Arquivo de julho de 2014

Habilidades Sociais

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Por Carolina Halperin, Psicóloga da WP Porto Alegre.

Habilidades Sociais

As Habilidades Sociais podem ser definidas como comportamentos aprendidos e socialmente aceitáveis que permitem ao indivíduo interagir efetivamente com outros e evitar ou fugir de comportamentos que resultem em interações sociais negativas. A interação entre indivíduo e ambiente social está na base da construção das relações sociais; portanto, pessoas socialmente habilidosas são capazes de promover interações sociais mais satisfatórias.

Assim, quando falamos em Habilidades Sociais, falamos em comunicação.

Podemos nos comunicar de forma verbal ou não verbal, e ambas são igualmente importantes e impactantes para sermos considerados socialmente habilidosos.

O maior objetivo das Habilidades Sociais é desenvolver relacionamentos bem sucedidos. A interação entre indivíduo e ambiente social está na base da construção das relações sociais; portanto, pessoas socialmente habilidosas são capazes de promover interações sociais mais satisfatórias (Caballo, 1996).

Contudo, os déficits em Habilidades Sociais são muito comuns, e podem acarretar em dificuldades em todos os âmbitos da relação humana. O psicólogo cognitivo-comportamental está habilitado para identificar e avaliar estes déficits, auxiliando o paciente a desenvolver as competências necessárias para se comunicar com sucesso.

Para tal, se utiliza do Treinamento em Habilidades Sociais. Esta técnica compreende um conjunto de procedimentos aplicáveis à superação de déficits comportamentais e busca, de um lado, minimizar dificuldades interpessoais e, do outro, maximizar comportamentos socialmente competentes. Por exemplo, podem ser desenvolvidas as habilidades necessárias para iniciar, manter e encerrar conversações; fazer e responder perguntas; falar em público; expressar sentimentos positivos e negativos; defender os próprios direitos; pedir favores; recusar pedidos; aceitar elogios; expressar opiniões pessoais; expressar incômodo; desculpar-se; solicitar e fornecer feedback positivo e negativo.

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Qual é o problema?

terça-feira, 8 de julho de 2014

tristeza

 

“Dennis Stevenson é um conhecido empresário britânico, e tem episódios ocasionais de depressão. É assim que ele descreve. “Uma vez eu quebrei meu pé em dez lugares. Eu fui levado ao hospital e alguém fechou a porta na minha perna. Você pode imaginar a dor. Mas posso lhe dizer que a dor da depressão é muito pior: Ela é insuportável!”.

No livro “Thrive: the power of evidence-based psychological therapies” (Crescer: o poder das terapias psicológicas baseadas em evidências), os autores apontam dados relevantes e instigantes a respeito da dor mental. De acordo com Layard e Clarck, a dor mental é tão real quanto à dor física. Embora ela aconteça nas mesmas áreas cerebrais que a dor física, é muito mais incapacitante. Entretanto, essas dores não são tratadas de maneira igual. Enquanto todos que apresentam alguma doença física recebem tratamento, duas em cada três pessoas que apresentam uma doença mental não são atendidas.

Além disso, Layard e Clark trazem à tona outro ponto importante a ser discutido: o enorme custo social da doença mental.

“É ruim para os negócios, já que aumenta em 50% o número de dias em que os funcionários ficam de licença. E também é ruim para quem paga impostos, já que doenças mentais são a causa de quase metade das pessoas que vivem de benefícios por invalidez”.

O mais chocante é que o investimento necessário para o tratamento de doenças mentais através da psicoterapia e, uso de medicamentos quando necessários é muito baixo e não representa custo algum a sociedade. Ainda assim, em todos os serviços de saúde no mundo, mesmo nos países ricos, existe um enorme descaso com o impacto pessoal e social da falta de assistência às pessoas com doenças mentais, principalmente porque hoje dispomos de excelentes tratamentos para os problemas mais recorrentes de saúde mental, que são a depressão e a ansiedade.

Muitos sofrem com alguma doença mental, mas se chocam ao saber das estimativas. Na Grã-Bretanha, uma em cada seis pessoas sofre de depressão ou ansiedade incapacitante, acontece o mesmo na Europa Continental e nos Estados Unidos. A depressão é, em média, 50% mais incapacitante do que angina, asma, artrite ou diabetes.

É inegável que a saúde mental nos países desenvolvidos, apesar de causar muitos danos, não é tão evidente. Uma realidade que perpassa pelos os níveis políticos e à diversas culturas. Por mais disfuncional que ela seja, através do impacto sobre a capacidade das pessoas para cuidar de si, para funcionar socialmente, para se locomover, e para evitar a dor física e mental, parece estar oculta.

Sabe-se dos reais prejuízos em não investir em tratamentos a cerca da saúde mental. Sabe também que são de fácil acesso, previnem outras doenças, orientam nas diversas etapas e ciclos desenvolvimentais, auxiliam na busca da funcionalidade e do fortalecimento saudável, dentre outros tantos benefícios. Mas o que acontece, afinal?

Fonte: http://www.huffingtonpost.co.uk/richard-layard/mental-health-thrive_b_5548040.html por Lissia Ana Basso, Psicóloga da WP.

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Fator psicológico nos esportes

sábado, 5 de julho de 2014
neymar_chora

Em tempos de Copa do Mundo no Brasil, um aspecto tem chamado atenção da mídia e dos espectadores: a influência do fator psicológico sob os jogadores. Muito tem se discutido sobre a forma como jogadores e comissão técnica estão lidando com a pressão, e sobre como a mesma poderia estar afetando o rendimento dos atletas.

Nesse contexto, um campo ainda não muito conhecido da Psicologia entra em evidência: a Psicologia do Esporte. A Psicologia do Esporte é uma ciência, que estuda os comportamentos de pessoas envolvidas no contexto esportivo e de exercício físico.

O objetivo do psicólogo do esporte é entender como os fatores psicológicos influenciam no desempenho físico, e compreender como a participação nessas atividades afeta o desenvolvimento emocional, a saúde e o bem estar dos envolvidos neste ambiente.

A atuação profissional mais conhecida está relacionada aos esportes de alto rendimento. Mas, não é só do esporte competitivo o foco de atuação do psicólogo do esporte.  As áreas de intervenção são compostas também: pelas práticas de tempo livre (atividade física como manutenção da saúde e do bem estar), pelo esporte escolar (a relação do praticante com o ambiente escolar, nos mais variados graus), pela iniciação esportiva (crianças e jovens envolvidas em atividades esportivas, pedagógicas e competitivas), pela reabilitação (recuperação psicológica de lesão de atletas e praticantes de esporte, assim como pessoas que praticam atividade física como meio para reabilitação ou inserção social, os obesos, os doentes cardíacos, os doentes mentais, as pessoas com necessidades especiais entre outros), e por fim pelos projetos sociais (tem como intuito o esporte como meio de educação e socialização de crianças e jovens de comunidades carentes).

Na interface entre Psicologia do Esporte e TCC existem muitos pontos em comum: o estabelecimento de metas objetivas; o foco no futuro; a importância de uma relação sólida entre psicólogo-atleta; a atenção aos processos cognitivos e sua influência sob os comportamentos; o desenvolvimento de habilidades de enfrentamento e muitos outros.

Adaptado de http://www.psicologianoesporte.com.br/o-que-e-psicologia-do-esporte/ por Carolina Halperin, Psicóloga da WP.

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Oito dicas para driblar o estresse no trabalho

quarta-feira, 2 de julho de 2014

estresse

 

Nem todo estresse é ruim.

O estresse pode nos ajudar a melhorar nosso desempenho e a trabalhar mais duro tanto no trabalho quanto em outras esferas de nossas vidas. Entretanto, mesmo o estresse “positivo” pode nos fazer sentir sobrecarregados e ter vontade de sair do trabalho para nunca mais voltar. Mas podemos evitar que as coisas cheguem a este ponto! Estas dicas irão ajudar a encontrar calma, foco e felicidade, mesmo nos dias mais estressantes.

1) Trocar de tarefa: se existir esta flexibilidade no seu trabalho, desviar sua atenção do que o está frustrando pode ser uma boa idéia. Dê um tempo daquele projeto que estagnou e trabalhe em algo diferente por um tempo.

2) Ajudar: ser  gentil gera sentimentos de positividade e otimismo. Portanto, auxiliar alguém ou fazer algum favor pode diminuir o seu estresse.

3) Desacelere a mente com meditação e mindfulness: naqueles momentos em que mal sobra tempo para beber água, tente esta técnica: feche os olhos e respire fundo, até sentir que começou a relaxar. Foque no seu corpo e encontre onde você sente este estresse. Foque neste ponto em especial, movendo e soltando os músculos. Se algum pensamento lhe ocorrer, retome o foco neste ponto. Depois de alguns minutos, abra os olhos devagar e atente para como se sente: provavelmente renovado.

4) Diminua a tensão nos ombros e cervical: alongamento move seus músculos, diminui a tensão e muda o foco de sua atenção.

5) Alongue as costas e as pernas, também: quando nos mantemos muito tempo na mesma posição, o corpo tende a adotar vícios posturais.

6) Mexa-se: caminhe pelo escritório, mexa suas pernas e braços. Além dos benefícios físicos, o fará sentir livre.

7) Pergunte-se: isso é estresse ou é abuso? Se a sua ansiedade no trabalho é extrema, pode ser um sinal de que seu estresse é, na verdade, abuso. A linha entre os dois nem sempre é clara, então considere conversar com alguém do setor de Recursos Humanos ou algum colega de trabalho que possa avaliar objetivamente a questão.

8) Busque perspectivas: se você se sente esgotado, talvez seja hora de buscar um novo emprego. Mas, se você está lidando com o estresse típico de trabalho (frustrações, desapontamentos e conflitos com colegas) lembre-se que o local de trabalho não é o local certo para buscar diversão. Lembre-se que seus colegas de trabalho não são membros de sua família e não necessariamente serão seus amigos, e que ao ir embora  no final do dia, o trabalho deve ficar na empresa também. Focar-se nos outros aspectos de sua vida, como relacionamentos e hobbies, o ajudará a encontrar estes limites.

 

Adaptado de  http://health.usnews.com/health-news/health-wellness/slideshows/9-tips-to-tame-work-stress/10 por Carolina Halperin, Psicóloga da WP.

 

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