Arquivo de agosto de 2014

Ordem na desordem: quando a bagunça se alia à produtividade

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Por Carolina Halperin, Psicóloga da Wainer Psicologia Cognitiva.

Ordem na desordem
Desde cedo, na escola, a mensagem é clara: o espaço de trabalho e estudo deve ser impecavelmente organizado. Uma vez internalizado e aprendido, este é um hábito reforçado durante toda a vida; ao passo que a bagunça é um dos maiores inimigos do sucesso.

Entretanto, a professora de Marketing e Psicologia Kathleen Vohls, da Universidade de Minnesota (EUA), discorda. Vohls pesquisou os efeitos da ordem visual sobre a criatividade, e chegou a resultados muito interessantes: sua criatividade pode melhorar quando você trabalha no meio da desordem.

Para chegar a tal resultado, a professora realizou o seguinte experimento: recrutou 48 pessoas para trabalhar, divididas, em locais bagunçados e organizados. Ao final, todos precisariam criar soluções para uma empresa de bolas de ping-pong que precisa pensar novos usos para o objeto.

As respostas foram avaliadas pela criatividade, e o resultado foi surpreendente. Os dois grupos apresentaram o mesmo número de ideias, mostrando que o esforço foi equivalente. Entretanto, as soluções apresentadas por aqueles que estavam nas salas bagunçadas foram 28% mais criativas! Também foi apontado que aqueles que trabalharam em ambientes desordenados desenham imagens mais criativas e são mais rápidos em solucionar quebra-cabeças.

Vohls destaca que o objetivo de seu estudo não foi desmerecer a organização, mas sim mostrar que espaços bagunçados também devem ser valorizados. Ela ainda acrescenta que estes espaços podem facilitar processos de brainstorm, enquanto locais ordenados são melhores para reuniões onde decisões precisam ser tomadas de forma objetiva e rápida.

Do ponto de vista psicológico, é válido ressaltar que cada pessoa se organiza da forma que mais faz sentido para si. Em alguns casos, ambientes bagunçados podem dificultar a concentração e a tomada de decisões, fazendo com que o rendimento caia e aumentando algum sentimento de fracasso ou incapacidade.

O psicólogo cognitivo-comportamental pode ajudar adultos e crianças que enfrentam desafios acadêmicos e/ou profissionais: concursos, provas, escrita de trabalhos e relatórios, entre outros. Através da avaliação e da elaboração de uma rotina de estudos e descanso, é possível otimizar o tempo e aumentar o rendimento – sem deixar de lados fatores psicológicos que sabidamente podem interferir no resultado desejado.

Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/a-psicologia-da-bagunca-como-a-desordem-e-aliada-da-criatividade/86490/
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Transtorno do Pânico

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Ataque de Pânico

Por Rossana Andriola, Psicóloga da Wainer Psicologia Cognitiva.

Subitamente seu coração começa a palpitar, suas mãos tremem e uma sensação de tontura inicia, o rubor toma conta de seu rosto, os calafrios perpassam seu corpo, você começa ter muito medo do que está para acontecer, medo de morrer, medo até de poder estar enlouquecendo…. Você pode estar passando por um Ataque de Pânico.

Ataques de Pânico são ocorrências intermitentes de medo ou desconforto intenso de início súbito acompanhados por hiperexcitação fisiológica, excluindo-se, previamente, qualquer condição médica para tais sintomas. Nestes ataques podem estar presentes sintomas como falta de ar, náusea, taquicardia, tontura, calafrios, medo de perder o controle, medo de morrer, formigamento, sudorese, entre outros. Para haver o diagnóstico de Transtorno do Pânico os ataques serão recorrentes e inesperados e haverá uma preocupação persistente em vir a ter mais ataques.

Em torno de 2% a 5% da população sofre com este transtorno, sendo que grande parte procurou um Pronto Socorro antes de receber o diagnóstico psicológico. Trata-se de um transtorno que, se não adequadamente tratado, apresenta curso crônico podendo causar sérios prejuízos a vida social do indivíduo.

A Terapia Cognitiva Comportamental é um tratamento efetivo para o Transtorno do Pânico, tendo de 74% a 95% de grau de eficácia. Com este tratamento há uma diminuição ou mesmo ausência de Ataques de Pânico em 3 meses (Conferência do National Institute of Mental Health).

Se você sente alguns destes sintomas, procure um de nossos profissionais e faça uma avaliação : )

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Emagrecimento

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

emagrecimento

A equação parece muitos simples: basta ingerir menos calorias do que seu corpo precisa para emagrecer – médicos e cientistas são unânimes quando se trata do segredo para perder peso. Isso é um conceito fácil de se entender, mas muito difícil de ser colocado em prática, como se pode ver pela grave e crescente crise de saúde no mundo: o número de obesos quase dobrou nos últimos 30 anos.

A maioria das pessoas que emagrece sob dieta começa a recuperar os quilos perdidos dentro de um ano. Medicamentos podem ser eficazes em curto prazo, mas provocam efeitos colaterais indesejáveis. Além do que, as pessoas tendem a engordar novamente ao interromperem essa forma de tratamento. Nesses últimos anos, a ciência tem oferecido algumas técnicas inovadoras que aumentam a eficácia dos programas de emagrecimento e ajudam as pessoas a se manterem magras.

Programas de emagrecimento, em geral, fazem uso de exercícios físicos para aumentar o gasto calórico, bem como a redução da ingestão de calorias através da reeducação alimentar. Cientistas da Suécia desenvolveram programas de emagrecimento baseados em terapia cognitiva que se demonstraram eficazes para a redução de peso no curto prazo e que mantiveram seu efeito mesmo um ano e meio após o tratamento.

Um programa desenvolvido na Suécia, no Karolinska Institutet, mostrou que uma terapia cognitiva de redução de peso de apenas 10 semanas é suficiente para garantir que os resultados sejam duradouros. Das 105 pessoas obesas que fizeram parte do estudo, os que passaram pelo programa tiveram uma perda média de peso de 8,5kg após as 10 semanas de tratamento. Após 18 meses do fim do tratamento, a perda média de peso já estava em 10,4kg. Os que não passaram pelo tratamento tiveram, durante todo o período, um ganho médio de 2,3kg.

Esse mesmo grupo de pesquisadores realizou um novo estudo comparando uma versão levemente modificada dessa terapia cognitiva com um outro programa que incluía atividade física moderada e técnicas comportamentais. Os programas consistiam em sessões de 2 horas semanais e duraram 10 semanas. A perda média de peso entre os que fizeram a terapia cognitiva foi de 8,6kg, enquanto os que utilizaram atividade física e técnicas comportamentais perderam 0,7kg. Essa diferença entre os dois grupos se manteve significativa mesmo 18 meses após o tratamento.

Mas como funciona uma terapia cognitiva? De acordo com a Dra. Judith Beck, da Universidade da Pennsylvania, a terapia cognitiva busca ajudar o paciente a superar suas dificuldades identificando e mudando suas respostas emocionais, comportamentais e psicológicas disfuncionais. Para as pessoas que querem perder peso, ela sugere o aprendizado de algumas habilidades críticas:

1. Motivação. A primeira tarefa que elas devem fazer é escrever uma lista das 15 a 20 razões por que elas querem perder peso e ler essa lista diariamente.

2. Planejamento e auto-monitoramento. Uma razão típica para o fracasso de uma dieta é a preferência pela espontaneidade. As pessoas devem preparar um plano e aprender a cumpri-lo.

3.Superação de pensamentos sabotadores. As pessoas têm centenas de pensamentos que resultam em comportamentos de alimentação não saudáveis, como por exemplo: racionalizações (“não há mal em comer isto por que…”), subestimação das consequências (“comer isto não vai fazer diferença…”), pensamentos auto-ilusórios (“já que exagerei um pouquinho, posso também comer tudo o que quiser pelo resto do dia”), regras arbitrárias (“não posso desperdiçar alimentos”), leitura da mente (“minha amiga pensará que sou mal educada se eu não comer o bolo que ela fez”), e exagero (“não suporto estar com fome”). Uma sugestão para superar esses pensamentos é sempre se lembrar de alguns pontos-chave, como por exemplo: que não compensa o curto momento de prazer de ter comido algo que não estava planejado, frente ao arrependimento posterior; que a balança não precisa diminuir todo dia; que se merece crédito por cada comportamento saudável adotado.

4.Tolerância a fome e gula. Pessoas obesas geralmente confundem as duas. Você sente fome quando seu estômago se sente vazio. Gula é aquela vontade de comer, geralmente sentido na boca ou garganta, mesmo quando o estômago está cheio. É importante aprender a distinguir e controlar a fome e a gula.

Dessa forma, a terapia cognitiva é um complemento às dietas receitadas pelos nutricionistas e às atividades físicas, pois ela ajuda os pacientes a determinarem seus objetivos e a alcançá-los. A proposta ajuda o paciente a aprender a pensar de uma forma diferente, para que possa modificar seu comportamento alimentar – não apenas em curto prazo, mas para sempre. Ensina a corrigir distorções, a resolver problemas relacionados ou não com a dieta e a se motivar para adotar comportamentos alimentares funcionais.

A principal mensagem da terapia cognitiva para quem faz dieta é que os problemas para se perder peso não são resultados da falta de vontade e persistência de ninguém. Os problemas simplesmente refletem a falta de habilidades, as quais podem ser aprendidas e dominadas através da prática, sendo incorporadas ao seu cotidiano pelo resto da vida.

Pratique, pratique, pratique!

Adaptado por: Renata Erdos, psicóloga da WP Porto Alegre
Fonte: Cérebro Melhor

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