em discórdia conjugal e que levam a um aumento progressivo de conflito destrutivo (Dattilio & Padesky, 1990; Dattilio, 2011).

 

O processo terapêutico proporciona uma maior compreensão da dinâmica do relacionamento conjugal, aumentando a empatia e assertividade entre os cônjuges. Também propicia o desenvolvimento de ferramentas e habilidades para que o casal consiga lidar com os conflitos de maneira produtiva. Com isso, o bom relacionamento conjugal, além de proteger o casal de danos físicos e mentais, também contribui para a saúde familiar, incluindo o desenvolvimento saudável dos filhos.

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TERAPIA DO ESQUEMA PARA CASAIS

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

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Ao partir do pressuposto de que a Terapia do Esquema desenvolveu-se para tratar transtornos de personalidade e pacientes graves, pode-se entender que sua abordagem é flexível o suficiente para trabalhar com o funcionamento de casais. Além da ênfase nos Esquemas pessoais de cada cônjuge, também são trabalhados os Esquemas acerca da relação e do papel em que cada um se coloca, bem como suas estratégias de enfrentamento e os Ciclos de Ativação Esquemática (Datillio, 2011).

 

Os Esquemas formados na infância serão ativados e definirão a maneira como a pessoa pensa, sente-se e comporta-se em seus relacionamentos atuais (Scribel, 2007). Assim, é importante conhecer a história, os Esquemas, as necessidades emocionais e as estratégias de enfrentamento de cada cônjuge, para que o tratamento possa ser o mais profundo e acurado possível. Para tal efeito, são combinadas sessões individuais e conjuntas, buscando também analisar as perspectivas futuras da relação.

 

A Terapia do Esquema com casais possui algumas características fundamentais, que a destacam dentre outras abordagens. São essas:

  1. Gera uma mudança integral nos âmbitos interpessoal, cognitivo, emocional e comportamental.
  2. Combina elementos de terapias de longo prazo com a eficácia de tratamentos de curto prazo.
  3. Utiliza-se de tarefas de casa e auto-monitoramento, ainda que menos comportamentais que a TCC clássica.
  4. Tem maior foco na mudança de padrões e na quebra de ciclos repetitivos e destrutivos do casal.
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INTRODUÇÃO À TERAPIA DO ESQUEMA

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

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Jeffrey Young desenvolveu a Terapia do Esquema em 1990, integrando diferentes abordagens e técnicas psicoterápicas para, assim, ampliar e inovar os conceitos cognitivo-comportamentais tradicionais (Young, Klosko, & Weishaar, 2008). A teoria dos Esquemas reúne elementos fundamentalmente cognitivo-comportamentais, mesclando-os com outros advindos da psicanálise, da gestalt, teoria do apego, construtivismo, e do modelo das relações objetais; por isto, é uma modalidade rica e completa de psicoterapia.

 

Inicialmente, Young criou a Terapia do Esquema para tratar de pacientes com problemas de personalidade e/ou refratários, cujas demandas não eram atendidas de forma completa pela Terapia Cognitivo-Comportamental. Para tal, Young ampliou a teoria cognitivo-comportamental, ao se voltar para a infância e adolescência em busca da origem dos problemas psicológicos do paciente, além de pontuar a relação terapêutica como uma ferramenta fundamental na psicoterapia.

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TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL (TCC)

quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Texto publicado no Facebook da WP  pelo dia do Psicólogo 2014

Texto publicado no Facebook ( http://facebook.com/wainerpsicologia ) da Wainer Psicologia Cognitiva pelo dia do Psicólogo 2014

 

Por Carolina Halperin, Psicóloga da Wainer Psicologia Cognitiva.

A Terapia Cognitivo-Comportamental foi desenvolvida por Aaron T. Beck no início dos anos 60, para curar de maneira mais rápida e eficaz pacientes deprimidos. A TCC é definida como uma modalidade de psicoterapia estruturada, breve, focada na resolução de problemas e orientada para o presente e o futuro do paciente. Para tal, se propõe a modificar pensamentos e comportamentos disfuncionais, que trazem prejuízo e/ou sofrimento ao paciente.
Desde sua criação, a Terapia Cognitivo-Comportamental tem expandido seu campo de atuação para um conjunto diverso de transtornos psiquiátricos e situações de crise, se consolidando como uma psicoterapia comprovadamente eficaz e, portanto, confiável.


O modelo cognitivo criado por Aaron Beck propõe que pensamentos distorcidos sobre a realidade influenciam o humor e o comportamento do paciente, podendo levar a respostas desadaptativas; que por sua vez, geram sofrimento. Dentro dessa ótica, se ajudarmos o paciente a ter uma avaliação realista (não distorcida) da realidade, e assim modificarmos seu padrão de pensamento, a conseqüência será melhorias no humor e no comportamento.


De acordo com Judith S. Beck (1997) um grande diferencial da Terapia Cognitivo-Comportamental é que esta pode ser moldada de acordo com as necessidades do paciente; sem perder de vista os seguintes princípios fundamentais:

  • A TCC se baseia em uma formulação em continuo desenvolvimento do paciente e de seus problemas em termos cognitivos.
  • A TCC requer uma aliança terapêutica segura.
  • A TCC enfatiza colaboração e participação ativa de ambas as partes.
  • A TCC é orientada por metas e focalizada em problemas.
  • A TCC inicialmente enfatiza o presente.
  • A TCC é educativa, visa ensinar o paciente a ser seu próprio terapeuta.
  • A TCC visa ter um tempo limitado, portanto as sessões são estruturadas.
  • A TCC ensina os pacientes a identificar, avaliar e responder a seus pensamentos e crenças disfuncionais.
  • A TCC utiliza uma variedade de técnicas para mudar pensamento, humor E COMPORTAMENTO.

Portanto, ao priorizar a individualidade do paciente, a Terapia Cognitivo-Comportamental potencializa os efeitos terapêuticos, firmando uma dupla terapêutica alinhada e direcionada para seus OBJETIVOS.

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